Brasil
Qual o peso do STF para os candidatos ao Senado no Sul do país
A escolha de dois representantes ao Senado para cada estado brasileiro, em outubro, terá imbrincada um tema adicional na reflexão do voto: a opinião dos candidatos sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos anos no país, a relação entre os Poderes e a possibilidade da abertura de impeachment aos ministros da Corte.
Na Região Sul do país, a aliança entre PL e Novo nos três estados demonstra o alinhamento em oposição aos excessos do Supremo, com declarações recentes dos pré-candidatos apontando para esta tendência de que o STF esteja no centro do debate eleitoral.
Paralelamente, a esquerda também se articula sobre o posicionamento a respeito do tema e reforça a narrativa sobre a defesa das instituições democráticas. A reportagem da Gazeta do Povo fez um levantamento para saber como o tema está sendo espontaneamente debatido neste período de pré-campanha.
Além disso, todos os pré-candidatos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram procurados pela Gazeta do Povo sobre a prioridade do tema na campanha eleitoral.
Como os pré-candidatos ao Senado estão se manifestando sobre a atuação do STF
No Sul do país, a família Bolsonaro terá um representante na corrida pelo Senado. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) deixou o Rio de Janeiro e se colocou como pré-candidato em Santa Catarina, onde a perspectiva é que o STF será uma das pautas centrais no debate, estado que tem o senador Esperidião Amin (PP-SC) e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) como defensores da abertura de processos para afastamento de ministros.
No Rio Grande do Sul e no Paraná, o Novo lançou, respectivamente, pré-candidaturas do deputado federal Marcel van Hattem no Rio Grande do Sul e do ex-procurador da operação Lava Jato Deltan Dallagnol, aliados aos pré-candidatos do PL.
Na esquerda, Lula escalou a ex-ministra Gleisi Hoffmann como pré-candidata ao Senado paranaense e o PSOL filiou a gaúcha Manuela D´Ávila. Ambas já se manifestaram contra o impeachment de ministros do STF.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado pelo Paraná
Alvaro Dias (MDB)
O ex-senador Alvaro Dias disse que a população impõe o debate sobre o STF nas eleições deste ano. De acordo com o emedebista, um projeto de modernização da legislação foi apresentado por ele no Senado para viabilizar a adoção do processo de impeachment de ministros de tribunais superiores em 2015.
Além disso, Dias defende o fim do foro privilegiado como forma de deixar mais transparente a relação entre os poderes Legislativo e Judiciário. “É importante acabar com a suposição de que existe um conluio entre os poderes, porque só o Senado pode abrir impeachment de ministros e só o Supremo pode julgar as autoridades. O fim do foro privilegiado acaba com essa suspeição e, consequentemente, o Supremo passa a recuperar a credibilidade”, disse o pré-candidato do MDB à Gazeta do Povo.
Cristina Graeml (PSD)
Pré-candidata ao Senado, a jornalista conservadora Cristina Graeml afirma que o debate sobre a necessidade de aprovação do processo de impeachment de ministros do STF será uma prioridade durante a sua campanha. “Também vamos continuar defendendo a anistia a todos os presos e exilados políticos, caso isso não seja votado ainda este ano”, acrescentou Graeml, que migrou do União Brasil para o PSD.
Questionada pela Gazeta do Povo, ela colocou a reforma do Judiciário como um dos temas centrais no pleito ao Senado. “Antes de tudo, me comprometo a ajudar a eleger um presidente do Senado comprometido com essas pautas, especialmente a do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.”
Deltan Dallagnol (Novo)
Ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol confirmou que o partido Novo publicou uma resolução exigindo que todos os pré-candidatos ao Senado se comprometam com a abertura de processos de impeachment dos ministros do Supremo. Ele ainda critica a omissão da presidência do Senado e dos senadores no Congresso Nacional. “O Brasil não precisa de mais parlamentares covardes”, disse o pré-candidato.
“Quando um ministro do STF acumula 104 decisões abusivas, 47 pedidos de impeachment, relatório do Congresso americano documentando censura e contrato de R$ 129 milhões da esposa com banqueiro preso, a questão não é mais se ele deve ser investigado. É por que ainda não foi afastado”, afirmou Dallagnol, em coluna na Gazeta do Povo.
Filipe Barros (PL)
Alvo do inquérito das fake news, instaurado pelo STF em 2019, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) também deve priorizar o debate sobre a atuação da Suprema Corte e a possibilidade de impeachment dos ministros, na dobradinha com Dallagnol na chapa PL-Novo no Paraná.
Recentemente, ele confirmou que a pauta estará entre as principais da campanha e reforçou a urgência da discussão sobre uma reforma no Judiciário. “Esse é um debate que tem que ser feito de forma sóbria, com juristas, com todo o Senado envolvido, com os próprios ministros”, disse Barros em entrevista à Folha de S. Paulo.
Gleisi Hoffmann (PT)
Sem se manifestar sobre a prioridade do tema nos últimos meses, a ex-ministra de Lula e pré-candidata paranaense ao Senado pelo PT Gleisi Hoffmann declarou no ano passado que não existiam motivos para a abertura de processos contra os ministros da Corte.
“Eu não vejo, hoje, nenhum motivo para fazer impeachment de ministro do Supremo. É um instituto que existe, está previsto, o Congresso, o Senado tem essa faculdade. Obviamente que se existir motivo, se existir problema, realmente de fato o Senado vai fazer, mas não pode ser utilizado com a faca na cabeça dos ministros para que eles façam o que uma grande parte do Senado quer”, disse em entrevista ao programa PodK Liberados, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO). A assessoria da pré-candidata foi procurada, mas a petista preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado em Santa Catarina
Carlos Bolsonaro (PL)
Carlos Bolsonaro tem um longo histórico de confronto com ministros do STF. Ele acompanhou o ex-presidente Bolsonaro nas duras críticas feitas ao Supremo durante o mandato presidencial, principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes. Recentemente, ele intensificou críticas à Corte por causa do estado de saúde do pai, que cumpria a pena por tentativa de golpe de Estado na Papudinha, em Brasília, antes do benefício temporário de prisão domiciliar.
A assessoria de Carlos Bolsonaro foi procurada, mas não deu retorno sobre o posicionamento do pré-candidato até a publicação desta reportagem.
Caroline De Toni (PL)
Após ameaçar deixar o PL, a deputada federal Caroline De Toni foi confirmada como pré-candidata ao Senado ao lado de Carlos Bolsonaro. A pauta do impeachment de ministros é comum tanto pela parlamentar como pelo filho do ex-presidente e estará presente na campanha da dupla pelo estado.
No mês passado, De Toni protocolou um convite ao ministro Alexandre de Moraes para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados sobre a relação dele com o empresário Daniel Vorcaro no caso do Banco Master. “O Parlamento não pode ignorar fatos que estão sendo amplamente discutidos no país. Quando surgem questionamentos relevantes envolvendo autoridades da mais alta Corte do país, é legítimo que o Congresso utilize seus instrumentos constitucionais para ouvir e esclarecer os fatos diante da sociedade”, afirmou.
Esperidião Amin (PP)
O senador Esperidião Amin (PP-SC) buscará a reeleição nas urnas neste ano e deve manter na campanha o mesmo tom de cobranças contra o STF que tem feito no plenário do Senado. Em março, ele criticou a continuidade do inquérito das fake news, instaurado pelo STF para apurar supostos ataques à Corte, que permanece aberto desde 2019 sem chegar a nenhuma conclusão, na avaliação do senador.
“Sete anos de tirania, de inquisição, de intimidação, de blindagem, especialmente de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Isso é um deboche contra o Estado democrático de direito. Esses sete anos são sete anos de vergonha, sete anos de despotismo. Só o impeachment de um ministro vai poder segurar isso, já que a autocontenção não funcionou”, declarou Amin.
Décio Lima (PT)
Ex-presidente do Sebrae, Décio Lima disputou a última eleição ao governo de Santa Catarina e neste ano foi lançado como pré-candidato ao Senado, atendendo a pedido de Lula. Ele não se manifestou publicamente sobre o STF e não houve retorno da assessoria sobre o posicionamento do petista feito pela Gazeta do Povo.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado no Rio Grande do Sul
Germano Rigotto (MDB)
Ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto não se manifestou publicamente sobre o tema e não retornou o questionamento feito pela Gazeta do Povo.
Manuela D’Avila (PSOL)
Militante radical de esquerda, Manuela D´Ávila se manifestou sobre a responsabilidade do Senado ao confirmar a escolha dos ministros indicados pelos presidentes da República ao STF e também citou a possibilidade de afastamento com o aval da Casa. “Uma maioria no Senado pode facilitar ou travar nomeações, pressionar politicamente ministros e até abrir processos contra eles. Esse é o maior interesse da extrema-direita”, acusa a pré-candidata do PSOL.
Segundo ela, o STF sofre uma “perseguição da extrema-direita” por causa da prisão do ex-presidente Bolsonaro e a condenação dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Se reeleger os 11 senadores que estão em fim de mandato e conquistar mais 16 cadeiras país afora na disputa em 2026, o grupo de Bolsonaro conseguirá a tão desejada maioria dos senadores – e o controle da Casa”, calculou D´Ávila, em postagem nas redes sociais.
Marcel Van Hattem (Novo)
Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Marcel van Hattem confirmou que o impeachment de ministros e os limites para atuação do STF terão espaço central na sua agenda de campanha no Rio Grande do Sul. Para ele, a situação foi agravada pelo escândalo do Banco Master e as relações suspeitas entre Vorcaro e os ministros Dias Toffoli e Moraes.
Van Hattem ainda afirmou que o candidato eleito que não seguir a diretriz do partido pode ser expulso da sigla. “No Novo só concorre ao Senado quem se comprometer a votar a favor do impeachment de ministro do STF, quando eleito”, disse o pré-candidato.
Paulo Pimenta (PT)
Pré-candidato petista, o deputado federal Paulo Pimenta não se manifestou publicamente sobre o STF e não houve retorno da assessoria sobre o posicionamento do parlamentar feito pela Gazeta do Povo.
Ubiratan Sanderson (PL)
O deputado federal Ubiratan Sanderson compõe a chapa ao Senado com Marcel van Hattem na aliança PL-Novo no Rio Grande do Sul. O pré-candidato também deve dar prioridade ao debate sobre a atuação do STF, junto com o aliado da Câmara dos Deputados na corrida pelas duas cadeiras gaúchas ao Senado.
“O Senado Federal, que é um órgão de controle como se fosse a Controladoria do STF, e a própria PGR [Procuradoria-Geral da República], não estão servindo para aquilo que foram criados. Estamos vivendo uma crise sem precedentes nas nossas instituições, que não desempenham seus papéis. E fica por isso mesmo”, disse durante o podcast Diário do Poder.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Brasil
Santa Catarina supera SP e se torna o estado mais competitivo
O estado de São Paulo deixou a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados pela primeira vez após 14 edições da lista, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com desenvolvimento técnico da Tendências Consultoria.
Santa Catarina, que ocupava a segunda posição na edição anterior, passou ao primeiro lugar, enquanto São Paulo caiu para a segunda colocação. O Paraná manteve a terceira posição, ocupada desde 2022, e o Rio Grande do Sul avançou do quinto para o quarto lugar, sua melhor colocação até agora.
O Ranking de Competitividade dos Estados reúne indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
O objetivo é comparar fatores relacionados à capacidade dos estados de atrair investimentos, oferecer serviços públicos e criar condições para o desenvolvimento econômico e social.
O levantamento dá mais peso para os pilares de segurança pública, sustentabilidade social, infraestrutura e educação, seguido por solidez fiscal e eficiência da máquina pública.
A classificação mede o desempenho relativo dos estados no conjunto de indicadores, o que significa que uma mudança de posição não implica necessariamente piora absoluta de quem caiu ou melhora em todos os indicadores de quem subiu. Um estado pode avançar mais rapidamente que outro e ultrapassá-lo mesmo que ambos tenham apresentado melhora em seus dados brutos.
Nas notas finais, a distância entre os dois estados mais competitivos já vinha diminuindo nos últimos anos. Em 2023, São Paulo tinha vantagem de 5,6 pontos sobre Santa Catarina nas notas normalizadas do ranking. A diferença caiu para 2,7 pontos em 2024 e para apenas 1 ponto em 2025. Na edição de 2026, Santa Catarina passou a ter vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista.
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Ranking de Competitividade dos Estados 2026
| Posição | UF | Nota final |
| 1 | Santa Catarina | 87,06 |
| 2 | São Paulo | 80,68 |
| 3 | Paraná | 76,30 |
| 4 | Rio Grande do Sul | 68,00 |
| 5 | Espírito Santo | 67,24 |
| 6 | Distrito Federal | 62,43 |
| 7 | Minas Gerais | 60,23 |
| 8 | Goiás | 59,46 |
| 9 | Mato Grosso | 59,08 |
| 10 | Mato Grosso do Sul | 55,15 |
| 11 | Ceará | 54,04 |
| 12 | Paraíba | 53,92 |
| 13 | Rio de Janeiro | 50,01 |
| 14 | Amazonas | 48,99 |
| 15 | Rio Grande do Norte | 46,94 |
| 16 | Sergipe | 44,96 |
| 17 | Pernambuco | 43,57 |
| 18 | Alagoas | 42,99 |
| 19 | Piauí | 39,36 |
| 20 | Rondônia | 36,33 |
| 21 | Bahia | 36,11 |
| 22 | Roraima | 35,69 |
| 23 | Maranhão | 34,02 |
| 24 | Tocantins | 33,33 |
| 25 | Pará | 32,81 |
| 26 | Acre | 24,73 |
| 27 | Amapá | 24,50 |
Fonte: CLP
Como Santa Catarina alcançou a liderança no ranking
A ascensão catarinense foi impulsionada principalmente por avanços em áreas nas quais o estado melhorou sua posição relativa dentro do ranking.
Em educação, Santa Catarina ganhou sete posições. Um dos principais fatores foi o avanço de 23 colocações no indicador de avaliação educacional.
O estado também subiu sete posições no pilar de eficiência da máquina pública, acompanhado por ganhos de 17 posições no indicador de equilíbrio de gênero no emprego público estadual e de 12 posições no equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual.
Outro avanço relevante ocorreu em solidez fiscal, pilar em que Santa Catarina ganhou três posições. O resultado foi acompanhado por uma melhora de dez colocações no indicador de sucesso do planejamento orçamentário, além de ganhos em regra de ouro e solvência fiscal.
Santa Catarina também avançou três posições em sustentabilidade ambiental, com melhora em indicadores relacionados à transparência das ações de combate ao desmatamento, serviços urbanos e tratamento de esgoto. Em potencial de mercado, o estado subiu duas posições.
O resultado final revela uma vantagem construída pela consistência em diferentes áreas. Na comparação entre os dez pilares, Santa Catarina ficou em primeiro lugar em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado; foi terceira colocada em eficiência da máquina pública e quarta em solidez fiscal.
O estado lidera em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado. Sua pior colocação entre os pilares foi infraestrutura, em quinto lugar.
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São Paulo continua líder em áreas estratégicas
A perda da primeira posição geral não significa, porém, que São Paulo tenha deixado de apresentar resultados superiores em áreas importantes.
O estado paulista continua na primeira colocação nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental, ou seja, em três dos dez grandes grupos de indicadores utilizados pelo levantamento.
A queda para o segundo lugar foi influenciada principalmente por perdas relativas em cinco pilares. A maior delas ocorreu em eficiência da máquina pública, área em que São Paulo caiu nove posições. O estado também perdeu posições em capital humano, segurança pública, solidez fiscal e inovação.
Entre os fatores apontados pelo relatório estão quedas relativas nos indicadores de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, qualidade da informação contábil e fiscal e produtividade dos magistrados e servidores do Judiciário. Em solidez fiscal, houve recuos nos indicadores de taxa de investimentos e sucesso do planejamento orçamentário.
O próprio estudo alerta, no entanto, que a mudança de liderança deve ser interpretada com cuidado. O ranking é construído a partir da posição relativa dos estados e da agregação ponderada de diversos indicadores. Assim, não é possível concluir, apenas pela perda da primeira colocação, que São Paulo tenha se tornado menos competitivo em termos absolutos.
Região Sul consolida domínio no topo
A nova edição também reforça a concentração dos estados do Sul e do Sudeste nas primeiras posições do ranking. Além da liderança de Santa Catarina, o Paraná permaneceu em terceiro lugar e o Rio Grande do Sul alcançou a quarta colocação, depois de passar três anos consecutivos em quinto.
No Nordeste, o Ceará assumiu a liderança regional e subiu três posições no ranking geral, chegando ao 11º lugar e ultrapassando a Paraíba. Na região Norte, o Amazonas também avançou três posições, chegando à 14ª colocação e se tornando o estado mais bem posicionado da região.
Na outra ponta, Pará, Acre e Amapá permaneceram nas três últimas posições do ranking.
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