Brasil
Relembre alvos da PF na Operação que investiga o banco Master
Deflagrada em sua primeira fase em novembro de 2025 pela Polícia Federal, a Operação Compliance Zero foi iniciada como uma investigação sobre a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master para o Banco de Brasília (BRB).
O avanço das apurações fez o inquérito alcançar autoridades e agentes políticos de diferentes esferas de poder, além de investigar a existência de uma suposta estrutura paralela de intimidação e espionagem vinculada ao esquema.
Desde então, a investigação se expandiu e alcançou familiares e sócios do banqueiro Daniel Vorcaro, executivos do mercado financeiro, operadores apontados como responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos e integrantes de instituições públicas e privadas supostamente beneficiados pelo esquema.
Saiba, abaixo, quais foram todos os alvos das dez fases da operação deflagradas até julho pela Polícia Federal:
1ª Fase – 18 de novembro/2025
Daniel Vorcaro: dono do Banco Master foi preso pela primeira vez, seguido por sua liquidação pelo Banco Central. Apontado como líder da organização investigada e suspeito de comandar fraudes financeiras, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro, corrupção e uso de estruturas paralelas para proteção do grupo. Outro lado: Vorcaro disse que sempre esteve à disposição das autoridades e que colaborou com as investigações.
Augusto Ferreira Lima: ex-sócio do Banco Master e posterior proprietário do Banco Pleno, alvo de mandado de busca e apreensão. Considerado integrante do núcleo de comando da instituição e investigado por participação na estrutura financeira sob suspeita de fraude.
Paulo Henrique Costa: ex-presidente do BRB, alvo de afastamento do cargo. Investigado por incentivar e facilitar as operações fraudulentas entre o banco estatal e o Master, como a aquisição de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas e a tentativa frustrada de compra da instituição privada. Teria recebido vantagens financeiras indevidas de Vorcaro. Outro lado: em nota, o BRB disse que sempre atuou em “conformidade com as normas de compliance e transparência”.
2ª Fase — 14 de janeiro/2026
Fabiano Campos Zettel: pastor, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, atuava como homem de confiança do banqueiro e teria coordenado pagamentos, repasses e um núcleo de intimidação contra adversários do grupo. A defesa de Zettel afirmou que ele sempre esteve à disposição das autoridades.
Belline Santana: ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, alvo de mandado de busca e apreensão. Investigadores afirmam que atuava informalmente como consultor de Vorcaro e teria fornecido orientação privilegiada sobre fiscalização e regulação bancária. A defesa dela não foi encontrada para comentar e o Banco Central também não comentou.
Paulo Sérgio de Souza Neves: ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, alvo de mandado de busca e apreensão. Investigado por atos relacionados à aquisição do Banco Máxima, posteriormente transformado em Banco Master. A PF apura se houve favorecimento regulatório. Sua defesa não foi encontrada para comentar.
Dario Oswaldo Garcia: diretor financeiro do BRB, alvo de mandado de busca e apreensão. Investigado por atuação em operações financeiras relacionadas ao grupo. Sua defesa criticou a prisão.
Nelson Tanure: empresário e investidor, alvo de mandado de busca e apreensão. Teria sido sócio oculto de Vorcaro no Master. A defesa de Tanure disse que ele jamais enfrentou qualquer processo criminal no contexto das empresas em que é ou foi acionista e ainda negou que tivesse qualquer relação de natureza societária com o Banco Master.
João Carlos Mansur: empresário fundador da corretora Reag, alvo de mandado de busca e apreensão. Teria gerido operações financeiras do Banco Master. Sua defesa disse que ele estava à disposição das autoridades.
3ª Fase — 4 de março/2026
Daniel Vorcaro: foi preso pela segunda vez. Sua defesa seguiu dizendo que ele colabora com as investigações.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: conhecido como “Sicário”, também foi preso e apontado como coordenador operacional de uma espécie de “milícia privada” chamada de “A Turma” para intimidar, coagir e ameaçar desafetos de Vorcaro. Segundo a PF, realizava monitoramento, obtenção de dados sigilosos e vigilância de adversários de Vorcaro. O Sicárioacabou tirando a própria vida na prisão e sua defesa contestou as circunstâncias do fato, ocorrido nas dependências da PF.
Marilson Silva: policial federal aposentado e também preso. Faria parte do grupo “A Turma” e auxiliava na obtenção de dados sigilosos, monitoramento e intimidação. Sua defesa não foi encontrada para comentar.
Fabiano Zettel: empresário e pastor cunhado de Vorcaro, foi preso e apontado pelas investigações como operador financeiro do banqueiro e integrante do grupo “A Turma”. Assim como Vorcaro, a defesa de Zettel sempre afirmou que ele está disponível às autoridades.
4ª Fase — 16 de abril/2026
Paulo Henrique Costa: ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Foi preso por suspeita de articular as operações fraudulentas com o Banco Master, entre elas a compra de carteiras de crédito sem lastro e a compra da instituição privada. Sua defesa alegou que a prisão é ” absolutamente desnecessária” e que ele colaborou com as investigações.
Daniel Monteiro: advogado considerado pela Polícia Federal como “arquiteto jurídico” do esquema, também foi preso. Teria criado estruturas societárias e mecanismos para ocultação patrimonial. A defesa de Daniel Monteiro informou que ele estava à disposição das autoridades.
5ª Fase — 7 de maio/2026
Ciro Nogueira (PP-PI): senador e presidente nacional do PP, foi alvo de mandado de busca e apreensão. A Polícia Federal afirma que ele teria atuado no Congresso em pautas de interesse de Daniel Vorcaro, incluindo a chamada “Emenda Master”, que aumentaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em troca, recebia vantagens financeiras e viagens. O senador atribuiu as acusações a interesses político-eleitorais e a proximidades das eleições.
Felipe Cançado Vorcaro: primo de Daniel Vorcaro e apontado também como operador financeiro do esquema, foi preso temporariamente. Segundo a Polícia Federal, fazia a ponte entre as decisões de Vorcaro e a execução financeira e societária. Sua defesa disse que a prisão preventiva seria desproporcional e que sua atuação empresarial é independente da de Vorcaro.
Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima: irmão de Ciro Nogueira e também alvo de mandado de busca e apreensão. Investigado por movimentações financeiras e por supostamente operar parte da estrutura ligada ao parlamentar. Sua defesa optou por não se manifestar.
6ª Fase — 14 de maio/2026
Henrique Moura Vorcaro: pai de Daniel Vorcaro, foi preso por comandar o grupo “A Turma” após a prisão do empresário. É investigado por participação na ocultação patrimonial e suporte à estrutura financeira do grupo. Sua defesa disse que a prisão foi “extrema, desnecessária e desproporcional”.
Valéria Vieira Pereira da Silva: delegada da Polícia Federal, foi afastada das funções. A autoridade aponta que ela teria acessado indevidamente inquéritos para fornecer informações sigilosas a uma organização criminosa. Sua defesa negou categoricamente todas as acusações.
Francisco José Pereira da Silva: agente aposentado, foi alvo de mandado de busca e apreensão. A investigação aponta que ele teria participado do repasse das informações colhidas ilegalmente por Valéria. Sua defesa negou quaisquer irregularidades.
Uma delegada e um agente policial foram alvos de mandados de busca e apreensão e afastados das atividades.
7ª Fase — 19 de maio/2026
Policial Federal lotado em Rondônia (nome não divulgado oficialmente): foi alvo de mandados de busca e apreensão e afastamento das funções. A autoridade suspeita que ele estaria repassando informações sigilosas da própria investigação e alertado integrantes da organização criminosa sobre diligências da Polícia Federal.
A autoridade trata essa fase como desdobramento direto da estrutura que teria sido montada para proteger Daniel Vorcaro e dificultar o avanço das investigações.
8ª Fase — 26 de maio/2026
Cláudio Castro (PL-RJ): ex-governador do Rio de Janeiro, foi alvo de mandados de busca e apreensão. A investigação aponta que ele teria influenciado o investimento de R$ 3,6 bilhões da Rioprevidência, a previdência dos servidores do estado, em aplicações de risco do Banco Master. A defesa declarou não ter tido acesso prévio aos autos, mas manifestou não haver envolvimento direto dele com a autarquia.
Ex-dirigentes do Rioprevidência também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
9ª Fase – 18 de junho/2026
Jaques Wagner (PT-BA): senador e líder do governo Lula no Senado, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação da Polícia Federal, ele supostamente atuaria em favor de interesses políticos de Vorcaro no Congresso, como a articulação da chamada “Emenda Master” e mudança em legislações relativas a empréstimos consignados em troca de vantagens financeiras, como um apartamento milionário em Salvador, viagens em jatinhos ligados ao banqueiro, repasses financeiros, etc. Jaques Wagner declarou que interesses político-eleitorais estariam por trás da ação da PF contra ele e sua defesa criticou a exposição de fotos com dinheiro vivo.
Augusto Ferreira Lima: ex- sócio do Banco Master e dono do Banco Pleno, também já liquidado pelo Banco Central. Apontado pela investigação como articulador de Vorcaro com Jaques Wagner, com uma amizade de longa data com o parlamentar. Sua defesa negou qualquer irregularidade.
Thiago Miranda: o publicitário Thiago Miranda foi o alvo da 10ª fase da operação, acusado de ter sido o articulador da “Operação DV”, que tinha como objetivo atacar a credibilidade das instituições, além de investigações sobre jornalistas, como Malu Gaspar, e concorrentes, como o CEO do banco Itaú. Sua defesa negou todas as acusações.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Brasil
Santa Catarina supera SP e se torna o estado mais competitivo
O estado de São Paulo deixou a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados pela primeira vez após 14 edições da lista, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com desenvolvimento técnico da Tendências Consultoria.
Santa Catarina, que ocupava a segunda posição na edição anterior, passou ao primeiro lugar, enquanto São Paulo caiu para a segunda colocação. O Paraná manteve a terceira posição, ocupada desde 2022, e o Rio Grande do Sul avançou do quinto para o quarto lugar, sua melhor colocação até agora.
O Ranking de Competitividade dos Estados reúne indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
O objetivo é comparar fatores relacionados à capacidade dos estados de atrair investimentos, oferecer serviços públicos e criar condições para o desenvolvimento econômico e social.
O levantamento dá mais peso para os pilares de segurança pública, sustentabilidade social, infraestrutura e educação, seguido por solidez fiscal e eficiência da máquina pública.
A classificação mede o desempenho relativo dos estados no conjunto de indicadores, o que significa que uma mudança de posição não implica necessariamente piora absoluta de quem caiu ou melhora em todos os indicadores de quem subiu. Um estado pode avançar mais rapidamente que outro e ultrapassá-lo mesmo que ambos tenham apresentado melhora em seus dados brutos.
Nas notas finais, a distância entre os dois estados mais competitivos já vinha diminuindo nos últimos anos. Em 2023, São Paulo tinha vantagem de 5,6 pontos sobre Santa Catarina nas notas normalizadas do ranking. A diferença caiu para 2,7 pontos em 2024 e para apenas 1 ponto em 2025. Na edição de 2026, Santa Catarina passou a ter vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista.
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Ranking de Competitividade dos Estados 2026
| Posição | UF | Nota final |
| 1 | Santa Catarina | 87,06 |
| 2 | São Paulo | 80,68 |
| 3 | Paraná | 76,30 |
| 4 | Rio Grande do Sul | 68,00 |
| 5 | Espírito Santo | 67,24 |
| 6 | Distrito Federal | 62,43 |
| 7 | Minas Gerais | 60,23 |
| 8 | Goiás | 59,46 |
| 9 | Mato Grosso | 59,08 |
| 10 | Mato Grosso do Sul | 55,15 |
| 11 | Ceará | 54,04 |
| 12 | Paraíba | 53,92 |
| 13 | Rio de Janeiro | 50,01 |
| 14 | Amazonas | 48,99 |
| 15 | Rio Grande do Norte | 46,94 |
| 16 | Sergipe | 44,96 |
| 17 | Pernambuco | 43,57 |
| 18 | Alagoas | 42,99 |
| 19 | Piauí | 39,36 |
| 20 | Rondônia | 36,33 |
| 21 | Bahia | 36,11 |
| 22 | Roraima | 35,69 |
| 23 | Maranhão | 34,02 |
| 24 | Tocantins | 33,33 |
| 25 | Pará | 32,81 |
| 26 | Acre | 24,73 |
| 27 | Amapá | 24,50 |
Fonte: CLP
Como Santa Catarina alcançou a liderança no ranking
A ascensão catarinense foi impulsionada principalmente por avanços em áreas nas quais o estado melhorou sua posição relativa dentro do ranking.
Em educação, Santa Catarina ganhou sete posições. Um dos principais fatores foi o avanço de 23 colocações no indicador de avaliação educacional.
O estado também subiu sete posições no pilar de eficiência da máquina pública, acompanhado por ganhos de 17 posições no indicador de equilíbrio de gênero no emprego público estadual e de 12 posições no equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual.
Outro avanço relevante ocorreu em solidez fiscal, pilar em que Santa Catarina ganhou três posições. O resultado foi acompanhado por uma melhora de dez colocações no indicador de sucesso do planejamento orçamentário, além de ganhos em regra de ouro e solvência fiscal.
Santa Catarina também avançou três posições em sustentabilidade ambiental, com melhora em indicadores relacionados à transparência das ações de combate ao desmatamento, serviços urbanos e tratamento de esgoto. Em potencial de mercado, o estado subiu duas posições.
O resultado final revela uma vantagem construída pela consistência em diferentes áreas. Na comparação entre os dez pilares, Santa Catarina ficou em primeiro lugar em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado; foi terceira colocada em eficiência da máquina pública e quarta em solidez fiscal.
O estado lidera em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado. Sua pior colocação entre os pilares foi infraestrutura, em quinto lugar.
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São Paulo continua líder em áreas estratégicas
A perda da primeira posição geral não significa, porém, que São Paulo tenha deixado de apresentar resultados superiores em áreas importantes.
O estado paulista continua na primeira colocação nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental, ou seja, em três dos dez grandes grupos de indicadores utilizados pelo levantamento.
A queda para o segundo lugar foi influenciada principalmente por perdas relativas em cinco pilares. A maior delas ocorreu em eficiência da máquina pública, área em que São Paulo caiu nove posições. O estado também perdeu posições em capital humano, segurança pública, solidez fiscal e inovação.
Entre os fatores apontados pelo relatório estão quedas relativas nos indicadores de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, qualidade da informação contábil e fiscal e produtividade dos magistrados e servidores do Judiciário. Em solidez fiscal, houve recuos nos indicadores de taxa de investimentos e sucesso do planejamento orçamentário.
O próprio estudo alerta, no entanto, que a mudança de liderança deve ser interpretada com cuidado. O ranking é construído a partir da posição relativa dos estados e da agregação ponderada de diversos indicadores. Assim, não é possível concluir, apenas pela perda da primeira colocação, que São Paulo tenha se tornado menos competitivo em termos absolutos.
Região Sul consolida domínio no topo
A nova edição também reforça a concentração dos estados do Sul e do Sudeste nas primeiras posições do ranking. Além da liderança de Santa Catarina, o Paraná permaneceu em terceiro lugar e o Rio Grande do Sul alcançou a quarta colocação, depois de passar três anos consecutivos em quinto.
No Nordeste, o Ceará assumiu a liderança regional e subiu três posições no ranking geral, chegando ao 11º lugar e ultrapassando a Paraíba. Na região Norte, o Amazonas também avançou três posições, chegando à 14ª colocação e se tornando o estado mais bem posicionado da região.
Na outra ponta, Pará, Acre e Amapá permaneceram nas três últimas posições do ranking.
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