Connect with us

Brasil

Polícia abre inquérito contra estudantes após invasão da reitoria da USP

Published

on



A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar os estudantes que participaram da invasão da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocupada por três dias na última semana. O caso é apurado pelo 93º Distrito Policial como dano ao patrimônio público, crime previsto no Artigo 163 do Código Penal, com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa.

A desocupação do prédio ocorreu na madrugada de domingo (10) após uma operação da Polícia Militar que deixou, ao menos, cinco pessoas ficaram feridas de acordo com estudantes. A Secretaria da Segurança Pública (SSP), no entanto, nega e diz apurar possíveis excessos.

Advertisement

Durante a operação, policiais apreenderam notebooks, celulares e outros objetos pessoais dos alunos que estavam dentro da reitoria. Em nota, a SSP informou que os equipamentos foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia e que a investigação poderá avançar para medidas mais rigorosas.

“A autoridade policial deverá representar judicialmente pela quebra de sigilo telefônico, com o objetivo de identificar elementos que possam comprovar a prática de crimes, como dano, invasão mediante violência ou outros delitos correlatos”, declarou a secretaria.

Advertisement

VEJA TAMBÉM:

O Diretório Central dos Estudantes da USP reagiu às investigações e afirmou que há uma tentativa de intimidação contra o movimento estudantil. Para a entidade, a ocupação foi uma ação legítima em busca de diálogo com a administração da universidade após o encerramento das negociações sobre reivindicações dos alunos.

O DCE também criticou a possibilidade de quebra de sigilo telefônico e classificou a medida como “mais uma ilegalidade, dentre tantas outras cometidas, como a força exacerbada utilizada”. A entidade sustenta que houve abuso policial durante a retirada dos manifestantes da reitoria.

Advertisement

A invasão começou na quinta-feira (7), quando estudantes em greve realizavam um protesto em frente ao prédio da reitoria. Após horas de mobilização, os manifestantes pularam e derrubaram um gradil para acessar o local, além de forçarem a entrada principal com chutes.

A ocupação seguiu até o final de semana, quando a PM retirou os estudantes do prédio. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) apoiou a atuação da corporação, enquanto a USP declarou que não foi avisada previamente sobre a operação policial e lamentou a violência registrada durante a desocupação.

Advertisement

Os protestos ocorreram em meio à greve estudantil que tinha como principal pauta o aumento do auxílio permanência pago pela universidade. Os alunos cobravam reajuste no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis do Conjunto Residencial da USP (Crusp) e mudanças nas condições dos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

A tensão aumentou após a reitoria encerrar as negociações com o movimento estudantil, decisão classificada pelos grevistas como unilateral. Os estudantes afirmam que tentavam retomar o diálogo com a gestão do reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado e protestavam contra a proposta considerada insuficiente para reajuste das bolsas, que passariam de R$ 885 para R$ 912, enquanto o movimento reivindicava valor próximo ao salário mínimo paulista, de R$ 1.804.

Advertisement



Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Brasil

Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses

Published

on



A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.

Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?

O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.

Advertisement

Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?

Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.

Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?

As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.

Advertisement