Brasil
Por que Marcinho VP pode voltar às ruas em poucos meses
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) trava uma corrida contra o relógio para evitar o que, na avaliação do órgão de acusação, seria uma catástrofe para a segurança pública carioca e de todo o Brasil: a liberdade de Márcio dos Santos Nepomuceno, de 55 anos, mais conhecido como Marcinho VP, apontado como uma das maiores lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV), atrás das grades desde 1996.
Se nada mudar, Marcinho VP, que passou a maior parte da vida na cadeia, tem um encontro com a liberdade marcado para meados de outubro deste ano. Apesar de estar condenado sem chance de recurso a uma pena total de 36 anos de cadeia, o que o deixaria preso até 2032, neste ano ele completa 30 anos atrás das grades, o máximo permitido pela lei de execuções penais à época das condenações.
Nepomuceno cumpre a pena no presídio federal de Campo Grande (MS). Agora, o MP-RJ busca uma solução jurídica para mantê-lo preso.
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Pacote Anticrime pode ser a chave para manter Marcinho VP preso por mais uma década
Além das condenações em definitivo, Marcinho VP é acusado de crimes variados em diversos outros processos que correm na Justiça. Caso sofra uma nova condenação, ou uma decretação de prisão preventiva por algum destes casos, poderia em tese continuar preso por mais tempo.
Isso porque a aprovação do Pacote Anticrime pelo Congresso Nacional, em 2019, aumentou para 40 anos o tempo máximo de prisão para um condenado. A nova regra de reclusão máxima não pode ser aplicada a penas que vieram antes da mudança na lei, mas vale para os casos em aberto.
É este o caminho escolhido pelo MP-RJ para tentar manter a liderança criminosa atrás das grades por pelo menos mais 10 anos. Em novembro do ano passado, foi pedida a prisão preventiva do traficante em um processo que se arrasta na Justiça há mais de 23 anos e no qual ele é réu junto com Marco Antônio Pereira, o “My Thor”, e Cláudio José Fontarigo, o “Claudinho da Mineira”, que também tiveram a nova prisão solicitada (todos já presos por outros casos).
No pedido, o MP alega que o trio toma medidas protelatórias para impedir o andamento do processo na Justiça. Segundo o MP, as medidas evidenciam “a intenção de obstruir a Justiça, adiar o julgamento e assegurar a liberdade de ‘Marcinho VP’, que deverá concluir o tempo máximo legal de reclusão em 2026, quando completará 30 anos de prisão”.
Trio comanda atividades criminosas da facção de dentro do sistema prisional
De acordo com o Ministério Público, mesmo preso, o trio ainda comanda atividades criminosas da facção de dentro do sistema prisional. O pedido de prisão agora é analisado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
De acordo com o Ministério Público, as condutas adotadas pelos réus incluem a desistência dos advogados de defesa às vésperas do julgamento e a entrega de grande volume de documentos nos momentos finais do prazo, prática conhecida como “document dumping”.
Ainda no final de novembro, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu renovar, por mais três anos, a permanência do traficante em um presídio federal, longe do sistema penitenciário carioca. A decisão de manter Marcinho VP em uma unidade federal foi baseada em pareceres da polícia, do MP e da direção do Sistema Penitenciário Federal.
A reportagem da Gazeta do Povo não conseguiu contato direto com os advogados de Nepomuceno. No pedido à Justiça, a defesa dele pedia pelo retorno do criminoso ao Rio de Janeiro, alegando que “cumpre pena em presídio federal há 18 anos ininterruptos” e que a Secretaria de Segurança Pública “reitera a necessidade de manutenção” do traficante no Sistema Penitenciário Federal “sob a fundamentação de suposta liderança no Comando Vermelho e risco à ordem pública, sem fato novo, prova atual ou intercorrência disciplinar”.
“Não há demonstração de que os motivos originais permanecem hígidos, sendo certo que foram completamente superados já que não há liderança ativa, inexistem registros de faltas disciplinares e o apenado se dedica à leitura e à produção literária, inclusive com obras publicadas”, afirmam os advogados.
“A defendente foi banido do seu estado de origem em 2007, ficando distante do local onde possui laços de convívio social, deixando para trás 6 (seis) filhos, esposa, mãe, irmão e tios, medida que se prolongou injustificadamente por 18 anos”, argumenta a defesa.
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Pai do cantor Oruam
O criminoso é classificado no sistema penitenciário como de “alta periculosidade” pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e apontado como chefe do Comando Vermelho. De acordo com documento da Polícia Civil do Rio de Janeiro, mesmo preso Marcinho VP “nunca abdicou da sua posição de liderança do Comando Vermelho”.
De acordo com relatórios de inteligência da Polícia Civil carioca reproduzidos pelo MP no processo em questão, mesmo após a transferência para o sistema federal, em 2007, ele manteve-se como um dos principais líderes da facção criminosa e teria ordenado diversos ataques contra facções rivais, milícias e polícia no Rio.
Em junho de 2021, por exemplo, outro interno foi gravado enquanto lia bilhetes direcionados ao líder criminoso no banho de sol no pátio do presídio de Catanduvas (PR), onde ambos estavam presos na época. O episódio, que faz parte de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, ficou conhecido como “bilhetes do CV”, com ordens para torturas e mortes.
Mesmo preso, Marcinho VP fez mudanças na cúpula da facção que comanda. Segundo a Polícia Civil, ele repassou ordens a Luis Cláudio Machado, o Marreta, às vésperas de ele ser transferido do presídio federal de Catanduvas (PR) para Bangu (RJ), em outubro de 2023. As defesas de Marcinho VP e Marreta negam as acusações.
Marcinho VP também é pai do cantor Oruam, que encontra-se foragido da Justiça desde o início de fevereiro. Em 2024 Oruam participou do festival de música internacional Lollapalooza. Durante a apresentação, ele vestiu uma camiseta com a foto do pai e um pedido de “liberdade”.
O cantor, por sua vez, é réu em ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado e estava em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica por força de liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, o próprio STJ retirou a liminar, após relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontarem sucessivas violações das determinações judiciais.
Marcinho VP foi suspeito de ter ordenado a morte de traficante que autorizou Michael Jackson na favela
Dentre outras suspeitas, acusações, investigações e processos, Marcinho VP foi suspeito de ter ordenado a morte de outro traficante do Comando Vermelho, Márcio Amaro de Oliveira. Este último era chefe do tráfico no Morro Dona Marta e foi encontrado morto, em 2003, quando ambos estavam presos em Bangu, no Rio.
O VP do Dona Marta vivia sendo confundido com Marcinho VP, chefe do Complexo do Alemão e acima do outro na hierarquia do grupo criminoso. O traficante do Dona Marta ficou famoso em 1996, após autorizar a equipe do cineasta norte-americano Spike Lee a filmar um clipe com o cantor Michael Jackson na comunidade.
Na época, ele chegou a conceder entrevistas a veículos de imprensa, e pouco depois descobriu-se que recebia uma mesada do bilionário brasileiro e documentarista João Moreira Salles para escrever um livro e tentar abandonar o crime. Ele foi preso em 2000, e sua história foi contada no livro “Abusado, o dono do Morro Santa Marta”, do jornalista Caco Barcellos, lançado ainda em 2003.
Na obra, o traficante é denominado como Juliano VP. Dois meses depois do lançamento do livro, Márcio Amaro de Oliveira foi encontrado morto dentro de uma lixeira no presídio.
Tanta notoriedade do homônimo e as revelações sobre o tráfico de drogas feitas no livro teriam incomodado Marcinho VP, que teria encomendado a execução de Márcio Amaro de Oliveira por estrangulamento na cadeia. Apesar disso, ele nunca foi formalmente acusado como mandante do crime e sempre negou qualquer participação no caso.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Brasil
Santa Catarina supera SP e se torna o estado mais competitivo
O estado de São Paulo deixou a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados pela primeira vez após 14 edições da lista, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com desenvolvimento técnico da Tendências Consultoria.
Santa Catarina, que ocupava a segunda posição na edição anterior, passou ao primeiro lugar, enquanto São Paulo caiu para a segunda colocação. O Paraná manteve a terceira posição, ocupada desde 2022, e o Rio Grande do Sul avançou do quinto para o quarto lugar, sua melhor colocação até agora.
O Ranking de Competitividade dos Estados reúne indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
O objetivo é comparar fatores relacionados à capacidade dos estados de atrair investimentos, oferecer serviços públicos e criar condições para o desenvolvimento econômico e social.
O levantamento dá mais peso para os pilares de segurança pública, sustentabilidade social, infraestrutura e educação, seguido por solidez fiscal e eficiência da máquina pública.
A classificação mede o desempenho relativo dos estados no conjunto de indicadores, o que significa que uma mudança de posição não implica necessariamente piora absoluta de quem caiu ou melhora em todos os indicadores de quem subiu. Um estado pode avançar mais rapidamente que outro e ultrapassá-lo mesmo que ambos tenham apresentado melhora em seus dados brutos.
Nas notas finais, a distância entre os dois estados mais competitivos já vinha diminuindo nos últimos anos. Em 2023, São Paulo tinha vantagem de 5,6 pontos sobre Santa Catarina nas notas normalizadas do ranking. A diferença caiu para 2,7 pontos em 2024 e para apenas 1 ponto em 2025. Na edição de 2026, Santa Catarina passou a ter vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista.
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Ranking de Competitividade dos Estados 2026
| Posição | UF | Nota final |
| 1 | Santa Catarina | 87,06 |
| 2 | São Paulo | 80,68 |
| 3 | Paraná | 76,30 |
| 4 | Rio Grande do Sul | 68,00 |
| 5 | Espírito Santo | 67,24 |
| 6 | Distrito Federal | 62,43 |
| 7 | Minas Gerais | 60,23 |
| 8 | Goiás | 59,46 |
| 9 | Mato Grosso | 59,08 |
| 10 | Mato Grosso do Sul | 55,15 |
| 11 | Ceará | 54,04 |
| 12 | Paraíba | 53,92 |
| 13 | Rio de Janeiro | 50,01 |
| 14 | Amazonas | 48,99 |
| 15 | Rio Grande do Norte | 46,94 |
| 16 | Sergipe | 44,96 |
| 17 | Pernambuco | 43,57 |
| 18 | Alagoas | 42,99 |
| 19 | Piauí | 39,36 |
| 20 | Rondônia | 36,33 |
| 21 | Bahia | 36,11 |
| 22 | Roraima | 35,69 |
| 23 | Maranhão | 34,02 |
| 24 | Tocantins | 33,33 |
| 25 | Pará | 32,81 |
| 26 | Acre | 24,73 |
| 27 | Amapá | 24,50 |
Fonte: CLP
Como Santa Catarina alcançou a liderança no ranking
A ascensão catarinense foi impulsionada principalmente por avanços em áreas nas quais o estado melhorou sua posição relativa dentro do ranking.
Em educação, Santa Catarina ganhou sete posições. Um dos principais fatores foi o avanço de 23 colocações no indicador de avaliação educacional.
O estado também subiu sete posições no pilar de eficiência da máquina pública, acompanhado por ganhos de 17 posições no indicador de equilíbrio de gênero no emprego público estadual e de 12 posições no equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual.
Outro avanço relevante ocorreu em solidez fiscal, pilar em que Santa Catarina ganhou três posições. O resultado foi acompanhado por uma melhora de dez colocações no indicador de sucesso do planejamento orçamentário, além de ganhos em regra de ouro e solvência fiscal.
Santa Catarina também avançou três posições em sustentabilidade ambiental, com melhora em indicadores relacionados à transparência das ações de combate ao desmatamento, serviços urbanos e tratamento de esgoto. Em potencial de mercado, o estado subiu duas posições.
O resultado final revela uma vantagem construída pela consistência em diferentes áreas. Na comparação entre os dez pilares, Santa Catarina ficou em primeiro lugar em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado; foi terceira colocada em eficiência da máquina pública e quarta em solidez fiscal.
O estado lidera em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado. Sua pior colocação entre os pilares foi infraestrutura, em quinto lugar.
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São Paulo continua líder em áreas estratégicas
A perda da primeira posição geral não significa, porém, que São Paulo tenha deixado de apresentar resultados superiores em áreas importantes.
O estado paulista continua na primeira colocação nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental, ou seja, em três dos dez grandes grupos de indicadores utilizados pelo levantamento.
A queda para o segundo lugar foi influenciada principalmente por perdas relativas em cinco pilares. A maior delas ocorreu em eficiência da máquina pública, área em que São Paulo caiu nove posições. O estado também perdeu posições em capital humano, segurança pública, solidez fiscal e inovação.
Entre os fatores apontados pelo relatório estão quedas relativas nos indicadores de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, qualidade da informação contábil e fiscal e produtividade dos magistrados e servidores do Judiciário. Em solidez fiscal, houve recuos nos indicadores de taxa de investimentos e sucesso do planejamento orçamentário.
O próprio estudo alerta, no entanto, que a mudança de liderança deve ser interpretada com cuidado. O ranking é construído a partir da posição relativa dos estados e da agregação ponderada de diversos indicadores. Assim, não é possível concluir, apenas pela perda da primeira colocação, que São Paulo tenha se tornado menos competitivo em termos absolutos.
Região Sul consolida domínio no topo
A nova edição também reforça a concentração dos estados do Sul e do Sudeste nas primeiras posições do ranking. Além da liderança de Santa Catarina, o Paraná permaneceu em terceiro lugar e o Rio Grande do Sul alcançou a quarta colocação, depois de passar três anos consecutivos em quinto.
No Nordeste, o Ceará assumiu a liderança regional e subiu três posições no ranking geral, chegando ao 11º lugar e ultrapassando a Paraíba. Na região Norte, o Amazonas também avançou três posições, chegando à 14ª colocação e se tornando o estado mais bem posicionado da região.
Na outra ponta, Pará, Acre e Amapá permaneceram nas três últimas posições do ranking.
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