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Reviravolta no caso mostra causa real da morte do cão Orelha

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Meses depois de mobilizar multidões e comover ativistas dos direitos dos animais no país inteiro – além de repercutir nas ruas e até reacender o debate sobre a maioridade penal –, o caso da morte do cão Orelha na Praia Brava, em Santa Catarina, terminou com uma reviravolta. Os adolescentes acusados pela morte do animal foram inocentados, e a conclusão é que o cão morreu por causa de uma “doença preexistente”.

Após a reanálise de dois mil arquivos digitais, laudos periciais e a cronologia dos fatos mostraram que o grupo não teve contato com Orelha na praia e que a morte do cachorro estaria associada a um mal de saúde, e não a agressões. O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu nesta terça-feira (12) o arquivamento do caso, acusando a Polícia Civil do estado de seguir uma linha única de investigação para incriminar os jovens.

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Em fevereiro, o MP-SC pediu a exumação do corpo do animal. O procedimento não encontrou qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana, “o que afasta a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos”.

O laudo identificou, porém, sinais de osteomielite — uma infecção óssea grave e crônica — na região maxilar esquerda do animal, “possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas, evidenciadas pelo acúmulo de cálculos dentários”, segundo relatou o MP-SC.

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Comoção influenciou?

A hipótese principal é que a comoção em torno do caso acabou influenciando na investigação. Um inquérito foi aberto na Corregedoria da Polícia Civil para apurar a suposta tendência da investigação no sentido de incriminar os adolescentes. “As evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do cão ‘Orelha’, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente”, disse o MP-SC.

Uma foto do cão logo após sua morte mostrou que o animal não tinha nenhum ferimento causado por objeto contundente. Pelo contrário, imagens mostraram que o cachorro sofria com a doença óssea degenerativa havia muito tempo.

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Em janeiro, o cão comunitário foi encontrado em estado grave e submetido à morte assistida por um veterinário. Na época, seu ferimento foi atribuído a um ato de adolescentes que, em grupo, teriam linchado o animal.

Inicialmente, quatro jovens foram acusados, mas o número foi reduzido para apenas um suspeito no decorrer do inquérito. Ele teve a internação compulsória recomendada. O avanço das investigações, contudo, levantou questionamentos sobre a condução do trabalho policial. A Polícia Civil catarinense se manifestou dizendo que divulgou todas as medidas dentro do âmbito do inquérito policial.

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Brasil

Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses

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A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.

Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?

O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.

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Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?

Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.

Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?

As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.

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