Uncategorized
“Em 33 anos, nunca tive um caso desse tamanho”, diz juiz de chacina
Juiz responsável por aplicar a sentença aos cinco réus da maior chacina da história do Distrito Federal, Taciano Vogado disse ao final do júri que este foi o maior caso da sua carreira. Os cinco autores da maior chacina da história do Distrito Federal foram sentenciados pelo Tribunal do Júri de Planaltina na noite deste sábado (18/4) e as penas somadas chegam a 1.258 anos, dois meses e oito dias de prisão.
Com a voz um pouco embargada e fazendo pausadas durante sua fala, o juiz quebrou o protocolo e deu um relato emocionado. “Em 33 anos de Tribunal, nunca tive um caso de tamanho tão grande como esse, e que trouxesse tanta desgraça para outras pessoas, não só aquelas que foram vitimadas, mas também os algozes e suas respectivas famílias”, disse o magistrado.
O juiz exaltou também a atuação de todos envolvidos no julgamento de seis dias. “A presença serena dos senhores ao longo das sessões honrou a memória de quem partiu e contribuiu para a regularidade do feito”, disse.
Logo após a leitura que condenou os presos a mais de mil anos de prisão, o magistrado também exaltou a lisura do processo. “O processo penal tem limites, apura as responsabilidades e aplica as leis, mas não alcança a dimensão íntima da pena — essa dimensão alcança cada família. O que esta Justiça pode entregar, ela entregou dentro dos limites da lei”, afirmou.
Condenações
Os cinco autores da maior chacina da história do Distrito Federal foram sentenciados pelo Tribunal do Júri de Planaltina na noite deste sábado (18/4) e as penas somadas chegam a 1.258 anos, 2 meses e 8 dias de prisão. A maior pena foi de Gideon Batista Menezes, que foi condenado a 397 anos de prisão.
Três anos após a execução do crime bárbaro ocorrido entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, os cinco envolvidos no extermínio de 10 integrantes de uma mesma família foram condenados pelo Tribunal de Júri de Planaltina. Os criminosos mataram 10 pessoas da mesma família com o intuito de tomar uma chácara no Itapoã (DF), avaliada à época em R$ 2 milhões.
Conforme votaram os jurados, Gideon Batista de Menezes foi um dos principais articuladores do plano. Gideon morava na chácara das vítimas porque prestava serviços gerais à família. Ele chegou a confessar o crime à polícia e informou que, junto a Horácio, planejou a chacina e alugou a casa onde manteve as vítimas escondidas antes de matá-las.
No tribunal, porém, Gideon disse ser vítima e afirmou ter confessado o crime sob tortura. O homem foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, mais um ano e cinco meses de detenção, além do pagamento de 716 dias-multa, pelos homicídios de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior, Gabriela Belchior de Oliveira, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, Elizamar da Silva, Cláudia da Rocha Marques, Ana Beatriz Marques de Oliveira e das crianças Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7).
Horácio Carlos Ferreira Barbosa: assim como Gideon, morava na chácara prestando serviços gerais. Horácio atuou diretamente nos assassinatos se fingindo de vítima durante um assalto fake, sequestrando vítimas, enviando mensagens a familiares das vítimas se passando por elas, e enterrando, esquartejando e incendiando corpos e veículos.
No total, ele foi condenado a 300 anos, seis meses e dois anos de reclusão, mais um ano de detenção, além do pagamento de 407 dias-multa.
Carlomam dos Santos Nogueira: segundo as investigações, Carlomam embrenhou no plano criminoso e participou diretamente dos sequestros e execuções. Ele foi acusado de ser o autor do tiro na nuca que matou Marcos Antônio, autodeclarado dono da chácara. Chegou a ficar foragido após as prisões de Gideon e Horácio, mas se entregou dias depois e confessou o crime. O juri, então, considerou a confissão de Carlomam ao longo do caso e reduziu a pena dele em relação a morte das três crianças. Ele deverá cumprir 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, mais onze meses de detenção, além de 716 dias-multa.
Fabrício Silva Canhedo: de acordo com as investigações, além de atuar nos sequestros, Fabrício foi responsável pela vigilância do cativeiro onde as vítimas ficaram escondidas e também pela ocultação do carro de Cláudia, “segunda esposa” de Marcos Antônio. O júri, no entanto, acatou apenas partes da tese do Ministério Público. Ele foi condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, mais um ano de detenção, e o pagamento de 487 dias-multa.
Carlos Henrique Alves da Silva: último a ser preso, participou da rendição de uma vítima. Carlos foi absolvido do homicídio de Thiago, mas deverá cumprir dois anos de reclusão.
Maior chacina do DF
O Tribunal do Júri da chacina teve início na segunda-feira (13/4) e durou seis dias. O julgamento já é considerado o segundo mais longo da história da capital, atrás apenas do júri do caso que ficou conhecido como o Crime da 113 Sul, que se estendeu por 10 dias.
No total, os jurados ouviram 18 testemunhas ao longo de uma semana, os cinco réus e quase sete horas de debate entre defesa e Ministério Público.
Os réus responderam por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor.
Entenda o caso
- Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã (DF), e também para obter dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano inicial previa matar Marcos e sequestrar seus familiares.
- Em 27 de dezembro de 2022, parte do grupo foi à casa da vítima, rendeu Marcos, a esposa e a filha, e roubou cerca de R$ 49,5 mil. As três vítimas foram levadas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina (DF), onde Marcos foi morto e enterrado.
- No dia seguinte, as mulheres foram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias. Com os aparelhos, os criminosos passaram a se passar pelas vítimas para atrair outros familiares.
- Entre 2 e 4 de janeiro, a ex-esposa de Marcos, Cláudia da Rocha, e a filha Ana Beatriz foram atraídas, rendidas e levadas ao mesmo cativeiro.
- O grupo decidiu matar Thiago, filho de Marcos, e o atraiu ao local em 12 de janeiro. Ele também foi rendido e mantido em cárcere. Com acesso ao celular de Thiago, os criminosos atraíram a esposa dele, Elizamar, junto com os três filhos do casal.
- Eles foram levados a Cristalina (GO), onde foram mortos. Os corpos foram queimados dentro do carro da vítima. Em seguida, os acusados decidiram matar as demais vítimas para evitar que os crimes fossem descobertos.
- Renata e Gabriela foram levadas a Unaí (MG), onde foram mortas e tiveram os corpos queimados. Depois, Cláudia, Ana Beatriz e
- Thiago também foram assassinados e tiveram os corpos escondidos em uma cisterna.
- Após os crimes, parte do grupo incendiou objetos das vítimas para dificultar as investigações.
Disputa por terreno de R$ 2 milhões
Um terreno no Itapoã (DF), avaliado em R$ 2 milhões, teria motivado os assassinos a arquitetarem a morte de 10 pessoas. O local tem cachoeira privativa, ampla área de pastagem de gado e cerca de cinco hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.
O plano seria assassinar toda a família e tomar posse do imóvel, sem deixar nenhum herdeiro vivo. O terreno, no entanto, sequer pertencia à vítima, o patriarca da família, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, o primeiro a ser brutalmente morto. A chácara era alvo de disputa judicial desde 2020, na qual os verdadeiros donos tentam recuperar a área.
Os integrantes da família foram atraídos para emboscadas e assassinados um a um. São eles:
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca.
- Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos.
- Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal.
- Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal.
- Elizamar da Silva – esposa de Thiago.
- Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar.
- Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos.
- Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos e Cláudia.
Uncategorized
Número de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450
Os terremotos ocorridos na última semana na Venezuela deixaram 1.450 mortos e 3.150 feridos, conforme último levantamento. O balanço foi anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
O número de mortos tem aumentado no momento em que as equipes de resgate chegaram a cidade costeira de La Guaira, a mais atingida pelos tremores. Neste fim de semana, 33 pessoas foram resgatadas. No entanto, milhares de pessoas continuam desaparecidas.
Mais de 1.600 socorristas estrangeiros estão no país para apoiar famílias e voluntários nos resgates. Entre eles, brasileiros que iniciaram neste sábado (27) a operação de busca e resgate. Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes.
O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estimou que mais de 10.000 mortes podem ter ocorrido devido aos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, o que os colocaria entre os mais mortíferos da América Latina no último século.
* Com informações da Telesur e da Reuters
Uncategorized
Mortes após terremotos na Venezuela sobem para 1.430
O número de mortes em razão dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.430. O balanço foi divulgado neste sábado (27) pelo governo venezuelano.
Os números mostram ainda 3.238 feridos pelos tremores, que registraram magnitude de 7,5 e 7,2 graus na escala Richter. Segundo o governo venezuelano, foram contabilizadas pelo menos 430 réplicas de menor intensidade.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que dois brasileiros – uma mulher e um homem – morreram em decorrência dos terremotos. Uma das vítimas é a brasiliense Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos.
Na tarde de sexta-feira (26), um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte da Venezuela. O tremor foi sentido na capital Caracas e na cidade vizinha de Maracay.
Uncategorized
Marinha lança fragata e Lula fala em fortalecer defesa do país
A Marinha lançou, nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC) a Fragata Cunha Moreira. Fragatas são navios de guerra velozes, aptos a participar de operações de defesa e escolta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou lançamento e destacou a importância de fortalecer a defesa do país contra ameaças estrangeiras.
“Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho que me cuidar. Tá cheio de maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Aonde que nós estamos?”, disse presidente Lula.
Em seguida, se referiu à fragata como um símbolo da defesa da soberania do país. “Isso não é [só] um navio. É o começo de um país que vai assumir, de fato e de direito, o direito de ser soberano, de tomar conta do seu nariz e estar preparado. É isso que temos que fazer daqui pra frente”.
Lula ainda defendeu a criação de um projeto estratégico de defesa, classificando o atual momento como o de “maior concentração de conflito da história da humanidade depois da 2ª Guerra Mundial”.
“Para as pessoas saberem que não queremos briga com ninguém, mas que estaremos preparados para defender nossos 8,5 milhões de quilômetros quadrados e nossos 215 milhões de habitantes”, acrescentou.
Fragata Cunha Moreira
A Fragata “Cunha Moreira” foi construída no Brasil, em Itajaí, com mão de obra nacional e transferência de tecnologia. Foram construídas também outras duas fragatas e lançadas, a “Tamandaré” e “Jerônimo de Albuquerque”. A quarta fragata da Classe Tamandaré, “Mariz e Barros”, está em construção.
A Fragata “Cunha Moreira” poderá atingir a velocidade de 25 nós, que equivale a cerca de 47 km/h. Os enormes navios possuem 107 metros de comprimento, dotados de convoo, hangar de helicóptero, radares, sensores e armamentos, com deslocamento de até 3.465 toneladas.
O Programa Fragata Classe Tamandaré é uma parceria entre a Marinha e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, e gerenciado pela empresa Emgepron.
“O poder naval, pilar à proteção de recursos, fluxos logísticos e instrumento de tempestiva resposta do Estado, adquire centralidade ao se analisar disputas atuais na conjuntura internacional e crescentes inclinações de atores soberanos em mobilizar vetores navais visando intimidar nações”, afirmou o Comandante da Marinha, Marcos Olsen.
-
Sergipe1 dia agoIncêndio destrói parte de casa na Zona Norte de Aracaju
-
Instagram1 dia agoDois homens foram mortos a tiros dentro de um carro, nesta quarta-feira (18), na…
-
Brasil2 dias ago
Produto brasileiro de açaí conquista prêmio mundial
-
Uncategorized1 dia agoNúmero de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450
-
Brasil6 horas agoParaná quebra recorde na colheita da safra de verão
-
Sergipe2 horas agoPlataforma digital do NAT oferta mais de 1.400 vagas de emprego para diversas áreas em Sergipe
