Connect with us

Brasil

Cidade brasileira abriga sino ligado à bomba atômica de Nagasaki

Published

on


O que o pequeno município de Frei Rogério, no meio-oeste de Santa Catarina, tem em comum com Nagasaki, no Japão? A resposta carrega mais de quatro séculos de história: um sino feito de bronze encontrado entre os escombros da bomba atômica de 9 de agosto de 1945.

Com cerca de 20 quilos e mais de 400 anos, o chamado Sino da Paz foi localizado nos destroços de um templo budista após a explosão nuclear. Mais tarde, permaneceu preservado no templo Daionji.

Décadas depois, atravessou o oceano para se tornar símbolo de memória e reconciliação em solo catarinense. “Meu tio, Kazumi Ogawa, pediu às autoridades de Nagasaki algo que pudesse simbolizar a homenagem às vítimas da bomba, tanto às que morreram quanto às que continuaram sofrendo”, conta o agricultor Naoki Ogawa, filho de sobreviventes do ataque.

Monumento de 28 metros em forma de tsuru — ave que simboliza paz na cultura japonesa.Monumento de 28 metros em forma de tsuru — ave que simboliza paz na cultura japonesa. (Foto: Marinara Franz/Acervo pessoal)

O pedido foi feito durante um encontro da associação da província de Nagasaki, realizado em São Paulo, há cerca de três décadas. Um amigo de Ogawa intermediou a solicitação. De acordo com Naoki, o governo japonês havia enviado um sino semelhante à Organização das Nações Unidas (ONU).

Outro foi destinado a Frei Rogério e terceiro permanece em Nagasaki. “Como ele sobreviveu à bomba e foi encontrado nos escombros, passou a ser chamado de Sino da Paz”, conta ele.

VEJA TAMBÉM:

Uma história marcada pela bomba

A relação da família Ogawa com o sino é também uma história de sobrevivência. O pai de Naoki, Wataru Ogawa, de 96 anos, é hibakusha — termo usado para designar sobreviventes das bombas atômicas. Em 1945, tinha 16 anos e servia na Escola da Marinha, a cerca de 30 quilômetros de Hiroshima. Duas semanas depois da explosão, entrou em Nagasaki e acabou exposto à radiação.

“Ele perdeu o cabelo na época, tem uma mancha antiga no pulmão, mesmo sem nunca ter fumado, e sofre dores na coluna e nas pernas desde jovem”, relata o filho. “Mas está lúcido. Usa cadeira de rodas mais pela dificuldade de locomoção causada pela idade”, relata.

Cultura japonesa está enraizada na pequena cidade brasileira de Frei Rogério. Cultura japonesa está enraizada na pequena cidade brasileira de Frei Rogério. (Foto: Marinara Franz/Acervo pessoal)

Kazumi Ogawa, o tio responsável por trazer o sino ao Brasil, também tinha 16 anos quando a bomba caiu. Na manhã de 9 de agosto, ele escapou por acaso.

“Ele perdeu a embarcação que o levaria ao centro da cidade. O atraso salvou a vida dele”, relembra. Kazumi morreu em 4 de setembro de 2012, aos 83 anos.

Chiyo Ogawa, mãe de Naoki, também é uma das sobreviventes da tragédia nuclear. Ela tinha 14 anos em 1945. “Sobreviveu à radiação e procurou o irmão, temendo que ele estivesse entre as vítimas, mas o encontrou em casa”. Chiyo faleceu em 11 de agosto de 2015, aos 84 anos.

“Eles [os pais] quase não falavam no começo. Era muito sofrimento”, lembra Naoki. Segundo ele, o pai recorda da fome, dos treinamentos militares severos e das agressões físicas comuns na época.

VEJA TAMBÉM:

Do Japão para Santa Catarina

A família chegou ao Brasil em 1961 e desembarcou em Santa Maria (RS). Três anos depois, a convite do governo catarinense — que buscava desenvolver a fruticultura de clima temperado em parceria com o Japão — mudaram-se para a então localidade de Núcleo Celso Ramos, que hoje é parte do município de Frei Rogério.

Em 28 de janeiro de 1963, o então governador Celso Ramos assinou o documento que criou a primeira colônia japonesa de Santa Catarina. As primeiras oito famílias chegaram em 9 de abril de 1964, entre elas Kazumi Ogawa, Wataru Ogawa e outros pioneiros.

A colônia introduziu culturas como nectarina e maçã, além de caqui, alho, grãos e, mais recentemente, a pera japonesa. A família Ogawa produz a fruta há mais de 40 anos. Em dois hectares, colhe cerca de 20 toneladas por safra, com vendas concentradas no mercado local e em São Paulo.

Foi nesse contexto de preservação cultural que o sino chegou a Frei Rogério, em 1998. A intenção inicial era instalá-lo junto a um monumento de 28 metros em forma de tsuru — ave que simboliza paz na cultura japonesa.

Por questões de segurança, permaneceu na casa da família. Em 2010, com a construção do Museu da Paz, passou a integrar o acervo, mas um incêndio atingiu o espaço, em 2016. Desde então, está novamente sob os cuidados da família, enquanto um novo projeto do novo museu não é concluído.

O sino é levado ao monumento todos os anos em 6 e 9 de agosto — datas dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. Também é apresentado a grupos de estudantes e turistas. A cada três badaladas, a comunidade silencia.

Em agosto também são realizadas caminhadas, concurso de desenhos, redações, palestras e exposições. As ações são realizadas em parceria com as prefeituras de Frei Rogério e Curitibanos, além de universidades e escolas.

VEJA TAMBÉM:

Cultura japonesa viva

A memória da imigração japonesa em Frei Rogério se espalha por outros espaços, como o Parque Sakura e a Casa Octogonal, também chamada de Yumedono, ou seja, “Casa dos Sonhos”. Idealizada em 2005 e concluída em 2007 com recursos do governo japonês, a construção de oito lados foi desenhada por um engenheiro vindo do Japão, com apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

O espaço foi batizado por Fumio Honda, um dos pioneiros da colonização japonesa na região, natural da província de Ibaraki, que chegou ao Brasil em 1958 a bordo do navio Brasil Maru.

casa octogonal em Frei RogérioA casa octogonal promove eventos culturais e gastronômicos japoneses. (Foto: Rian Lima de Souza/Acervo pessoal)

A casa octogonal é coordenada por Izumi Honda, engenheira agrônoma e terceira filha de Fumio. Presidente atual da Associação Cultural Brasil-Japão de Núcleo Celso Ramos, ela lidera uma comunidade com mais de 100 famílias associadas. “Ele foi um dos facilitadores da vinda das primeiras famílias, em 1964. A nossa história começa ali”, afirma Izumi.

O espaço promove eventos culturais, gastronomia típica e atividades ligadas à preservação da cultura japonesa com oficinas de culinária. Além disso, trabalha o turismo rural com pontos de venda direta do artesato local, incluindo outras culturas como alemã, italiana, açoriana e cabocla. Em 18 de abril, a comunidade celebra o 62º aniversário da colônia com uma missa budista em homenagem aos antepassados.

Desde a reabertura, em outubro do ano passado, a Casa Octogonal tem recebido grupos da terceira idade de Blumenau, excursões de São Paulo e estudantes da região de Ibirama. A visitação ocorre mediante agendamento ou durante eventos.



Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Cidades brasileiras que lucram bilhões com o turismo

Published

on



Pequenas cidades brasileiras com menos de 100 mil habitantes, como Gramado, Caldas Novas e Holambra, transformaram o turismo no motor principal de suas economias em 2025 e 2026, gerando milhares de empregos formais e movimentando bilhões de reais em setores como serviços e gastronomia.

Qual foi o impacto do setor de turismo no mercado de trabalho em 2025?

O setor encerrou o ano de 2025 com um saldo positivo de mais de 80 mil novos empregos formais no Brasil. No total, quase 2,4 milhões de profissionais atuam na área, o que representa cerca de 5% de todos os empregos com carteira assinada no país. Os segmentos que mais contrataram foram os de alimentação, alojamento e transporte terrestre.

Como Gramado conseguiu fazer o turismo sustentar 86% de sua economia?

A cidade gaúcha investiu em planejamento de longo prazo e na criação de uma identidade inspirada na herança europeia. Com foco em segurança, limpeza e grandes eventos como o Natal Luz, Gramado registra mais de 10 mil empregos ligados ao setor. O município recebe cerca de 360 mil visitantes por mês, mantendo um fluxo constante durante as quatro estações do ano.

O que faz de Caldas Novas uma potência turística bilionária?

A cidade goiana é considerada a maior estância hidrotermal do mundo, movimentando cerca de R$ 3 bilhões por ano. Caldas Novas possui a terceira maior rede hoteleira do Brasil, com quase 80 mil leitos. Além das famosas águas quentes, o município diversificou seus atrativos com grandes parques aquáticos, ecoturismo e eventos voltados ao público jovem.

Qual é o peso do mercado de flores no turismo de Holambra?

Conhecida como a capital nacional das flores, Holambra responde por 60% do mercado florista do Brasil. O turismo representa 15,1% do PIB da cidade, movimentando mais de R$ 217 milhões anualmente. A influência da imigração holandesa na arquitetura e gastronomia, somada aos campos de produção, atrai cerca de 1,5 milhão de turistas por ano.

Por que o planejamento público é essencial para o sucesso desses municípios?

O sucesso de destinos como esses não é espontâneo. Cidades como Gramado estruturaram políticas públicas de longo prazo para cuidar do visual urbano e fomentar o empreendedorismo privado. Isso gera um ciclo onde o turismo e o mercado imobiliário se fortalecem mutuamente, criando uma base econômica resiliente capaz de se recuperar rapidamente mesmo após crises climáticas ou econômicas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:



Continue Reading

Brasil

Cidades brasileiras que são destinos turísticos bilionários

Published

on


A área do turismo consolidou-se como um dos principais vetores de geração de emprego, renda e desenvolvimento de pequenas cidades brasileiras. Em 2025, o setor encerrou o ano com cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada, resultando em um saldo positivo de mais de 80 mil novos empregos formais, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pelo Ministério do Turismo.

Esse movimento nacional ajuda a explicar por que pequenas cidades brasileiras têm conseguido transformar o turismo em eixo central de desenvolvimento. Municípios com menos de 100 mil habitantes passaram a movimentar bilhões de reais por ano ao estruturar cadeias produtivas ligadas ao lazer, à cultura, à gastronomia, à hotelaria e aos serviços.

Gramado (RS), Caldas Novas (GO) e Holambra (SP) são exemplos disso. Com vocações locais distintas, essas cidades brasileiras podem ser convertidas em modelos consolidados de turismo, com impacto direto na geração de empregos e na dinamização da economia regional.

VEJA TAMBÉM:

Turismo em expansão no Brasil

No recorte de dezembro de 2025, o turismo foi responsável por mais de 226 mil admissões em todo o país. Conforme o Ministério do Turismo, foi o segundo melhor resultado mensal do ano, atrás apenas de abril, quando foram registradas 284 mil contratações formais.

Na análise por segmentos, o setor de alimentação liderou as admissões, com 1.331.818 contratos firmados ao longo do ano. Na sequência, aparecem os segmentos de alojamento (268.346) e transporte terrestre (120.183). Com esse desempenho, o estoque total de trabalhadores formais no turismo chegou a 2.391.889 profissionais no último mês de 2025.

O número equivale a quase 5% de todos os empregos formais do país. Além disso, representa crescimento de 3,5% em relação ao fim de 2024, de 6,7% na comparação com 2023 e de 12,4% frente a 2022.

VEJA TAMBÉM:

Gramado: um ecossistema turístico que sustenta 86% da economia local

Com 40.134 habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Gramado, na serra gaúcha, consolidou-se como um dos destinos turísticos mais reconhecidos do país ao transformar o turismo em política estruturante de desenvolvimento.

A identidade turística da cidade foi construída ao longo de décadas, combinando planejamento público, empreendedorismo privado e engajamento comunitário. Diferentemente de destinos que cresceram de forma espontânea, Gramado estruturou uma narrativa baseada na herança europeia, no cuidado urbano, na arquitetura padronizada, no paisagismo e na hospitalidade como ativo central.

Turismo no Brasil: o pórtico de entrada de Gramado antecipa a identidade arquitetônica da cidade e marca o início da experiência turística na Serra Gaúcha.O pórtico de entrada de Gramado antecipa a identidade arquitetônica da cidade e marca o início da experiência turística na serra gaúcha. (Foto: Cleiton Thiele/Prefeitura de Gramado)

De acordo com o secretário do Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato, essa construção foi aprofundada com o novo posicionamento institucional “Gramado, feita de histórias”. A proposta foca em pessoas, empreendedores e a comunidade como protagonistas do destino.

Os diferenciais da cidade aparecem tanto no aspecto simbólico quanto na percepção do visitante. De acordo com a Pesquisa de Perfil do Turista de 2026, do Observatório do Turismo de Gramado, atributos como segurança, organização urbana, limpeza, qualidade da gastronomia, hospitalidade e estética estão entre os mais bem avaliados.

A pesquisa também aponta que mais de 60% dos visitantes retornam ao destino, indicando alto grau de fidelização. Gramado oferece mais de 200 meios de hospedagem e mais de 300 empreendimentos gastronômicos.

Além disso, conta com comércio varejista diversificado, parques temáticos, atrações privadas e grandes eventos. “O destaque não está na predominância de um único segmento, mas no funcionamento articulado de toda a cadeia turística”, afirma o secretário municipal de Turismo.

VEJA TAMBÉM:

Eventos estratégicos oferecem experiência imersiva aos turistas

Eventos como o “Natal Luz” e a “ChocoPáscoa” desempenham papel estratégico ao transformar a cidade de Gramado em uma experiência imersiva, envolvendo ruas, praças e moradores. Um calendário permanente de atrações ajuda a reduzir a sazonalidade e propicia fluxo constante ao longo das quatro estações, embora julho (inverno) e dezembro (verão) concentrem picos tradicionais de visitação.

Gramado recebe em média 360 mil visitantes únicos por mês, segundo o Observatório do Turismo. Ao longo do ano, o fluxo ultrapassa a casa dos milhões de visitantes, consolidando o município como um dos principais polos turísticos do Brasil.

O monitoramento também aponta elevada permanência média — com recorde de seis pernoites por visitante em outubro de 2025 — fator que amplia o consumo distribuído entre hospedagem, alimentação, comércio e entretenimento.

Turismo no Brasil: inspirada na famosa Lombard Street, em San Francisco, a Rua Torta é um dos pontos mais visitados de Gramado e reforça o cuidado estético que marca o destino.Inspirada na famosa Lombard Street, em San Francisco, a Rua Torta é um dos pontos mais visitados de Gramado e reforça o cuidado estético que marca o destino. (Foto: Cleiton Thiele/Prefeitura de Gramado)

O impacto econômico é direto. Cerca de 86% da economia local está associada, de forma direta ou indireta, ao turismo em Gramado. O município registra mais de 10 mil empregos formais ligados a atividades turísticas, com destaque para hospedagem, alimentação, comércio varejista e agenciamento.

Somente os setores de hospedagem, alimentação e comércio concentram, em média, cerca de 3,2 mil empregos formais mensais, segundo dados de 2026 do Observatório do Turismo.

De acordo com o secretário do Turismo local, a arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) reflete essa dinâmica. Ele explica que após a retração registrada em 2020, houve recuperação acelerada em 2021.

Três anos depois, uma nova queda foi registrada em razão da catástrofe climática no Rio Grande do Sul, mas o município voltou a apresentar trajetória de crescimento, evidenciando capacidade de gestão e resiliência diante de crises. “Como o turismo responde por cerca de 86% da base econômica local, o orçamento municipal é influenciado de forma transversal pela atividade”, afirma Reginato.

VEJA TAMBÉM:

Caldas Novas consolida força turística além das águas termais

Com 98.622 habitantes, segundo o Censo Demográfico do IBGE, Caldas Novas, em Goiás, estruturou sua economia a partir do turismo de águas termais, principal atrativo do município. De acordo com a secretária de Turismo e Eventos, Danilla Soares Gonçalves, embora as águas sejam o elemento central, a cidade reúne outros atrativos que reforçam sua posição entre os destinos mais procurados do país.

Além das fontes termais, o município conta com o Lago Corumbá, o Parque Estadual da Serra de Caldas e uma ampla rede de empreendimentos turísticos, com destaque para grandes parques aquáticos. “Caldas Novas é o terceiro município do Brasil em número de leitos hoteleiros, com quase 80 mil leitos”, afirma.

O perfil dos turistas varia ao longo do ano. Em períodos de férias escolares e feriados prolongados, predomina o turismo familiar. Em meses como agosto, setembro e outubro, o município recebe principalmente visitantes da terceira idade. Em datas específicas, como carnaval, Semana Santa e eventos como o “Caldas Country”, há forte presença de jovens.

Turismo movimenta R$ 3 bilhões e sustenta crescimento de Caldas Novas

De acordo com a secretária municipal, diversos fatores contribuem para a escolha do destino, mas as águas termais e os parques aquáticos têm papel decisivo. O turismo movimenta, em média, cerca de R$ 3 bilhões por ano e sustenta direta ou indiretamente a maior parte da economia local.

Após a descoberta das águas termais, o interesse por novos empreendimentos impulsionou o crescimento da cidade e consolidou Caldas Novas como a maior estância hidrotermal do mundo. Turismo e mercado imobiliário se retroalimentam, fortalecendo a dinâmica econômica do município.

Principal estância hidrotermal do mundo, Caldas Novas movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano com turismo, gera milhares de empregos e sustenta sua economia nas águas termais e nos parques aquáticos.Considerada como a principal estância hidrotermal do mundo, Caldas Novas movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano com turismo. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Caldas Novas)

Dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de 2025 indicam aumento de quase 16% nos empregos diretos e indiretos ligados ao setor. Entre os principais atrativos da cidade estão o diRoma Acqua Park, o Lagoa Termas Parque, o Náutico Praia Clube, o Jardim Japonês e a Praça Mestre Orlando, um dos pontos tradicionais de convivência e comércio de Caldas Novas.

VEJA TAMBÉM:

Holambra: flores, cultura e eventos como motor econômico

Com cerca de 16 mil habitantes, Holambra construiu sua vocação turística a partir da herança da imigração holandesa e da produção de flores, que se tornou marca registrada do município. Única estância turística da Região Metropolitana de Campinas, a cidade ostenta o título de “capital nacional das flores” e está localizada a cerca de 30 quilômetros de Campinas, em São Paulo.

De acordo com dados do Departamento Municipal de Finanças e Contabilidade de Holambra, o turismo representa 15,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do município. O setor movimenta R$ 217,8 milhões por ano, conforme dados do Departamento Municipal de Finanças e Contabilidade de Holambra.

A influência holandesa está presente na arquitetura, na gastronomia e nos atrativos turísticos, herança da imigração iniciada em 1948 na antiga Fazenda Ribeirão. Monumentos como o Moinho Povos Unidos, o Portal Turístico e o Museu Histórico da Imigração ajudam a contar a história da formação do município.

Holambra é responsável por 60% do mercado florista do país

De acordo com informações da prefeitura, Holambra é responsável por cerca de 60% do mercado florista do país. A produção é distribuída em campos, estufas e centros de compras especializados.

As flores fazem parte da paisagem urbana e da experiência turística, inclusive por meio de passeios guiados pelos campos de produção ao longo do ano. O turismo na cidade não se concentra em uma única época.

Eventos como a Expoflora, o Dia do Rei e o Natal Mágico de Holambra atraem centenas de milhares de visitantes. Por ano são cerca de 1,5 milhão de turistas movimentando setores como comércio, gastronomia e serviços.

Capital Nacional das Flores, Holambra responde por cerca de 60% do mercado florista brasileiro e transformou herança cultural, eventos e paisagens floridas em motor permanente da economia local.“Capital nacional das flores”, Holambra responde por cerca de 60% do mercado florista brasileiro e transformou herança cultural, eventos e paisagens floridas em motor da economia local. (Foto: Alexandre Pottes Macedo/Prefeitura de Holambra)

Entre os principais atrativos estão o Moinho Povos Unidos, o Museu Histórico da Imigração, o Boulevard Holandês, o Parque Van Gogh, o Deck do Amor, praças temáticas e parques de exposição permanente como o Bloemen Park e o Macena Flores.



Continue Reading

Brasil

Ratinho investe em resort de luxo em Santa Catarina

Published

on


A paisagem preservada, os rios cercados por Mata Atlântica e a proximidade com grandes centros colocaram o norte de Santa Catarina na rota de investidores imobiliários. O apresentador e empresário Carlos Massa, o Ratinho, integra esse movimento.

Pai do governador Ratinho Junior (PSD-PR), o apresentador Ratinho investiu em um condomínio resort às margens do rio São João, em Garuva, município a 38 quilômetros de Joinville e a 93 quilômetros de Curitiba. O apresentador assumiu o papel de “embaixador” do empreendimento, que projeta potencial de R$ 65 milhões em vendas.

O empresário esteve na cidade em fevereiro e divulgou o condomínio resort. A gravação disseminada nas redes sociais superou 780 mil visualizações. “Mirante da Serra é um condomínio planejado que reúne o melhor de Garuva: conexão com a natureza, vista para as montanhas, localização privilegiada, áreas de lazer e toda a infraestrutura para se viver bem”, propaga o apresentador no vídeo.

Em meio à Mata Atlântica e à Serra do Mar, o condomínio de Carlos Massa fica cercado por áreas preservadas no norte de Santa Catarina.Em meio à Mata Atlântica e à Serra do Mar, o condomínio de Ratinho é cercado por áreas preservadas no norte de Santa Catarina. (Foto: Projeção/ABecker)

Como é o resort de luxo que tem Ratinho como sócio

O Mirante da Serra ocupa cerca de 375 mil metros quadrados em área estratégica. O projeto adota o conceito de resort residencial, com terrenos de 300 a 500 metros quadrados, com valores a partir de R$ 300 mil. Grande parte dos lotes tem acesso direto a uma prainha natural, formada por areias claras às margens do rio São João.

A área comum soma aproximadamente 9 mil metros quadrados. O espaço inclui ciclovias, trilhas de caminhada e quadras poliesportivas. O projeto também prevê hotel e restaurante com vista 360 graus para a serra. As obras de terraplanagem e saneamento já começaram.

Diretor-executivo da urbanizadora ABecker, responsável pela obra, Anderson Becker avalia que a chegada de investidores de grande porte confirma a ascensão econômica local. Segundo ele, a atividade econômica de Garuva cresceu 528,9% na última década, com impulso do setor logístico. “O Mirante da Serra oferece a vantagem de estar em meio à natureza, mas ao lado do desenvolvimento”, afirma ele.

VEJA TAMBÉM:

Natureza e logística impulsionam turismo e mercado imobiliário em Garuva

A combinação entre natureza preservada e localização estratégica amplia o interesse por Garuva, aponta a administração municipal. Turistas e investidores buscam áreas fora do eixo tradicional do litoral catarinense.

“A combinação entre natureza e logística fortalece municípios fora do eixo tradicional do litoral. Em Garuva, a procura por essas áreas tem crescido para o turismo e para novos empreendimentos”, afirma o secretário da Inovação, Comunicação e Turismo de Garuva, Rafael Luz.

Pescadores deram a Garuva o título de “Pantanal do Sul”, após compararem as condições naturais da região às do Pantanal no Mato Grosso.Pescadores deram a Garuva o título de “Pantanal do Sul”, após compararem as condições naturais da região às do Pantanal no Mato Grosso. (Foto: Cristiana Nunes/Prefeitura de Garuva)

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Joinville (Sinduscon) confirma o aquecimento regional. A entidade registrou recorde de lançamentos e vendas na região norte de Santa Catarina em 2025.

A presidente do sindicato, Ana Rita Vieira, ressalta que a integração regional fortalece Garuva no cenário imobiliário. “A proximidade com Joinville e Itapoá, o pleno emprego, a localização estratégica, o fácil acesso e as belezas naturais que atraem cada vez mais turistas, favorecem ainda o crescimento de Garuva e consolidam a cidade como uma das protagonistas no desenvolvimento imobiliário e econômico da região”.

Garuva atrai 50 mil turistas e consolida rota na Serra do Mar

Às margens da BR-101, Garuva possui cerca de 19 mil habitantes. O município se localiza na base da Serra do Quiriri, trecho da Serra do Mar catarinense. A paisagem natural atrai milhares de turistas: de acordo com a prefeitura, o movimento em 2025 chegou a 50 mil visitantes.

Uma das atrações mais procuradas é a chamada ponte invertida, uma estrutura submersa na divisa entre o município e Guaratuba (PR). Outro atrativo são as áreas de manguezais abastecidas por rios que descem da serra e cruzam trechos preservados de Mata Atlântica, como o São João e o São Joãozinho.

Essas áreas de preservação abrigam aves migratórias, peixes e botos-cinza. Ao longo das margens, com trechos de águas rasas e pedras, moradores e turistas praticam esportes náuticos e frequentam pontos de banho.

“O rio nasce na serra e em vários trechos forma piscinas naturais de águas cristalinas, rasas e seguras. Esses pontos atraem famílias, praticantes de esportes e visitantes que buscam contato direto com a natureza”, aponta o secretário Rafael Luz.

Rio Palmital concentra a pesca esportiva em Garuva e atrai praticantes em busca do robalo, espécie símbolo do “Pantanal do Sul” no norte catarinense.Rio Palmital concentra a pesca esportiva em Garuva e atrai praticantes em busca do robalo, espécie símbolo do “Pantanal do Sul” no norte catarinense. (Foto: Rafaela Legnaghi/Prefeitura de Garuva)

Resort de luxo de Ratinho impulsiona o “Pantanal do Sul”

De acordo com a prefeitura, o rio Palmital é o que mais atrai turistas em Garuva. O rio liga a cidade à Baía da Babitonga, no município vizinho de Itapoá, e sustenta parte da atividade turística local.

A pesca esportiva tem ampla procura e o apelido de “Pantanal do Sul” nasceu da própria experiência de pescadores, segundo a secretaria de Inovação, Comunicação e Turismo do município. “Em 2007, conversei com alguns pescadores no Rio Palmital, que vieram do Rio Grande do Sul e da Argentina. Eles disseram que o rio oferecia condições semelhantes às do Pantanal para a pesca. O apelido ‘Pantanal do Sul’ surgiu a partir dessa comparação”, relata a chefe de turismo da secretaria, Christine Zwettler Teixeira.

O robalo concentra a maior procura, mas há também linguado, garoupa, tainha, pescada, corvina, bagres e anchova. “As paisagens naturais atraem milhares de turistas. O apresentador Ratinho frequenta a região há mais de 20 anos”, acrescenta a chefe de turismo local.

O rio Palmital atrai praticantes de pesca esportiva embarcada, stand up paddle, canoagem e boia cross. Ao longo do percurso do rio, a ciclorrota Palmital soma 15 quilômetros. Há também a ciclorrota Vila da Glória, que alcança 58,2 quilômetros e inclui rios e cachoeiras.



Continue Reading

Plantão

Copyright © 2026 Descontrair.com / Desenvolvido por Agência PA.