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Vídeo mostra momento do desabamento de ponte inaugurada em 2023 no AC
Um vídeo mostra o momento em que um trecho da Ponte Frei Paolino, em Sena Madureira, no interior do Acre, desabou na noite desta sexta-feira (5/6). Ao menos quatro pessoas ficaram feridas. O momento foi registrado por câmeras de segurança. Na gravação, é possível ver que uma pessoa atravessava a ponte, quando ela se partiu ao meio e desabou. Veja:
A ponte, inaugurada em dezembro de 2023, estava interditada desde quinta-feira (4/6) devido a problemas estruturais.
Por outro ângulo, uma gravação feita momentos depois mostra pessoas tentando fazer o resgate das vítimas. Os feridos foram levados para um hospital da região – um deles em estado grave.
Em nota, o governo do Acre informou que enviou equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) para apoio aos feridos e à comunidade.
Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), deslocou um efetivo de ambulâncias ao município para atendimento aos feridos junto com uma equipe de médicos, enfermeiros e socorristas.
Estado de saúde das vítimas
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou que uma das vítimas está em estado gravíssimo, outra em estado grave e as outras duas estáveis. Confira:
- Edinaldo Muniz, 54 anos – em estado considerado grave com traumatismo craniano, trauma interno abdominal e renal. Paciente em transferência para Rio Branco;
- Antônio Morais Lima Filho, 36 anos – paciente em estado considerado gravíssimo também com traumatismo. Pupilas dilatadas encaminhado para sala vermelha;
- Edinei Muniz, 51 anos – paciente estável com fratura ocasionada por trauma;
- Weverton Murieta, 34 anos – paciente estável com escoriações e pequenos ferimentos.
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Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo
A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.
“O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem”, diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann
O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
“Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática”, avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).
Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).
Ganhos em escala
Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo.
“O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução”, pondera.
“O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro”, argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.
Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.
“Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades”, observa Jalman Lima.
Desigualdades educacionais
Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.
“Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de aproximadamente 20 pontos”, afirma.
O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.
“Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI”, reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .
Tecnologia em sala de aula
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.
A ocorrência, por exemplo, da chamada “leitura apressada”, que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.
Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. “O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento”.
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Champions: Barcelona goleia Feyenoord com gols de Raphinha e Gabriel Jesus
O Barcelona venceu o Feyenoord por 5 x 1 nesta quarta-feira (9/9), no Camp Nou, em duelo da primeira rodada da Champions League. Os gols foram marcados por Raphinha (duas vezes), Adeyemi, Yamal e Gabriel Jesus; Steijn descontou para os holandeses.
Os donos da casa abriram o placar aos três minutos, com belo gol de Raphinha. O atacante brasileiro recebeu de Yamal, driblou dois defensores e acertou um belo chute.
O segundo veio dos pés de Adeyemi, aos 22 minutos. Em boa jogada, o jogador se livrou da marcação e acertou um chute de fora da área. No segundo tempo, Raphinha marcou mais um, aos 12 minutos, e Yamal ampliou com o quarto gol aos 32.
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do Metrópoles
O Feyenoord diminuiu com Steijn na reta final, mas ainda deu tempo de Gabriel Jesus marcar seu primeiro gol pelo clube catalão. Em jogada pela direita, Yamal driblou o marcador e cruzou para a área. O camisa 9 apareceu para cabecear e fechar o placar da partida.
Agora, o Barcelona encara o Galatasaray na próxima rodada da Champions League. O duelo será realizado no domingo 13/10 (horário de Brasília), na Turquia.
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Nacional estreia documentário que lembra histórico programa PRK-30
O documentário PRK-30 – O Rádio pelo Avesso estreia nos cinemas nesta quinta-feira (10), na mesma semana em que a Rádio Nacional completa 90 anos. O PRK-30 fez parte da história da emissora pública que hoje pertence à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sendo um dos programas humorísticos mais emblemáticos da Era de Ouro do rádio brasileiro.
A sessão oficial de lançamento será nesta quinta-feira (10), às 20h, na Estação Claro Rio, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A exibição será seguida por debate e roda de conversa. Uma sessão antecipada foi realizada nessa terça-feira (8), às 18h30, na Sala Glauber Rocha da sede da Fundação Museu da Imagem e do Som (FMIS), na Praça XV.
O diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, celebra a estreia do documentário nos cinemas em meio às comemorações pelos 90 anos da Rádio Nacional. Ele conta bastidores da participação da EBC no projeto, desde os primeiros contatos com a equipe do filme até uma gravação realizada no Museu da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro.
“Quando o Eduardo Albergaria nos procurou para falar sobre a ideia do filme PRK-30, eu disse que deveríamos fazer parte desse projeto, que conta um importante capítulo da história da Rádio Nacional. Começamos a pensar em como seria essa participação, no apoio necessário e no nosso desejo de também estar presentes no filme.
Segundo Regotto, um dos momentos marcantes foi a gravação no Museu da Rádio Nacional, transmitida inclusive ao vivo pela emissora e que acabou se tornando uma cena do documentário. “Ou seja, essa convergência não aconteceu por acaso e estamos muito felizes em celebrar o aniversário da Nacional com mais esse presente”.
Sobre o PRK-30
O PRK-30 foi um dos mais bem-sucedidos programas humorísticos da história do rádio brasileiro. A atração humorística, criada por Lauro Borges e Castro Barbosa, foi exibida inicialmente pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, e depois passou para a Rádio Nacional, em 1944, então a maior emissora do país.
O PRK-30 simulava uma estação clandestina, identificada por um prefixo inexistente, satirizando atrações da época, como novelas, programas de auditório e transmissões esportivas. Chegou a superar 52% da audiência do mercado radiofônico do Rio de Janeiro, quando o programa era transmitido pela Rádio Nacional, à época instalada no Edifício A Noite, na Praça Mauá.
“PRK30 – O Rádio pelo Avesso” resgata a história desse lendário programa humorístico. A obra também foi construída a partir do rolo de filme “Abacaxi Azul”, descoberto no acervo da Cinemateca Brasileira e que guardava o único registro em imagens do PRK-30. Posteriormente restaurado, o material revelou trechos inéditos que agora podem ser apreciados pelo grande público.
O documentário é uma produção da Urca Filmes, em coprodução com o Canal Brasil, a Globo Filmes e GloboNews, e produção associada com TV Brasil, Rádio MEC, Rádio Nacional, 560 e 1001 Filmes. A direção é de Eduardo Albergaria e a produção é de Leonardo Edde.
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