Coronavírus
É #FAKE que uso de máscara de proteção faça mal à saúde tornando o sangue mais ácido
Vídeo com fala de médico do Rio de Janeiro tem viralizado. Ele é contestado pelo Ministério da Saúde e por especialistas da área.
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Um vídeo de um médico do Rio de Janeiro que diz que o uso da máscara de proteção prejudica as trocas gasosas e torna o sangue mais ácido, o que facilita com que o coronavírus se prolifere no organismo, tem viralizado nas redes sociais. Mas a mensagem é #FAKE.
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— Foto: G1
No vídeo, o médico João Vaz diz: “A máscara serve para você usar quando estiver falando com alguém com menos de 1,5 metro de distância. Fora isso, não tem serventia. Só é boa pro vírus, porque ele se propaga graças a disso. Com a máscara, o gás carbônico não sai com facilidade, e na próxima vez em que você mandar o ar pros pulmões, você vai levar partículas de gás carbônico novamente para dentro dos pulmões. Essas partículas voltam para o sangue na troca gasosa, e esse gás carbônico misturando com a água forma o acido carbônico. Acidifica o sangue. E acidificando, você vai ter um meio propício, ideal pro vírus, que precisa de ácido”.
À CBN, o Ministério da Saúde rebate enfaticamente todo o conteúdo. Esclarece que “não há embasamento técnico-científico na afirmação que tem circulado nas redes sociais de que ‘ao usar máscara, a pessoa respira gás carbônico e acaba acidificando o sangue, fazendo do corpo um lugar ideal para o vírus’”. “As máscaras apresentam poros que permitem a realização das trocas gasosas”, diz o órgão.
O médico, que fornece seu celular no vídeo para quem quiser fazer consultas por telefone e conseguir receitas médicas, diz ainda: “Se você não estiver falando com alguém, se estiver andando na rua, não use máscara. Não tem sentido. (…) Parece que estão querendo nos matar com informações falsas”.
Diante disso, o ministério reforça que orienta a população a usar máscaras “em todos os ambientes, incluindo lugares públicos e de convívio social, que protege contaminar outras pessoas de seus próprios germes” e explica que “quando tossimos ou espirramos, todas essas gotículas são filtradas no interior da máscara, evitando a disseminação de substâncias potencialmente carregadas de vírus”.
A pasta também chama a atenção para a necessidade de se manter hábitos de higiene que ajudam a diminuir as chances de contaminação: lavar bem as mãos, proteger nariz e boca com o braço ao espirrar e tossir, evitar tocar nos olhos, nariz e boca e também não tocar pessoas que estejam doentes.
Procurado pela CBN, o médico João Vaz reafirma tudo o que foi dito no vídeo. “Tenho 49 anos de medicina. A máscara é boa, mas não no meio da rua, na praia. Quando você inspira o ar sem máscara é uma coisa. Com a máscara, a puxada de ar não é igual”.
O médico José Rodrigues Pereira, pneumologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que nem mesmo os modelos utilizados por profissionais de saúde, que são mais vedados do que os usados pelo cidadão em geral, podem gerar o que Vaz descreve em seu vídeo.
“Estudos realizados por ocasião da infecção por Sars, em 2003, mostraram que a utilização de máscaras do tipo N95, com malha densa, bem vedadas, por enfermeiras por 3 horas seguidas pode aumentar a taxa de gás carbônico no sangue. Mas discretamente, dentro de níveis normais. Com isso, também pode haver aumento do pH do sangue. Mas também é discreto, em parâmetros normais”, afirma o médico.
“As máscaras que estão sendo utilizadas pelo público de uma forma geral, na rua, no supermercado, não são as mesmas dos profissionais de saúde. São feitas de tecidos que trazem facilidade maior na troca gasosa. As de algodão não têm potencial de bloquear de forma tão significativa como a N95, a ponto de alterar a concentração do gás carbônico e oxigênio e de mudar o pH do sangue. Diante de uma orientação nesse sentido, de que as máscaras são prejudiciais, deve ser questionado o caráter do médico. A segurança das máscaras já foi avaliada anteriormente.”
Alberto Chebabo, infectologista e diretor da Divisão Médica do Hospital Clementino Fraga Filho, confirma que o acúmulo de gás carbônico no organismo pode, sim, causar acidose no sangue. Mas não é verdade que o uso de máscara provoque isso.
“A troca gasosa pode até ser um pouco dificultada, mas isso não acontece. A troca ocorre mesmo com a máscara, principalmente as caseiras ou cirúrgicas, que são as recomendadas para uso pela população”, Chebabo explica. “Também não é verdade que o SARS-CoV-2 prefira o meio ácido para infectar ou se reproduzir.”
O médico reitera que a máscara é recomendada quando a pessoa sai à rua ou está em ambientes fechados. “Em casa, a máscara só é necessária se alguma pessoa que vive na residência estiver sintomática respiratória.”
Professor titular de infectologia da UFRJ, Mauro Schetcher reforça que a troca gasosa não é alterada pela máscara. “Isso é uma completa estultice. Se a troca gasosa fosse afetada e houvesse acúmulo de gás carbônico, a pessoa entraria em narcose. O organismo compensa com facilidade possíveis alterações nas concentrações de oxigênio e gás carbônico do ar. Se não, em um engarrafamento haveria contaminações em massa.”
O médico continua: “Quanto ao vírus precisar de ácido, é outra estupidez sem tamanho. Vírus não se multiplica. Quem o multiplica e permite que agrida o hospedeiro são as células que ele infecta. E as células funcionam melhor em seu pH normal. Acidez ou alcalinidade fora do usual interferem de forma negativa em seu funcionamento e, em consequência, alteram a capacidade de produzir novos vírus.”
A equipe do Fato ou Fake já desmentiu outras informações falsas que vêm sendo compartilhadas a respeito das máscaras, seja em relação à sua eficácia para a contenção da propagação do coronavírus – o que é consenso na comunidade científica –, seja a respeito de possíveis malefícios à saúde – o que é rechaçado.
Uma delas afirma que o uso leva a risco de hiperventilação e de intoxicação pelas micropartículas do material de que a máscara é feita e impede a oxigenação pulmonar. Nenhuma das informações procede, de acordo com médicos consultados pela CBN.
A explicação é simples: a máscara, seja a do tipo profissional, seja a artesanal, não é hermeticamente fechada. Se fosse totalmente vedada, categorias profissionais que fazem uso corrente da proteção no dia a dia, como médicos, enfermeiros e pessoas que lidam com produtos químicos passariam mal com elas e sofreriam sensação de asfixia (quando a pessoa é sufocada). Ou seja, estando de máscara, a pessoa não deixa de inspirar oxigênio e de eliminar o dióxido de carbono; portanto, a oxigenação do organismo não fica prejudicada.
O médico João Vaz já gerou controvérsia por conta de um vídeo anterior, que viralizou em maio, no qual ele questiona os procedimentos adotados em hospitais para casos graves de Covid-19, como a intubação de pacientes, defende o uso da cloroquina para tratar o coronavírus – um medicamento ainda não comprovadamente eficaz e seguro para a Covid-19 – e se posiciona contra as medidas de isolamento social adotadas para conter o espalhamento do vírus.
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É #FAKE que uso de máscara de proteção faça mal à saúde tornando o sangue mais ácido — Foto: Reprodução
FONTE:G1
Coronavírus
Criança em tratamento contra o câncer morre em Sergipe
Kemilly de apenas 6 anos de idade morava no sertão de Sergipe, fazia tratamento contra um câncer e morreu na madrugada dessa quinta-feira (13). Muito querida pelo seu jeito carinhoso, a grande batalhadora lutava pela vida com o diagnóstico de Rabdomiossarcoma, um tipo de câncer que se desenvolve nos músculos ligados aos ossos.
A criança chegou a testar positivo para a Covid-19, mas passou pela doença, fez outro teste que deu negativo, mas já estava fragilizada pelo câncer também. O enterro acontecerá na tarde desta quinta-feira (13), no município de Monte Alegre, sertão de Sergipe. Nas redes sociais, Pricila Andrade e Jaquelline Cruz, apoiadoras do Gaac lamentaram a morte de Kemilly.
Fred Gomes, responsável pela comunicação do Gaac, também se manifestou com um depoimento de quem esteve de perto durante todo o tratamento:
“Por mais que soubesse da real situação da sua saúde, eu acreditava que você iria passar um bom tempo conosco, nos presenteando com este lindo sorriso.
Acordar 2h da manhã com a notícia do seu falecimento não foi fácil, não está sendo fácil, estou arrasado. Quantas vezes conversamos, rimos e quantos abraços apertados sem querer me largar você me deu! Aprendi muito com você minha guerreira, foram anos de muito aprendizado e vai deixar muita saudade desse jeito meigo, carinhoso de um jeito que só você tinha. Obrigado minha princesa por tudo, um vazio muito grande sem você aqui, as lembranças das nossas brincadeiras os momentos em que te visitei em casa, nosso último almoço, quando o tio Fred te levou em casa quando você saiu de alta, paramos na estrada para almoçar. Momentos que jamais irão se apagar da minha memória. Que Deus fortaleça sua mãe e peço orações para ela neste momento. Daqui a pouco estarei no nosso sertão para te dar o último “ADEUS”. Vai com os anjos, vai em paz Kemilly. Não é fácil para mim, aos longos dos 20 anos de Gacc foram vários filhos que partiram. Isso mesmo, filhos, tenho cada criança ali como um filho meu, me dedico ao máximo para amenizar a dor e o sofrimento de cada acolhido e fortalecer cada mãe cada pai que ali chegam.”
O GACC
O Grupo de Apoio à Criança com Câncer de Sergipe (GACC/SE) nasceu em 1999, graças à iniciativa de Lygia Ribeiro e suas filhas, com o objetivo de melhorar a difícil realidade vivida pela criança e adolescente com câncer no estado. Há alguns anos, observando a crescente demanda, o GACC ampliou o seu atendimento à crianças e adolescentes com doenças hematológicas.
Ligue e saiba como doar: (79) 3211-5642 / (79) 99146-4544
Silas Aguiar / Descontrair.com
Informações Policiais
Fonte: Portal A8
Coronavírus
‘Quero rosas brancas enfeitando meu caixão’, disse técnico de enfermagem à mãe antes de ser entubado e morrer de Covid aos 22 anos em MT
A mãe de Klediston Kelps, de 22 anos, disse que o filho já sabia que não resistiria à entubação e que ele se despediu da família no dia em que foi para a UTI.
Klediston Kelps, de 22 anos, morreu de Covid-19 em Mato Grosso — Foto: Facebook
A mãe do técnico de enfermagem Klediston Kelps, de 22 anos, que morreu com Covid-19 no último sábado (25), disse que o filho já sabia que não resistiria à entubação e que ele se despediu da família no dia em que foi para a unidade de terapia intensiva (UTI).
Klediston deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, no final de junho. O estado de saúde dele se agravou, e, no dia 18 de julho, o jovem foi transferido para a UTI de um hospital particular do município, onde ficou sete dias internado. No sábado (25), ele não resistiu e morreu.
A mãe de Klediston, Elisângela da Silva Faria, de 40 anos, conta que no dia em que seria entubado, o técnico de enfermagem mandou mensagem para a família e para a mãe, dizendo que poderia não resistir.
Na mensagem à mãe, o jovem disse que, caso fosse a óbito, gostaria de ter flores brancas e uma vermelha no caixão dele.
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Em mensagem à mãe, no dia em que foi entubado, Klediston falava o que queria antes de morrer — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Elisângela disse que ele também mandou um adeus no grupo da família. A mãe lamentou a perda.
“Eu perdi a coisa mais preciosa da minha vida. Ele era uma luz para mim e na hora em que ele morreu, antes mesmo de saber, eu senti meu filho indo embora”, conta.
Elisângela contou que não pôde realizar o desejo do filho, já que, por causa da doença, não houve velório e o sepultamento foi feito com o caixão lacrado.
No entanto, a mãe levou as flores pedidas pelo filho até o local em que ele foi enterrado.
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Elisângela levou as rosas que o filho pediu no outro dia — Foto: Arquivo pessoal
Klediston era técnico de enfermagem concursado em Primavera do Leste e cursava o último semestre de enfermagem no município. Elisângela, que é técnica de enfermagem do Samu, conta que o filho já tinha muitos planos e sonhos para a carreira dele.
“Ele dizia que queria seguir meus passos, e que por isso tinha escolhido a enfermagem. Mas também dizia que não queria parar por ali, sonhava em terminar o curso e se tornar enfermeiro e depois estudar ainda mais, até chegar ao doutorado. Meu filho era muito dedicado em tudo que fazia. Ele estudou muito para passar no concurso do local em que trabalhava. E estudava ainda mais”, relata.
A mãe conta que, apesar de ter se mudado para Primavera do Leste para assumir a vaga do concurso, Klediston continuava mantendo contato com a mãe diariamente.
“Meu filho era muito carinhoso. Sempre ligava, escrevia poesias, demonstrava o amor dele. No telefone também debatia assuntos comigo, tirava dúvidas sobre a área, sempre querendo saber mais e estudar mais”, diz.
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Kledson se formou em 2017 como técnico em enfermagem e atualmente cursava o último semestre no curso de enfermagem — Foto: Arquivo pessoal
A família do técnico em enfermagem acredita que ele foi contaminado pela Covid-19 durante os plantões no trabalho. Klediston havia pegado dengue semanas antes. Por causa disso, o sistema imunológico já estava debilitado.
Junto a isso, a mãe conta que a família tem histórico de cardiopatia e que acredita que a comorbidade possa ter influenciado na recuperação.
Os primeiros testes feitos no jovem deram negativo para Covid-19. Segundo Elisângela, quando Klediston foi diagnosticado, os sintomas já eram mais fortes.
“Ele me mandava mensagem, estava sofrendo. As enfermeiras me falavam que ele rolava de dor”, lembra.
Apesar disso, a mãe conta que ainda tinha esperanças e esperava pela saída do filho, mas notou que, nos últimos dias de vida, ele estava se sentindo mais cansado e sem forças.
A prefeitura lamentou a morte do jovem e disse que no trabalho ele era dedicado, atencioso e cuidadoso.
O jovem atuava em um posto de saúde, fazia plantões no setor de urgência e emergência da UPA.
O resultado do exame que confirmou a morte por coronavírus saiu na segunda-feira (27).
Mato Grosso já registrou, até essa segunda-feira (27), 46 mil casos de Covid-19 e 1.669 mortes em decorrência da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
Assista a Reportagem : http://g1.globo.com/mato-grosso/videos/v/tecnico-em-enfermagem-de-22-anos-morre-de-covid-em-primavera-do-leste/8733799/
Fonte: G1.com
Aquidabã
Idoso diagnosticado com Covid-19 é detido por desrespeitar isolamento em Aquidabã
De acordo com a polícia, ele assinou um Termo de Ocorrência (TCO) com base na lei que fala sobre sobre a infração da determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.
Um homem de 65, diagnosticado com a Covid-19, foi detido pela Polícia Civil por desrespeitar as ordens sanitárias de isolamento social e estar andando pelas ruas do município de Aquidabã. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (23).
De acordo com a polícia, o idoso assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 268 do Código Penal, que trata sobre a infração da determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Em seguida, foi liberado.
Em Aquidabã, sete pessoas morreram vítimas da Covid-19 e 315 foram confirmadas com o novo coronavírus.
Via G1/SE
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