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Estudantes em greve tumultuam e impedem reunião do Conselho da USP

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Estudantes ligados à Associação de Moradores do Conjunto Residencial da USP (Amorcrusp) e ao DCE Livre da USP tumultuaram e impediram a continuidade da reunião do Conselho Universitário da USP, no início da tarde desta terça-feira (26). Os estudantes estão em greve há 40 dias. 

Desde o início da sessão, os estudantes se recusaram a seguir a ordem de inscrição dos oradores e tentaram impor suas pautas aos gritos. Professores simpáticos às reivindicações pressionaram o reitor da USP, professor Aluisio Augusto Cotrim Segurado, a antecipar a fala dos grevistas.

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O reitor manteve a ordem das inscrições e afirmou que os representantes discentes teriam direito à fala no momento previsto. A reunião chegou a prosseguir normalmente por alguns minutos, mas o clima voltou a ficar tenso quando estudantes ocuparam o púlpito. 

Um dos militantes do DCE passou a gritar contra a ação da Polícia Militar, realizada em 10 de maio, durante a desocupação do prédio da reitoria, que havia sido invadido por estudantes no mesmo dia. Segundo os manifestantes, ao menos cinco pessoas ficaram feridas na operação. 

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Após novas interrupções, o reitor voltou a pedir respeito à ordem dos oradores inscritos. Diante da recusa dos estudantes em cumprir as regras da sessão, decidiu encerrar a reunião. Toda a confusão foi transmitida ao vivo pelo canal do Conselho Universitário no YouTube.  

Estudantes radicalizam discurso  

Nas redes sociais, os perfis do DCE e da Amorcrusp publicaram trechos da confusão e atribuíram ao reitor a responsabilidade pela falta de diálogo. 

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“Hoje, a reitoria da USP preferiu encerrar o Conselho Universitário a dialogar com os discentes democraticamente eleitos. Pedimos questão de ordem, e a única ordem respeitada foi a de Tarcísio de Freitas. Pedimos comida e moradia para os estudantes pobres e recebemos socos e cassetetes da Polícia Militar no Dia das Mães”, afirmou o DCE em publicação no Instagram.

Já a Amorcrusp chamou o reitor de “capacho do fascismo”, em referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. 

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O que diz a USP

Procurada pela Gazeta do Povo, a reitoria da USP afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que “os estudantes tornaram inviável a realização da reunião”.

Em nota, pró-reitores da universidade manifestaram “irrestrito apoio ao reitor e à vice-reitora”.

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“Na ocasião, a inobservância das normas regimentais de conduta e a quebra do decoro acadêmico por parte de representações discentes impediram deliberadamente a realização da reunião, obstruindo o rito processual e inviabilizando o espaço de fala ordenado e respeitoso”, diz trecho da nota.

O texto afirma ainda que a obstrução do funcionamento do Conselho Universitário “atenta contra a colegialidade, a legalidade e o pluralismo democrático” da instituição.

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“A democracia universitária pressupõe o debate rigoroso e a divergência de ideias, mas exige, de forma intransigente, o respeito mútuo e a estrita observância das regras de convivência ética”, conclui a manifestação.





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Brasil

veja fotos das manifestações de 7 de setembro

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Além dos tradicionais gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes”, as manifestações de 7 de setembro marcadas para esta segunda-feira (7) em diversas cidades do Brasil também apresentam faixas, bandeiras e palavras de ordem em apoio ao ministro André Mendonça. O magistrado foi o responsável pela retirada, na última terça-feira (1º), do sigilo de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na manhã desta segunda-feira (7), foram registradas manifestações em Brasília, organizadas pelo ex-desembargador Sebastião Coelho e pelo Partido Liberal (PL) Manifestantes também se reuniram em Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Maceió (AL).

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Em São Paulo, a concentração está prevista para 15h na Avenida Paulista, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e de outros lideranças da direita brasileira.

Durante o dia também são esperadas mobilizações em cidades como Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Joinville (SC), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Vila Velha (ES), Natal (RN), Fortaleza (CE), Aracaju (SE) e João Pessoa (PB).

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