Brasil
Investigação aponta que deputada pagava propina a ex-presidente do INSS
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (17) em um desdobramento da investigação de fraudes no INSS contra aposentados e pensionistas, teria mantido contato direto com autoridades do órgão — entre eles o ex-presidente, Alessandro Stefanutto — e atuado para obter vantagens ilícitas dentro da estrutura administrativa federal.
Gorete foi alvo de um mandado de monitoramento com tornozeleira eletrônica pela Operação Indébito, deflagrada mais cedo, que cumpriu ainda dois mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.
As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em investigação conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). No despacho, o ministro afirmou que há indícios de que a parlamentar teria atuado como articuladora política no esquema.
“MARIA GORETE PEREIRA frequentemente contatava servidores do INSS, dentre eles STEFANUTTO, para, mediante pagamento de propina, viabilizar o credenciamento e ativação de entidades associativas de aposentados com as quais tinha relação”, escreveu Mendonça no despacho tornado público no meio da manhã e que a Gazeta do Povo teve acesso.
Segundo a investigação da Polícia Federal, o nome de Gorete surgiu vinculado a entidades suspeitas de aplicar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A Gazeta do Povo procurou o gabinete da parlamentar e aguarda retorno.
“Nada obstante a gravidade do que apurado nestes autos — demonstrando o recebimento pela deputada de quantias expressivas em dinheiro e o contato direto com autoridades do INSS envolvidas nos fatos alusivos à ‘Operação Sem Desconto’ para a obtenção de vantagens ilícitas —, bem como a influência da parlamentar no âmbito administrativo federal e na estrutura da organização criminosa”, afirmou.
Stefanutto foi demitido do INSS pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a primeira fase da operação Sem Desconto, a contragosto do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, que o indicou ao cargo. O executivo foi preso pela Polícia Federal sete meses depois em meio às investigações da fraude.
Na época, a defesa de Alessandro Stefanutto rebateu as acusações e classificou a prisão como “completamente ilegal, uma vez que não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração”.
Propina de R$ 4 milhões
Também foram presos o empresário Natjo de Lima Pinheito e a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). Segundo Mendonça, “em relação a Cecília, destacou-se atuação central na operacionalização das filiações fraudulentas, dos descontos indevidos e na ocultação patrimonial”.
“Conforme indicam as análises dos extratos bancários dos recursos atribuídos à STEFANUTTO, no período compreendido entre abril de 2024 a janeiro de 2025, foram repassados ao então Presidente do INSS cerda de R$ 4.000.000,00 a partir de contas vinculadas à investigada CECÍLIA RODRIGUES MOTA”, seguiu o ministro.
Já Natjo, diz o despacho, é apontado como “um dos líderes da organização, responsável pela coordenação financeira, pela divisão de valores e pela definição de estratégias de continuidade do esquema”.
“Responsável por organizar a inclusão massiva de beneficiários sem autorização e por supervisionar a arrecadação ilícita de valores. […] Há fortes indícios de que o investigado NATJO (i) utilizava empresas de fachada para movimentação de recursos; (ii) simulava prestação de serviços inexistentes; (iii) transferia valores entre empresas e contas bancárias; (iv) adquiria imóveis e veículos com recursos ilícitos e (v) registrava bens em nome de terceiros”, completou o relatório.
Servidor do Dataprev encontrou “Careca do INSS”
A investigação ainda mirou o diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan Santos, alvo de mandados de busca e apreensão em Brasília. Ele é suspeito de facilitar autorizações para que associações realizassem transações envolvendo beneficiários do INSS.
Fontes ligadas ao caso afirmam que Santos teria se reunido diversas vezes, em 2022, com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal operador do esquema. A Polícia Federal informou que apreendeu carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e equipamentos eletrônicos durante as diligências.
Alan Santos também tinha relação com Stefanutto “com o propósito de agilizar a ativação das entidades que representava para viabilizar a operacionalização do esquema criminoso de descontos ilícitos de benefícios previdenciários”, apontou o ministro André Mendonça no despacho.
Em nota, a PF declarou que a operação busca “esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”. A reportagem procurou os citados e aguarda manifestações.
Gorete Pereira foi eleita suplente em 2022 com 36,5 mil votos e atualmente ocupa vaga na Câmara dos Deputados. Ela era filiada ao PL e se transferiu para o MDB em 2026, substituindo o deputado Yuri do Paredão, que está afastado do mandato. A reportagem procurou o deputado e aguarda retorno.
Brasil
Deputado do PT vira réu por calúnia e difamação no Paraná

O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) se tornou réu por calúnia, difamação e injúria qualificada por discriminação de gênero. A decisão foi do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), por 15 votos a 5.
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A queixa-crime foi proposta pela diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos. O motivo foram declarações de Freitas no ano passado, nas quais ele teria insinuado que a nomeação da diretora ao cargo teria ocorrido em razão de suposta “amizade íntima” com autoridade da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, especialmente o secretário pela pasta, Hudson Teixeira.
“O diretor do Deppen [Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná] removeu o corregedor que não queria trabalhar. E daí, das sombras, veio quem de fato tinha o poder, o secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, que logo substituiu o diretor do Deppen, colocando em seu lugar uma amiga íntima dele, a Ananda Chalegre. E essa amiga dele, o que fez? Como primeira medida, investigou? Não. Ela reconduziu ao cargo de corredor David Inácio, justamente aquele que não queria elucidar o caso”, acusou Freitas.
Na decisão, o colegiado afastou a alegação de imunidade parlamentar, entendendo que as declarações atribuídas ao deputado extrapolam os limites do exercício da atividade legislativa. “Conforme os desembargadores, as manifestações não se restringiram ao debate parlamentar, tendo sido amplamente divulgadas e reiteradas nas redes sociais do próprio parlamentar”, apontou o TJ-PR.
O Órgão Especial também reconheceu a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instrumento adotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para análise de casos que envolvam possíveis práticas de violência ou discriminação contra mulheres.
Em nota, o deputado afirmou que as “declarações proferidas estritamente no exercício do dever constitucional de fiscalização parlamentar” e que “as críticas à gestão do Deppen e da Secretaria de Segurança Pública inserem-se em um contexto de denúncias graves sobre corrupção, avanço de milícias e irregularidades no sistema prisional paranaense, que o mandato busca combater.”
Além disso, a defesa de Renato Freitas sustenta que “o parlamentar baseou-se em documentos oficiais para questionar a lisura de nomeações e a conduta de gestores, sem qualquer viés de discriminação de gênero ou intuito de ofensa pessoal.”
Brasil
clima antissistema no Brasil leva Lula e Flávio ao empate
Escândalo sem fim do Banco Master, roubo dos aposentados do INSS e fundos de previdência, sumiço de emendas parlamentares em obras suspeitas, CPIs flamejantes no Congresso, infiltração do crime organizado no poder público e no mercado financeiro colocam o Brasil em um cenário que tem fomentado um clima antissistema entre a população em pleno ano eleitoral. Fatores que estão conjugados com a crise de confiabilidade e imagem sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF), com a revelação das relações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Se por um lado os indicadores macroeconômicos apresentam resiliência, por outro, o sentimento de “fadiga institucional” parece ter transbordado das bolhas digitais para o eleitorado médio. A mais recente sondagem de intenção de voto do instituto de pesquisa Genial/Quaest, divulgada no último dia 11, acompanha a tendência vista recentemente em pesquisas de outros institutos e sugere que a insatisfação dos eleitores com a percepção de corrupção institucional generalizada começa a ganhar contornos de uma insurgência silenciosa contra “tudo o que está aí”.
A situação, até o momento, parece beneficiar o principal nome da oposição dentre os pré-candidatos à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e acrescentar desafios adicionais para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma parcela crescente do eleitorado — incluindo setores que o apoiaram em 2022 — demonstra sinais de saturação com o que percebem como uma contaminação institucional generalizada em Brasília.
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Pesquisa eleitoral indica empate entre Lula e Flávio na preferência do eleitor
Pela primeira vez, a simulação de segundo turno da pesquisa eleitoral mostra um empate numérico de 41% x 41% entre Lula e Flávio. No último mês, a diferença de 5 pontos que favorecia o atual presidente desapareceu, ressalta a Quaest.
Desde que foi lançado pelo pai, Flávio conseguiu monopolizar o eleitor apoiador de Jair Bolsonaro (indo de 76% para 92% de conversão) e cresceu fortemente entre eleitores de direita (de 45% para 71%). Além disso, Lula assumiu protagonismo contra Lula ao quase dobrar seu desempenho entre o eleitor que se considera independente, subindo de 11% para 21% de conversão, aponta a Quaest.
A pesquisa traz outra notícia ruim para o governo Lula: aponta que o “medo” está mudando de lado: 43% dos entrevistados responderam que têm medo da continuidade do governo atual, enquanto 42% temem a volta da família Bolsonaro ao comando do país. Ademais, a corrupção saltou para o posto de segunda maior preocupação nacional (20%), atrás apenas da violência (27%) — outro fator que atua contra o status quo de quem está à frente do governo federal no momento do recorte.
Em cinco dos sete cenários estimulados de primeiro turno para presidente, o petista aparece empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. Lula só lidera fora da margem em dois cenários: quando os governadores Ratinho Junior (PR) ou Ronaldo Caiado (GO) aparecem como candidato do PSD na disputa.
No cenário com Ratinho Junior, Lula tem 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Ratinho Junior registra 7%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 3%, ambos tecnicamente empatados dentro da margem de erro. No cenário com Caiado, Lula marca 39% e Flávio Bolsonaro, 32%. Caiado aparece com 4% e Zema com 2%, também empatados dentro da margem de erro.
Esta pesquisa eleitoral da Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março, e foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% (registro no TSE nº BR-05809/2026).
Cansaço com a política se reflete na pesquisa eleitoral
“O que começa a aparecer nas pesquisas é mais um cansaço com a política, algo que o Brasil vem vivendo há alguns anos”, afirma o cientista político Samuel Oliveira. “A sequência de crises institucionais como disputas entre Poderes, CPI, investigações, tensões entre Congresso, STF e governo, acaba sendo percebida pelo eleitor como um único pacote de desordem política“, diz ele.
Nesse ambiente, Oliveira observa que o presidente da República inevitavelmente absorve parte do desgaste. “Ele é visto como a principal autoridade do país, mesmo quando os problemas não nascem diretamente no governo federal”.
Para Oliveira, esse fenômeno também precisa ser lido dentro da polarização política que marca o Brasil desde meados da década passada, algo que não é exclusivo do Brasil. “Democracias no mundo vêm enfrentando ciclos semelhantes de tensão permanente entre campos políticos opostos. Nesse contexto, qualquer crise institucional tende a ser amplificada porque cada lado interpreta os fatos como prova de que o outro representa um problema estrutural para o país”, avalia o cientista político.
Clima antissistema tem potencial de beneficiar a oposição nas eleições
“No caso de Flávio Bolsonaro, existe um paradoxo. Ele se beneficia de uma parte desse ambiente porque seu sobrenome mobiliza um eleitorado que se identifica com a ideia de enfrentamento ao sistema político. Por outro lado, ele carrega também os passivos da própria família e do período em que o pai esteve no poder”, pontua Oliveira.
Na visão dele, Flávio Bolsonaro pode canalizar o sentimento de oposição ao governo atual. E faz uma observação relevante: pesquisas eleitorais são voláteis e capturam o humor político do momento, não o desfecho da eleição.
“O eleitor brasileiro costuma reagir muito rapidamente às condições econômicas. Se houver melhora perceptível em emprego, renda, inflação ou custo de vida e segurança, o ambiente político pode mudar de forma significativa”, acredita Oliveira, mantendo em perspectiva que, em eleições anteriores, mudanças no cenário econômico alteraram percepções de governo e intenção de voto no Brasil.
“Por isso, o que as pesquisas indicam agora pode ser menos uma consolidação de tendência e mais um sinal de que o eleitor está mais impaciente e sensível ao contexto político atual, e esse é o dado mais importante, algo que ainda pode se transformar dependendo da evolução da própria política e do clima institucional”, afirma.
Brasil
Deputada do CE recebe tornozeleira da PF por suspeita de fraude no INSS
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), do Ceará, passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, a partir desta terça-feira (17), entre os mandados cumpridos pela Polícia Federal na Operação Indébito. A ação é um desdobramento da operação Sem Desconto, deflagrada no ano passado após investigações apontarem uma fraude bilionária no INSS contra aposentados e pensionistas.
Ao todo, a Polícia Federal e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem dois mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e outras medidas cautelares no estado do Ceará e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, afirmou a autoridade em nota.
A Gazeta do Povo procurou o gabinete da deputada Gorete Pereira para se pronunciar sobre a operação e aguarda retorno.
As primeiras informações da operação apontam que o nome de Gorete Pereira apareceu nas investigações vinculado a uma das entidades investigadas por realizar descontos associativos irregulares em aposentadorias e pensões. A suspeita da Polícia Federal é de que a parlamentar teria recebido uma procuração com poderes para firmar acordos de cooperação com o INSS.
Um empresário e uma advogada da associação investigada foram presos. Também foram apreendidos carros de luxo, grandes quantias de dinheiro e aparelhos eletrônicos.
Gorete Pereira fazia parte do PL e se filou ao MDB em 2026, sendo eleita para a suplência — que cumpre mandato agora — na última eleição geral de 2022 com 36,5 mil votos. Ela já era investigada por suspeita de envolvimento no esquema de fraude no INSS.
“Diante de recentes rumores e especulações envolvendo meu nome em suposto esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), venho a público esclarecer que repudio veementemente insinuações ou acusações neste sentido”, disse a parlamentar em maio do ano passado em uma rede social.
Mais informações em instantes.
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