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Moro quer discutir no Senado quedas de energia pela Copel

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Uma proposta de audiência pública no Senado Federal pode colocar em debate a qualidade do serviço de distribuição elétrica no Paraná. O senador Sergio Moro (filia-se ao PL nesta semana) apresentou requerimento para discutir as quedas e oscilações no fornecimento de energia no estado e pretende ouvir o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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Segundo Moro, o objetivo é esclarecer as causas de falhas relatadas por consumidores e produtores rurais e entender quais medidas estão sendo adotadas pela empresa para melhorar o serviço. O pedido ainda precisa ser analisado pela comissão responsável no Senado. Caso seja aprovado, a data da audiência será definida posteriormente pelos parlamentares.

“O objetivo é debater as constantes quedas e oscilações de energia no Paraná. Queremos compreender as causas dessas falhas e quais medidas estão sendo tomadas para garantir estabilidade no sistema elétrico”, afirmou o senador.

De acordo com ele, também será importante ouvir a Aneel – responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico no país – para explicar quais mecanismos de controle e fiscalização estão sendo aplicados à concessionária que atende o estado.

A audiência, segundo o senador, também deve servir para avaliar se os instrumentos regulatórios disponíveis são suficientes para assegurar a qualidade do serviço prestado à população. O processo de privatização da companhia foi concluído no ano de 2023.

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Fornecimento de energia pela Copel entra no radar do Senado

O senador afirma que relatos de consumidores e produtores rurais motivaram a iniciativa parlamentar. Segundo ele, há registros de prejuízos significativos relacionados a interrupções no serviço em diferentes regiões do estado.

Um dos casos citados relatados veio do município de Tupãssi, região oeste do Paraná. De acordo com Moro, um produtor rural atrelou prejuízo estimado em cerca de R$ 9 milhões após uma queda de energia comprometer equipamentos e provocar a perda de aproximadamente 900 mil quilos de tilápia.

Outro episódio mencionado pelo parlamentar ocorreu em São Miguel do Iguaçu, onde uma produtora teria relatado a morte de cerca de 20 mil aves após falhas no fornecimento elétrico. Os dois casos envolvem atividades agropecuárias altamente dependentes de energia elétrica contínua para o funcionamento de equipamentos de ventilação, bombeamento de água e sistemas de alimentação automatizada.

Qualquer interrupção prolongada, na avaliação dos produtores, pode provocar perdas rápidas e significativas na produção. “O serviço precisa ter estabilidade e mecanismos eficientes de atendimento e ressarcimento aos consumidores prejudicados. Energia elétrica é um insumo essencial para a economia e para a vida das pessoas”, disse Moro.

Para o senador, a audiência pública pode ajudar a dar mais transparência ao tema e permitir que autoridades regulatórias e a concessionária apresentem informações sobre as medidas adotadas para melhorar o atendimento.

Quedas e oscilações no fornecimento de energia pela Copel motivaram pedido de audiência no Senado para discutir o serviço no Paraná. (Foto: Divulgação/Copel)

Indicadores da Aneel mostram piora em ranking no fornecimento de energia pela Copel

Dados da Aneel indicam que a Copel terminou o ano de 2024 na 29ª posição entre 31 distribuidoras de grande porte avaliadas no país. No ranking anterior, referente a 2023, a companhia ocupava a 25ª colocação.

Segundo a agência reguladora, o levantamento considera indicadores técnicos que medem a duração e a frequência das interrupções no fornecimento de energia, conhecidos como DEC e FEC. A partir desses parâmetros é calculado o índice consolidado chamado DGC, utilizado para comparar o desempenho das concessionárias.

A Aneel informou que não realizou um diagnóstico específico para explicar a queda da Copel no ranking, mas apontou que houve piora nesse indicador em relação ao ano anterior. Os dados da agência também apontam aumento nas ocorrências emergenciais com interrupção no fornecimento. No último quadrimestre de 2023 foram registradas 152.822 ocorrências na rede da Copel, contra 123.660 no mesmo período de 2022.

Em relação ao tempo médio de atendimento dessas ocorrências, a agência observa tendência de aumento nos últimos anos. O indicador passou de 248 minutos em 2022 para 306 minutos em 2025, segundo os dados mais recentes disponíveis.

A Aneel também informou que foi lavrado um auto de infração relacionado à distribuidora em processo de fiscalização do serviço. Segundo a agência, o ranking mais recente disponível é o de 2024, enquanto os dados referentes a 2025 ainda estão em fase de apuração.

Copel anuncia programa com foco em produtores rurais

Em meio às críticas sobre interrupções no fornecimento de energia, a Copel anunciou recentemente um programa voltado ao setor rural. Batizado de “Copel Agro”, o projeto prevê investimentos anuais de cerca de R$ 200 milhões e a criação de um canal exclusivo de atendimento a produtores rurais.

A iniciativa inclui uma central telefônica dedicada, reforço de equipes técnicas e ações de manutenção e monitoramento da rede elétrica em áreas de produção agropecuária. O programa foi apresentado a lideranças cooperativistas em Medianeira, cidade localizada na região oeste do estado.

Segundo o presidente da companhia, Daniel Slaviero, a proposta busca ampliar a agilidade no atendimento e reduzir interrupções no fornecimento, especialmente em atividades com alto grau de dependência de energia elétrica, como a produção de aves, suínos e peixes.

O programa também prevê mutirões de poda de vegetação próxima à rede elétrica, ampliação de equipes de campo e ações de orientação técnica para produtores rurais sobre uso adequado da rede e instalação de equipamentos.

Cobranças consideradas incisivas à Copel, do setor agropecuário paranaense, voltaram a ser feitas durante a realização do evento Show Rural, em Cascavel, também na região oeste, no último mês de fevereiro.

A reportagem da Gazeta do Povo procurou a Copel para comentar os dados divulgados pela Aneel e a proposta de audiência no Senado, mas não houve retorno até a publicação deste texto.



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Por que Marcinho VP pode voltar às ruas em poucos meses

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) trava uma corrida contra o relógio para evitar o que, na avaliação do órgão de acusação, seria uma catástrofe para a segurança pública carioca e de todo o Brasil: a liberdade de Márcio dos Santos Nepomuceno, de 55 anos, mais conhecido como Marcinho VP, apontado como uma das maiores lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV), atrás das grades desde 1996. 

Se nada mudar, Marcinho VP, que passou a maior parte da vida na cadeia, tem um encontro com a liberdade marcado para meados de outubro deste ano. Apesar de estar condenado sem chance de recurso a uma pena total de 36 anos de cadeia, o que o deixaria preso até 2032, neste ano ele completa 30 anos atrás das grades, o máximo permitido pela lei de execuções penais à época das condenações.

Nepomuceno cumpre a pena no presídio federal de Campo Grande (MS). Agora, o MP-RJ busca uma solução jurídica para mantê-lo preso. 

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Pacote Anticrime pode ser a chave para manter Marcinho VP preso por mais uma década

Além das condenações em definitivo, Marcinho VP é acusado de crimes variados em diversos outros processos que correm na Justiça. Caso sofra uma nova condenação, ou uma decretação de prisão preventiva por algum destes casos, poderia em tese continuar preso por mais tempo.

Isso porque a aprovação do Pacote Anticrime pelo Congresso Nacional, em 2019, aumentou para 40 anos o tempo máximo de prisão para um condenado. A nova regra de reclusão máxima não pode ser aplicada a penas que vieram antes da mudança na lei, mas vale para os casos em aberto.

É este o caminho escolhido pelo MP-RJ para tentar manter a liderança criminosa atrás das grades por pelo menos mais 10 anos. Em novembro do ano passado, foi pedida a prisão preventiva do traficante em um processo que se arrasta na Justiça há mais de 23 anos e no qual ele é réu junto com Marco Antônio Pereira, o “My Thor”, e Cláudio José Fontarigo, o “Claudinho da Mineira”, que também tiveram a nova prisão solicitada (todos já presos por outros casos).

No pedido, o MP alega que o trio toma medidas protelatórias para impedir o andamento do processo na Justiça. Segundo o MP, as medidas evidenciam “a intenção de obstruir a Justiça, adiar o julgamento e assegurar a liberdade de ‘Marcinho VP’, que deverá concluir o tempo máximo legal de reclusão em 2026, quando completará 30 anos de prisão”.

Trio comanda atividades criminosas da facção de dentro do sistema prisional

De acordo com o Ministério Público, mesmo preso, o trio ainda comanda atividades criminosas da facção de dentro do sistema prisional. O pedido de prisão agora é analisado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

De acordo com o Ministério Público, as condutas adotadas pelos réus incluem a desistência dos advogados de defesa às vésperas do julgamento e a entrega de grande volume de documentos nos momentos finais do prazo, prática conhecida como “document dumping”. 

Ainda no final de novembro, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu renovar, por mais três anos, a permanência do traficante em um presídio federal, longe do sistema penitenciário carioca. A decisão de manter Marcinho VP em uma unidade federal foi baseada em pareceres da polícia, do MP e da direção do Sistema Penitenciário Federal.

A reportagem da Gazeta do Povo não conseguiu contato direto com os advogados de Nepomuceno. No pedido à Justiça, a defesa dele pedia pelo retorno do criminoso ao Rio de Janeiro, alegando que “cumpre pena em presídio federal há 18 anos ininterruptos” e que a Secretaria de Segurança Pública “reitera a necessidade de manutenção” do traficante no Sistema Penitenciário Federal “sob a fundamentação de suposta liderança no Comando Vermelho e risco à ordem pública, sem fato novo, prova atual ou intercorrência disciplinar”.

“Não há demonstração de que os motivos originais permanecem hígidos, sendo certo que foram completamente superados já que não há liderança ativa, inexistem registros de faltas disciplinares e o apenado se dedica à leitura e à produção literária, inclusive com obras publicadas”, afirmam os advogados.

“A defendente foi banido do seu estado de origem em 2007, ficando distante do local onde possui laços de convívio social, deixando para trás 6 (seis) filhos, esposa, mãe, irmão e tios, medida que se prolongou injustificadamente por 18 anos”, argumenta a defesa.

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Pai do cantor Oruam

O criminoso é classificado no sistema penitenciário como de “alta periculosidade” pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e apontado como chefe do Comando Vermelho. De acordo com documento da Polícia Civil do Rio de Janeiro, mesmo preso Marcinho VP “nunca abdicou da sua posição de liderança do Comando Vermelho”.

De acordo com relatórios de inteligência da Polícia Civil carioca reproduzidos pelo MP no processo em questão, mesmo após a transferência para o sistema federal, em 2007, ele manteve-se como um dos principais líderes da facção criminosa e teria ordenado diversos ataques contra facções rivais, milícias e polícia no Rio.

Em junho de 2021, por exemplo, outro interno foi gravado enquanto lia bilhetes direcionados ao líder criminoso no banho de sol no pátio do presídio de Catanduvas (PR), onde ambos estavam presos na época. O episódio, que faz parte de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, ficou conhecido como “bilhetes do CV”, com ordens para torturas e mortes.

Mesmo preso, Marcinho VP fez mudanças na cúpula da facção que comanda. Segundo a Polícia Civil, ele repassou ordens a Luis Cláudio Machado, o Marreta, às vésperas de ele ser transferido do presídio federal de Catanduvas (PR) para Bangu (RJ), em outubro de 2023. As defesas de Marcinho VP e Marreta negam as acusações.

Marcinho VP também é pai do cantor Oruam, que encontra-se foragido da Justiça desde o início de fevereiro. Em 2024 Oruam participou do festival de música internacional Lollapalooza. Durante a apresentação, ele vestiu uma camiseta com a foto do pai e um pedido de “liberdade”.

O cantor, por sua vez, é réu em ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado e estava em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica por força de liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, o próprio STJ retirou a liminar, após relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontarem sucessivas violações das determinações judiciais. 

Marcinho VP foi suspeito de ter ordenado a morte de traficante que autorizou Michael Jackson na favela

Dentre outras suspeitas, acusações, investigações e processos, Marcinho VP foi suspeito de ter ordenado a morte de outro traficante do Comando Vermelho, Márcio Amaro de Oliveira. Este último era chefe do tráfico no Morro Dona Marta e foi encontrado morto, em 2003, quando ambos estavam presos em Bangu, no Rio.

O VP do Dona Marta vivia sendo confundido com Marcinho VP, chefe do Complexo do Alemão e acima do outro na hierarquia do grupo criminoso. O traficante do Dona Marta ficou famoso em 1996, após autorizar a equipe do cineasta norte-americano Spike Lee a filmar um clipe com o cantor Michael Jackson na comunidade.

Na época, ele chegou a conceder entrevistas a veículos de imprensa, e pouco depois descobriu-se que recebia uma mesada do bilionário brasileiro e documentarista João Moreira Salles para escrever um livro e tentar abandonar o crime. Ele foi preso em 2000, e sua história foi contada no livro “Abusado, o dono do Morro Santa Marta”, do jornalista Caco Barcellos, lançado ainda em 2003.

Na obra, o traficante é denominado como Juliano VP. Dois meses depois do lançamento do livro, Márcio Amaro de Oliveira foi encontrado morto dentro de uma lixeira no presídio.

Tanta notoriedade do homônimo e as revelações sobre o tráfico de drogas feitas no livro teriam incomodado Marcinho VP, que teria encomendado a execução de Márcio Amaro de Oliveira por estrangulamento na cadeia. Apesar disso, ele nunca foi formalmente acusado como mandante do crime e sempre negou qualquer participação no caso.



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Fazenda no RS concentra criação de cavalos militares do Exército

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Uma propriedade rural em São Borja, no extremo oeste do Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina, abriga uma das maiores criações de cavalos de raça do país. A área possui 15.362 hectares, aproximadamente 15 mil campos de futebol, o que corresponde a cerca de 5% do território do município, e reúne aproximadamente 1 mil animais.

No local funciona a Coudelaria e Campo de Instrução de Rincão, que concentra o nascimento e a criação dos equinos utilizados pelo Exército brasileiro. A palavra coudelaria deriva do termo “coudel”, usado em Portugal para designar o capitão de cavalaria. Diferente de haras, termo usado para propriedades privadas, a coudelaria é associada à criação de equinos militares ou de propriedade estatal.

“É muito amplo o empenho militar do cavalo, eles fazem parte do arsenal de guerra do exército. Os animais ganham destaque nos cerimoniais, mas também atuam no combate militar. Em muitas regiões não é possível fazer a patrulha patrimonial a pé ou com veículo, então nesses casos os cavalos são usados”, conta o diretor da coudelaria, o coronel Leandro Sicorra Wilemberg.

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Produção de cavalos militares segue planejamento de cinco anos

A coudelaria entrega ao Exército cerca de 150 cavalos por ano, prontos para uso militar. O planejamento da produção começa cinco anos antes da entrega dos animais.

No primeiro ano, a administração define o planejamento financeiro que custeia a criação. No segundo ano ocorre o emprenhamento das éguas. Os potros nascem 11 meses após a inseminação. Após três anos de criação, os cavalos passam por doma e treinamento.

A equipe técnica avalia linhagem genética e desempenho físico antes de definir o destino de cada animal. Em 2025, a coudelaria entregou 170 cavalos ao Exército. O volume representa, em média, um animal domado e pronto para uso a cada dois dias.

Entre as características desejadas em um cavalo militar estão pelagem uniforme, dorso forte e proporcional, pescoço alongado, membros fortes e bem aprumados e boa capacidade cardiorrespiratória. Os animais também precisam demonstrar aptidão desportiva e capacidade para patrulhamento ostensivo.

“Esses animais são patrimônio do governo. A produção em média custa R$ 7 mil. Não realizamos venda, apenas doação para os órgãos que solicitam. Mas temos animais com genética de grandes campeões“, afirma Wilemberg.

Coudelaria de Rincão cria raças como brasileiro de hipismo, puro-sangue inglês, bretão e cavalo crioulo para uso militar, esportivo e de patrulhamento.Coudelaria de Rincão cria raças como brasileiro de hipismo, puro-sangue inglês, bretão e cavalo crioulo para uso militar, esportivo e de patrulhamento. (Foto: Kauan da Silva/Coudelaria de Rincão)

Criação no RS atende forças armadas de países da América Latina

No Brasil, os cavalos militares cumprem diferentes funções. Parte dos animais participa de atividades cerimoniais nos três regimentos de guarda do Exército em Brasília, conhecidos como Dragões da Independência. Unidades militares no Rio de Janeiro e em Porto Alegre também utilizam os equinos.

Outra parcela atua no patrulhamento de campos de instrução e áreas militares. Os animais atendem à Escola de Equitação do Exército, responsável pela formação de oficiais na prática equestre e pelo incentivo ao hipismo brasileiro.

A Força Aérea Brasileira, por sua vez, utiliza cavalos da coudelaria em atividades de patrulhamento. Polícias militares de diversos estados solicitam equinos para policiamento ostensivo e para unidades de choque.

O criatório mantém ainda intercâmbios com Forças Armadas de países da América Latina, com troca de animais e material genético. “Dentro do possível a gente consegue alinhar o desporto e a atividade militar. Temos bons resultados em campeonatos internacionais”, destaca o coronel Wilemberg.

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Treinamento adapta características de cada raça às funções militares

A coudelaria mantém diferentes raças de cavalos com características voltadas ao uso militar. Entre elas estão:

  • o brasileiro de hipismo (BH)
  • o puro-sangue inglês (PSI)
  • o bretão
  • o cavalo crioulo
  • o polo argentino.

De acordo com a seção técnica da coudelaria, o BH apresenta forte aptidão para equitação. O principal destaque do plantel de Rincão é o cavalo brasileiro de hipismo. A propriedade militar mantém mais de 800 exemplares da raça e lidera a criação no país.

Já o cavalo crioulo atende com frequência às demandas de polícias militares para patrulhamento ostensivo. O bretão, por sua vez, exerce função estratégica na reprodução.

As éguas bretãs atuam como receptoras de embriões de outras raças. A técnica permite o desenvolvimento genético de diferentes linhagens. A coudelaria de Rincão figura entre os criatórios pioneiros do Brasil nessa prática e mantém posição de referência na América Latina, enviando animais para a Argentina e o Paraguai.

“Nós procuramos extrair de cada animal, independente da raça, o melhor resultado. Claro que alguns animais podem oferecer mais, temos casos de exemplares que ficaram na ativa por 30 anos. Outros, por razões individuais de saúde ou acidentes, podem ficar tempo menor, 15, 20 anos. Mas nosso trabalho é buscar desenvolver cada um para desempenhar tanto o desporto quanto o uso militar”, afirma o tenente Lucas Melantonio, chefe da seção técnica da coudelaria.

Coudelaria de Rincão entrega cerca de 150 cavalos por ano ao Exército, após um processo de criação e treinamento que começa cinco anos antes da entrega dos animais.Coudelaria de Rincão entrega cerca de 150 cavalos por ano ao Exército, após um processo de criação e treinamento que começa cinco anos antes da entrega dos animais. (Foto: Kauan da Silva/Coudelaria de Rincão)

Criação dos cavalos militares em São Borja completou 104 anos

De acordo com os registros históricos da Coudelaria e Campo de Instrução de Rincão, a criação de cavalos para uso militar no Brasil começou no século XVII, no período colonial, em Pernambuco. No Rio Grande do Sul, a primeira fazenda militar surgiu em 1737 com a Estância Real de Bojuru.

No século XVIII, a área atual da coudelaria integrou a Estância de São Gabriel, da Companhia de Jesus. Em 1843, o Estado incorporou as terras e as arrendou a fazendeiros. O território retornou ao Ministério da Guerra em 1891. Em 1922, o Rincão de São Gabriel tornou-se oficialmente a Coudelaria de Rincão.

Ao longo do século XX, o Exército manteve várias propriedades de criação. Em 1950, o país possuía nove coudelarias: Rincão (RS), Saycan (RS), Avelar (RJ), Campos (RJ), Pouso Alegre (MG), Monte Belo (MG), Tindiquera (PR), Campo Grande (MS) e Campinas (SP).

A mecanização das Forças Armadas reduziu a necessidade de cavalos. No início da Segunda Guerra Mundial, em 1939 e 1940, o Exército possuía 22.810 equinos. Hoje, o efetivo soma 2.181 animais.

Em 1975, o Exército extinguiu as coudelarias em atividade, inclusive a de Rincão, e transferiu os plantéis para Campinas. Em 1987, o Ministério do Exército decidiu fechar a unidade paulista e recriar a coudelaria no Rio Grande do Sul, devido à maior área disponível e à pressão da expansão urbana em Campinas. Desde janeiro de 1988, Rincão funciona como a única coudelaria do Exército Brasileiro.



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Os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do país

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Santa Catarina é reconhecido como um dos estados mais conservadores do Brasil, marca que está atrelada ao peso eleitoral de pautas tradicionais, à forte votação em candidatos identificados como sendo do espectro da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e à presença consolidada de lideranças alinhadas a valores como família, segurança pública e economia liberal.

Esse perfil da política catarinense não é fruto de uma única eleição nem de um único grupo político. Diferentes gerações de líderes construíram esse legado, impulsionadas também por características sociais, culturais e econômicas próprias do estado.

Para o analista político e pesquisador em Educação e Cultura Política da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Daniel Pinheiro, o conservadorismo catarinense é resultado da combinação entre força econômica e valores culturais. Segundo ele, Santa Catarina desenvolveu ao longo do tempo uma percepção de dinamismo econômico próprio — industrial, empresarial e agropecuário — que alimentou o discurso de que o estado produz muito e recebe proporcionalmente menos da União.

“Essa narrativa dialoga com valores de autonomia, eficiência administrativa e resistência a políticas redistributivas”, avalia. Ao mesmo tempo, ele considera que houve forte consolidação de valores sociais conservadores, influenciados por tradições comunitárias, religiosidade e herança cultural da imigração europeia. Essa base teria facilitado uma adesão mais rápida a posições de centro-direita.

Pinheiro também contextualiza o fenômeno dentro de um movimento internacional de fortalecimento de pautas à direita, perceptível nos Estados Unidos, na Europa e em países da América Latina. “É uma combinação de valores sociais e econômicos que encontrou eco na cultura do estado. Havia uma corrente política que estava adormecida e que ganhou força nos últimos anos, especialmente com o ambiente internacional e com a mobilização pelas redes sociais”, afirma.

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SC ganhou uma dimensão simbólica dentro da política nacional

O professor de Ciência Política do Ibmec-BH, Adriano Cerqueira, concorda que Santa Catarina tem um perfil mais conservador, e destaca que essa característica não é recente. De acordo com ele, historicamente o estado oferece pouco espaço institucional para partidos mais à esquerda se consolidarem, especialmente em disputas majoritárias.

Embora a esquerda tenha representação pontual na política de Santa Catarina, enfrenta dificuldades estruturais para conquistar governo estadual ou formar maiorias consistentes. Cerqueira destaca que Santa Catarina tem forte presença de classe média, melhor distribuição de renda em comparação a estados mais pobres e menor dependência proporcional de programas de transferência de renda federais.

Nesse cenário, discursos fortemente voltados à ampliação de gastos públicos e redistribuição encontram menos aderência. “O eleitor que possui patrimônio e renda tende a se mobilizar por discursos de preservação desses ativos. Isso favorece propostas mais liberais na economia, com menor carga tributária e maior confiança no mercado”, explica.

O professor também destaca que, mesmo sem ter passado por uma experiência estadual que pudesse ter sido traumática com governos de esquerda, Santa Catarina desenvolveu forte antipetismo a partir da avaliação dos governos federais do PT.

Para Cerqueira, o estado ganhou ainda uma dimensão simbólica dentro da política nacional. “Santa Catarina virou quase um farol para o eleitorado conservador brasileiro. Políticos do estado têm se projetado nacionalmente com discursos contundentes na defesa de valores conservadores”, afirma.

Ele observa que a relevância política de Santa Catarina supera, em termos de influência, o tamanho do seu eleitorado. “Lideranças do estado acumulam grande presença nas redes sociais, visibilidade na Câmara e no Senado e passaram a ser referências no campo liberal-conservador”, diz.

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A construção política do conservadorismo catarinense

Antes de se tornar um dos principais redutos de votos a Jair Bolsonaro no país, Santa Catarina já era governada por lideranças com perfil institucionalmente conservador. A Gazeta do Povo elencou alguns dos nomes que participaram dessa construção a partir da redemocratização do Brasil.

Jorge Bornhausen

Filho do ex-governador catarinense Irineu Bornhausen (1951-1956), Jorge Bornhausen ocupou o comando estadual durante a ditadura militar, após vencer a eleição indireta pela Arena, partido de sustentação do regime. Ele foi vice-governador de Santa Catarina entre 1967 e 1971, antes de assumir a principal cadeira do Executivo no mandato entre 1979 e 1982. 

O período foi marcado pelo início do processo de reabertura política do país durante o governo do ex-presidente João Figueiredo, aliado de Bornhausen. Depois que José Sarney assumiu a Presidência da República, ele foi ministro da Educação entre 1986 e 1987, após ser um dos fundadores do PFL, partido onde Bornhausen se consolidou como uma das maiores lideranças da centro-direita brasileira nas décadas seguintes.

Apesar da candidatura de Aureliano Chaves pelo PFL, o partido sob a liderança de Bornhausen apoiou Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989. Com a vitória de Collor, o cacique do PFL assumiu a Secretaria de Governo daquele que foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto após a redemocratização. No Congresso, ele tinha o papel de organizar a base de sustentação do governo Collor, que fracassou após as denúncias do esquema de PC Farias.

Na era Lula, o senador Bornhausen liderou a “oposição responsável” como presidente nacional do PFL entre 2003 e 2010, período marcado pelo escândalo do Mensalão. O PFL passou a se chamar Democratas em 2007 e Bornhausen deixou a sigla em 2011, quando se filiou ao PSD de Gilberto Kassab.

Jorge Bornhausen é um dos nomes que integram a história da política em Santa CatarinaJorge Bornhausen foi governador e senador por Santa Catarina. (Foto: Célio Azevedo/Agência Senado)

Esperidião Amin

Figura central da política catarinense desde os anos 1970, Esperidião Amin (hoje senador pelo PP) construiu uma das trajetórias mais longevas do estado. Foi prefeito de Florianópolis aos 27 anos (1975–1978), deputado federal, senador e governador em dois períodos (1983–1986 e 1999–2002).

Depois do primeiro mandato como governador, Amin foi eleito prefeito da capital, novamente, em 1988, mas se licenciou para disputar as prévias presidenciais do PDS para as eleições de 1989. Ele foi derrotado por Paulo Maluf, que representou o partido na corrida presidencial do ano seguinte.

Em 1994, Amin disputou as eleições como candidato a presidente da República pelo PPR e terminou na sexta colocação. Depois de um novo mandato no comando do estado, ele perdeu a disputa à reeleição em 2002 e foi batido, novamente, por Luiz Henrique da Silveira quatro anos depois.

Em 2008, perdeu a eleição à prefeitura de Florianópolis. Após a série de derrotas ao Executivo, foi eleito deputado federal em 2010 e reeleito como o candidato mais votado no estado.

Em 2015, votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Na eleição seguinte, foi eleito senador e passou a integrar a base do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Amin era cotado como um dos candidatos do ex-presidente da República na disputa pela reeleição neste ano, mas o PL terá uma candidatura dupla ao Senado catarinense com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.  

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísEsperidião Amin é senador por Santa Catarina. Ele contribuiu para o fortalecimento da direita conservadora no estado. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Luiz Henrique da Silveira

Governador por dois mandatos (2003–2010), Luiz Henrique da Silveira foi deputado estadual, cinco vezes deputado federal, prefeito de Joinville por três mandatos e ministro da Ciência e Tecnologia no governo de José Sarney. Ele morreu em maio de 2015, aos 75 anos, vítima de um infarto. Na época, era senador por Santa Catarina.

Alinhado ao MDB histórico, Silveira permaneceu no partido durante a redemocratização do país e as eleições de 1989, quando parte da militância saiu para fundar novas siglas, entre elas o PSDB. 

Embora não fosse um conservador ideológico nos moldes atuais, ajudou a estruturar uma cultura política de estabilidade institucional, protagonismo regional e forte organização partidária — elementos que mantiveram o campo da centro-direita dominante em Santa Catarina.

Luiz Henrique da Silveira foi deputado estadual, cinco vezes deputado federal e prefeito de Joinville por três mandatos. Luiz Henrique da Silveira foi deputado estadual, cinco vezes deputado federal e prefeito de Joinville por três mandatos. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Raimundo Colombo

Governador entre 2011 e 2018 pelo PSD, Raimundo Colombo chegou ao cargo após trajetória como prefeito de Lages por três mandatos, deputado estadual, federal e senador. Seu discurso enfatizava responsabilidade fiscal, modernização da máquina pública e eficiência administrativa.

Colombo também tinha trajetória ligada a grupos da igreja católica, o que dialoga com a presença histórica da religiosidade na formação política catarinense. Durante seus dois mandatos, consolidou a imagem de gestão técnica e estabilidade institucional, mantendo o estado sob controle de forças políticas de centro-direita.

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísRaimundo Colombo foi prefeito de Lages por três mandatos, deputado estadual, federal e senador. (Foto: Fábio Queiroz/Agência AL)

Carlos Moisés

A eleição de Carlos Moisés da Silva em 2018, na época pelo PSL, marcou um ponto de mudança. Oficial da reserva do Corpo de Bombeiros, sem carreira política anterior, foi eleito governador no segundo turno com mais de 71% dos votos válidos, impulsionado pela força de Jair Bolsonaro no estado. Seu plano de governo abordava apenas três tópicos: “desenvolvimento econômico”, “desenvolvimento social” e “infraestrutura, mobilidade e meio ambiente”.

Durante sua gestão, rompeu com Jair Bolsonaro e chegou a sofrer dois processos de impeachment, um deles por crime de responsabilidade pelo aumento do salário de procuradores do estado. O segundo, durante a pandemia de Covid-19, pela compra de 200 respiradores pelo preço de R$ 33 milhões, pagos antecipadamente e sem garantia de entrega. Moisés foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nos dois casos.

Em 2022, Moisés tentou a reeleição ao governo, mas terminou a disputa como o terceiro mais votado, com 693.426 votos (16,99%). A disputa ficou entre Jorginho Mello e Décio Lima (PT). No segundo turno, Mello garantiu a vitória sobre o petista com cerca de 2.316.270 votos (70,79%).

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísCarlos Moisés foi eleito governador no segundo turno com mais de 71% dos votos válidos. (Foto: Mauricio Vieira/Governo de Santa Catarina)

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Os políticos que sustentam o conservadorismo em SC

No plano mais recente, essa combinação entre valores econômicos liberais e conservadorismo nos costumes ganhou rostos e estratégia política bem definidos em Santa Catarina.

Jorginho Mello

O principal articulador desse campo é o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Ele iniciou a carreira política como vereador em Herval d’Oeste, cidade de 21.724 habitantes no meio-oeste do estado. Foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado federal e senador, além de ter atuado como vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso.

Em 2022, Mello foi eleito governador no segundo turno com 70,69% dos votos. À frente do governo e na presidência estadual do Partido Liberal, tornou-se uma das principais referências da direita no estado, com discurso voltado ao incentivo ao empreendedorismo e à autonomia econômica catarinense.

O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) proíbe banheiros unissex em escolas.O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). (Foto: Roberto Zacarias/Governo de SC)

Caroline de Toni

No Congresso, Caroline de Toni (PL) se tornou uma das vozes mais identificadas com a direita brasileira. Desde o primeiro mandato, construiu projeção nacional em pautas ligadas à segurança pública, liberdades individuais, defesa da propriedade privada e embates ideológicos no Legislativo. Seu capital político está fortemente associado ao eleitorado conservador mobilizado desde 2018.

No segundo mandato, na presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e como liderança da minoria, Caroline de Toni teve destaque por defender o equilíbrio entre os poderes, o voto impresso, a anistia, a ampliação do porte de armas e a liberdade econômica. Também atuou para aumentar a pena a invasores de terras, bem como a valorização da vida e da família.

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísCarol de Toni é deputada federal pelo PL e pré-candidata ao Senado. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados )

Júlia Zanatta

Na Câmara dos Deputados, Júlia Zanatta (PL) representa uma nova geração desse mesmo campo político. Com formação em Direito e em Jornalismo, forte presença nas redes sociais e comunicação direta com o eleitorado, Zanatta combina pautas conservadoras com uma estratégia digital intensa, algo que se tornou central para a direita contemporânea.

De acordo com a apresentação no site oficial da deputada, Zanatta tem como base a família, é mãe e esposa, defende a vida desde a concepção e o papel dos pais na educação dos filhos, especialmente para protegê-los da imposição de conteúdos ideológicos que se afastem da busca pela verdade e da formação do pensamento crítico.

A defesa das liberdades individuais integra um dos pilares do mandato dela. Entre as principais bandeiras estão a defesa do armamento civil para legítima defesa da vida e da propriedade; ações que aumentem a segurança jurídica; a defesa da liberdade de expressão; a luta por menos impostos; a liberdade econômica, marcada recentemente por uma luta firme contra o Drex; além do fortalecimento do agronegócio e de mais autonomia para os estados.

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísJúlia Zanatta é deputada federal pelo PL em Santa Catarina. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Ana Campagnolo

Na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) ocupa papel semelhante no âmbito estadual. Professora e historiadora de formação, construiu trajetória política associada a pautas conservadoras, especialmente nas áreas de educação e costumes.

Eleita pela primeira vez em 2018, tornou-se à época a deputada estadual mais jovem de Santa Catarina. Em 2022, foi reeleita com 196.571 votos, a maior votação da história para o cargo no estado. Autora de livros com críticas ao feminismo, Campagnolo é uma das principais vozes do campo conservador no Legislativo catarinense.

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísAna Campagnolo (PL) foi a deputada estadual mais votada em SC. (Foto: Bruno Collaço/Agência AL)

Jorge Seif

Jorge Seif Júnior (PL) foi eleito senador nas eleições de 2022 com mais de 1,4 milhão de votos. Em seu mandato, tem atuado em pautas voltadas ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos, à liberdade econômica e ao fortalecimento dos setores produtivos do país, com atenção especial a pesca, aquicultura, agronegócio e indústria nacional.

Participa de debates legislativos sobre políticas públicas voltadas à produção, ao crescimento econômico e à desburocratização. A atuação parlamentar de Seif inclui o acompanhamento de temas relacionados à segurança alimentar, ao desenvolvimento regional e à valorização de atividades produtivas ligadas ao mar e às águas continentais.

No Senado Federal, é membro titular da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), responsável pela análise de matérias relacionadas à política econômica, tributária, financeira e ao desenvolvimento nacional, além de outras. Também é vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo.

os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do paísSenador Jorge Seif (PL). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)



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