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Para fugir de disputa eleitoral com Bolsonaro, governadores evitam protestos contra o presidente

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Críticas e ações conjuntas pontuais continuam, e formação de frente ampla em defesa da democracia está em discussão

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Jorge William | Agência O Globo

SÃO PAULO – Governadores estão adotando postura de cautela diante do crescimento de manifestos e atos contra o presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas. Embora estejam em litígio com o governo federal, o que se aprofundou na pandemia do novo coronavírus, muitos deles não estão dispostos a iniciar agora uma cruzada conjunta de ordem político-eleitoral contra o presidente.

Poucos foram os que se posicionaram sobre os manifestos lançados até agora, como o “Estamos Juntos” e o “Basta!”. Destacam-se nesse grupo Camilo Santana (PT-CE) e Flávio Dino (PCdoB-MA). Representantes da esquerda, eles fazem oposição ao presidente desde o início do governo.

Mesmo Dino, que cita uma série de mobilizações conjuntas recentes, envolvendo diferentes atores da sociedade, reconhece que o objetivo desse tipo de ação, neste momento, não é eleitoral. Ao GLOBO, o governador do Marahão afirmou que, em busca de composições, tem dialogado semanalmente com figuras do centro e da direita, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador João Doria (PSDB-SP) e o apresentador Luciano Huck.

O receio de encampar uma frente aberta contra o presidente não impede críticas e ações conjuntas pontuais. Na sexta, um dia após Bolsonaro pedir a seus apoiadores que entrassem em hospitais para filmar supostos leitos desocupados, o Consórcio Nordeste, união dos governos estaduais da região, divulgou uma carta criticando o presidente.

Plano do PSB

Flávio Dino cita a mobilização pela implementação da renda básica, a aprovação da Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio emergencial para o setor cultural durante a pandemia, e o programa federativo de enfrentamento ao coronavírus como exemplos de junção de forças que têm funcionado.

— Eu acho que essa frente ampla vem se consolidando ao longo dos últimos meses. Hoje existe um bloco bastante sólido de uns 20 governadores dos mais diferentes partidos. Nessa dimensão institucional, já existe uma frente ampla pela causa da defesa da democracia. Isso vai virar uma frente eleitoral? Pode virar, mas não é o objetivo agora — disse Dino.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), vai na mesma linha. Ele afirma que a prioridade atual é “contornar o cipoal imobilizante a que o país foi submetido pelo governo federal”.

— Precisamos dar conta dos interesses, da dignidade, e do bem-estar de milhões de pessoas. São populações que legitimamente exigem respostas do poder público, e a união dos estados veio para contemplar tais anseios. Sabemos onde começou. A intenção é que não vire algo político ou eleitoral — afirmou.

A cúpula do PSB se reuniu na última quinta-feira para debater o cenário político. Do encontro saiu um documento que pede uma frente “amplíssima” em defesa da democracia. O governador Renato Casagrande (PSB-ES) defendeu a ideia, mas afirmou que os chefes estaduais não podem levar essa demanda para o palanque.

— Existe convergência de grande maioria dos governadores com essa relação. Não nos juntamos a esses protestos porque temos deveres e obrigações institucionais. Os partidos é que devem ser protagonistas desse movimento, não os governadores — declarou Casagrande

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na semana passada, Camilo Santana declarou apoio a uma frente ampla, mas como foco na defesa das instituições em vez de pensar num cenário eleitoral. Ele afirmou que “é momento de todos nós que acreditamos na democracia nos unirmos, deixar de remoer o passado e deixar de pensar nas eleições de 2022”.

Pela culatra

Em São Paulo, o cálculo político que cerca João Doria é que fazer uma frente ampla contra Bolsonaro em meio à crise do coronavírus pode trazer mais desgaste do que resultado.

Há também um entendimento de que os manifestos, que nasceram em defesa das instituições democráticas num momento de escalada do embate de Bolsonaro com o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a imprensa, assumiram um caráter anti-Bolsonaro nas ruas. Daí se distanciam do movimento das Diretas Já pela redemocratização do país.

— Virou uma frente contra o Bolsonaro e jamais pode ser montada assim uma coisa como essa — disse um aliado de Doria.

Procurado pelo GLOBO, Doria não quis comentar o tema, assim como Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul.

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Via O Globo

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AGU cria grupo para recuperar dinheiro das vítimas de fraude no INSS

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Grupo será formado por oito advogados públicos

Foto:© Wesley Mcallister/AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) criou nesta quarta-feira (23) um grupo especial para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida foi tomada após a deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

O grupo será formado por oito advogados públicos que vão atuar para propor medidas judiciais e administrativas para obter a reparação dos valores descontados e os danos causados contra o INSS.

Os profissionais também devem propor medidas de prevenção e enfrentamento de situações de fraudes contra a seguridade social.

De acordo com o advogado-geral da União, Jorge Messias, a AGU vai atuar para garantir a renda dos trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

“O Estado brasileiro, os aposentados e pensionistas foram lesados por esse esquema. Por isso, também vamos buscar a responsabilização das entidades que promoveram os descontos ilegais e recuperar cada centavo desviado”, afirma Messias.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi afastado pela Justiça em função das investigações da Operação Sem Desconto.

Fonte: Agência Brasil

 

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Pé-de-Meia Licenciaturas: autorizada segunda chamada

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Com o objetivo de incentivar a formação de futuros professores e fortalecer a qualidade do ensino no país, o Ministério da Educação (MEC) atualizou o cronograma do programa Pé-de-Meia Licenciaturas. A mudança foi oficializada por meio da retificação do Edital nº 1/2025, publicada na última sexta-feira (4) no Diário Oficial da União.

O programa, vinculado à iniciativa Mais Professores para o Brasil, oferece bolsas a estudantes de cursos de licenciatura aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), desde que tenham obtido nota igual ou superior a 650 pontos no Enem 2024.

Com a atualização, o pagamento das bolsas para os aprovados na primeira chamada está previsto para o quinto dia útil de maio. O resultado preliminar já foi divulgado e os candidatos podem interpor recursos entre os dias 5 e 9 de abril. O resultado final será publicado no dia 14.

A segunda chamada será aberta no próximo domingo (7), e poderão participar os candidatos elegíveis que não foram contemplados anteriormente. Para isso, é necessário fazer o cadastro de currículo e a pré-inscrição na plataforma Freire.

O processo exige que o estudante cadastre seu currículo, preencha os dados pessoais, acesse a aba do Pé-de-Meia Licenciaturas, aceite o termo de ciência e informe a matrícula na instituição de ensino superior. Quem ainda não tiver efetuado a matrícula pode seguir com o processo utilizando apenas o CPF.

Para os aprovados na segunda chamada, o pagamento da bolsa será feito até o quinto dia útil do mês seguinte ao cadastramento da instituição no Sistema de Pagamento de Bolsas (SCBA), gerido pela Capes.

O Pé-de-Meia Licenciaturas integra o programa Mais Professores para o Brasil, criado pelo Decreto nº 12.358/2025. A iniciativa prevê uma série de ações voltadas à valorização e formação de professores, incluindo a Bolsa Mais Professores, a Prova Nacional Docente, o Portal de Formação e parcerias com outras pastas e instituições públicas. A meta é alcançar 2,3 milhões de docentes em todo o território nacional.

Fonte: MEC

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Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

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Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

Imagem: © Ricardo Stuckert/PR

O governo federal lançou nesta quarta-feira (12) o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado a trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT).

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) que cria o sistema de crédito foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em até quatro meses, o texto precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para se transformar em lei federal e seguir valendo.

Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programa, que abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados.

O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país.

Na prática, o novo consignado entra em vigor no próximo dia 21 de março, por meio da página da Carteira de Trabalho Digital na internet e em aplicativos de celulares. A seguir, confira os principais pontos do sistema de crédito, que deve reduzir pela metade os juros cobrados no crédito pessoal.

Como acessar o crédito

Na primeira fase do programa, que entrará em vigor no dia 21 de março, o empregado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado deverá acessar a Carteira de Trabalho Digital. Nesta plataforma, ele vai solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo governo federal.

Entre os dados que ficarão acessíveis aos bancos estão nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o interessado receberá ofertas em até 24 horas, analisará a melhor opção e fará a contratação no canal do banco.

A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

Portabilidade do crédito

A portabilidade de crédito entre os bancos, para os clientes que desejem migrar para empréstimos mais baratos, poderá ser realizada a partir de 6 de junho. Em até 120 dias, quem já tem um consignado ativo poderá fazer a migração para a nova linha de crédito na mesma instituição financeira.

Redução de juros

A previsão é que as taxas de juros de crédito aos trabalhadores caiam de cerca de 103% ao ano para 40% ao ano, menos da metade do que é cobrado hoje em dia, em média. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.

Atualmente, o consignado do setor privado conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos. É bem inferior aos mais de R$ 600 bilhões disponíveis a servidores públicos e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Limites e garantias

Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.

Os limites do consignado para trabalhadores celetistas terão o teto de 35% do salário comprometido com parcelas do empréstimo e a possibilidade de usar 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS) para o pagamento dos débitos, em caso de desligamento do emprego.

Caso o saldo do empréstimo não seja quitado após o desligamento do emprego, a dívida fica vinculada à conta do eSocial e, quando o trabalhador estiver em um novo emprego CLT, a cobrança das parcelas volta a descontar diretamente em folha.

A Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo federal, foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema do Crédito do Trabalhador, que integra a carteira de trabalho digital, o FGTS Digital e o eSocial.

Fonte: Agência Brasil

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