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Tarcísio diz que tenente-coronel deve “apodrecer na cadeia”

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, suspeito de feminicídio contra a esposa e também PM, Gisele Alves Santana, deve “apodrecer pelo resto da vida na cadeia”. Ele ainda defendeu que o oficial perca o posto e a patente.

Segundo a Folha de S. Paulo, a fala ocorreu na quinta-feira (2), durante agenda de Tarcísio em Campos do Jordão, no interior do estado, após o governador saber da confirmação da aposentadoria do policial, com salário integral de R$ 20 mil, mesmo com a prisão preventiva.

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O Diário Oficial publicou a aposentadoria após solicitação do tenente-coronel, baseada no tempo de serviço. No entanto, mesmo com a aposentadoria, ele ainda pode ser expulso da corporação e perder os rendimentos, o que depende de uma decisão judicial definitiva.

De acordo com Tarcísio, não existe problema na aposentadoria, uma vez que os benefícios acabam sendo direcionados à família do policial. Porém, afirmou que espera que o crime não fique impune e que a punição seja severa. “Nosso desejo é que ele seja condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro”, disse.

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Contradições e provas levaram à prisão do policial

Neto está preso desde o dia 18 de março por suspeita de feminicídio contra a esposa. Gisele foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo.

O tenente-coronel estava no imóvel no momento da morte e, ao comunicar o ocorrido ao socorro, teria dito que a esposa havia cometido suicídio. Porém, a posição das manchas de sangue, além de marcas de agressão no rosto da PM — confirmadas em exame complementar após a exumação do corpo — e contradições no depoimento de Neto serviram como provas para que a Justiça determinasse a prisão.

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Após a prisão, a defesa de Neto argumentou que a ordem da Justiça Militar teria sidoilegal, uma vez que foi proferida por autoridade que não tem competência para julgar crimes como feminicídio.



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Brasil

Rússia engana brasileiros para lutarem na Ucrânia, diz relatório

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A ONG Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira (10) o relatório de uma investigação que apontou que brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades estão sendo enganados pela Rússia com falsas promessas de emprego para que lutem na guerra na Ucrânia.

A organização informou que sua investigação foi baseada em entrevistas com cidadãos do Brasil, Colômbia, Cuba, Egito, Serra Leoa, Sri Lanka, Somália e África do Sul, realizadas em dois campos de prisioneiros de guerra na Ucrânia entre 2024 e 2026.

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Outra fonte da apuração foram conversas com cidadãos estrangeiros que atualmente servem nas forças russas, familiares, advogados, ativistas de direitos humanos e jornalistas.

“Indivíduos do Brasil, Colômbia, Serra Leoa, Somália, África do Sul e Sri Lanka, recrutados fora da Rússia, relataram ter recebido falsas promessas de empregos civis nas áreas de segurança, logística, construção, TI [tecnologia da informação] e outros setores — muitas vezes com garantias de altos salários e acesso acelerado à cidadania russa —, apenas para serem induzidos de forma fraudulenta a ingressar nas forças armadas logo após sua chegada”, informou a Anistia Internacional.

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