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Brasil

Governo promete oito leilões de ferrovias em um ano

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O governo federal aposta na Política Nacional de Outorgas Ferroviárias para modernizar a logística do país. O plano prevê oito leilões e 9 mil quilômetros de trilhos, unindo recursos públicos e privados para reduzir a dependência das rodovias e baratear o escoamento da produção nacional.

Qual é o principal objetivo da nova política ferroviária?

O objetivo é acabar com décadas de estagnação e equilibrar o sistema de transporte brasileiro. Hoje, o Brasil depende muito de caminhões para levar cargas por longas distâncias, o que é caro e ineficiente. A ideia é atrair R$ 600 bilhões em investimentos para criar corredores logísticos modernos, conectando as regiões produtoras aos portos de forma mais sustentável.

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Como funcionam os modelos de concessão e autorização?

Nas concessões, o governo define o projeto e o privado vence o leilão para operar grandes corredores nacionais. Já nas autorizações, o setor privado tem mais liberdade para propor e construir trechos menores, como ramais que ligam fábricas às linhas principais. O governo defende que os dois modelos funcionam juntos: um cuida das ‘avenidas’ ferroviárias e o outro das vias de alimentação.

Quais ferrovias estão na lista para os próximos leilões?

O cronograma inclui projetos importantes como o Corredor Minas–Rio, a Malha Oeste e a Malha Sul (que atende Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Também estão previstos trechos da Ferrovia Norte-Sul e da Fico-Fiol. Outro destaque é a Ferrogrão, projeto que o governo tenta destravar na justiça para organizar o fluxo de cargas e evitar o crescimento desordenado de estradas.

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Por que o Brasil ainda sofre com ferrovias abandonadas ou obsoletas?

Isso é fruto de erros históricos, como o foco exagerado em rodovias desde 1930 e a falta de padronização nos trilhos. Existem hoje bitolas (distâncias entre os trilhos) diferentes no país, o que impede que o mesmo trem circule em toda a rede. Dos 30 mil quilômetros instalados, apenas 12 mil estão ativos, evidenciando o abandono de ramais que deixaram de ser lucrativos.

Quais são os maiores desafios para que esses projetos saiam do papel?

O maior desafio é garantir que o dinheiro público prometido (cerca de R$ 140 bilhões) seja liberado conforme o previsto para dar segurança aos investidores. Além disso, os editais precisam passar pelo rigor do Tribunal de Contas da União (TCU). Para tornar os negócios mais atraentes, o governo aumentou o tempo dos contratos, que agora podem durar até 70 ou 99 anos, permitindo que as empresas recuperem o investimento.

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Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Brasil

Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses

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A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.

Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?

O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.

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Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?

Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.

Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?

As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.

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