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Doença rara faz menina de 14 anos pesar 140 kg e parar de andar em SP

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Allicia Vitória da Silva foi diagnosticada com Síndrome Prader-Willi e autismo aos três anos.

Allicia tem síndrome rara que causa obesidade e deficiência intelectual — Foto: Arquivo Pessoal

Uma adolescente de apenas 14 anos, moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, está buscando ajuda para conviver com uma rara doença, considerada incurável, que a faz pesar mais de 140 kg. A síndrome genética, conhecida como Prader-Willi, fez Allicia Vitória da Silva perder toda a mobilidade, até ficar sem andar e desenvolver arritmia. Por não ter cura ou tratamento efetivo, a família da jovem, que também é autista, tenta buscar soluções para melhorar sua qualidade de vida.

Em entrevista ao G1 neste domingo (12), a mãe da jovem, Adriana de Assis Silva, de 40 anos, conta que o diagnóstico da filha foi dado aos três anos e meio de idade. Moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, ela conta que a filha não falava e não respondia ao ser chamada pelo nome, o que fez ela procurar um neurologista. “O pediatra falava que ela era preguiçosa. Mudei de médico e, ao procurar a neuro, descobri que ela tem autismo e Síndrome de Prader-Willi”, relembra.

Adriana não conhecia o espectro autista e nem a síndrome, e relata que ficou em choque ao descobrir o que ela causava nos pacientes. A mãe buscou tratamentos em diversos lugares e conta que viajou para a capital paulista, diversas vezes, em busca de algo que ajudasse Allicia. “Meu chão caiu. Eu não aceitava o diagnóstico dela. Estou cansada de ouvir que não tem jeito, que não tem uma cura para minha filha”, desabafa.

Família luta por mais qualidade de vida da jovem  — Foto: Arquivo Pessoal

Família luta por mais qualidade de vida da jovem — Foto: Arquivo Pessoal

A síndrome que causa obesidade, apetite excessivo, deficiência intelectual e perda de estatura, requer muitos cuidados. A menina precisa fazer dieta, mas mesmo com uma alimentação restritiva, o ganho de peso é inevitável.

A luta para levar uma boa qualidade de vida para a menina começou cedo, mas sem um tratamento efetivo para a síndrome, as dificuldades só aumentam. Ao longo dos anos Allicia, teve uma rotação no quadril, a perna esquerda diminuiu em sete centímetros e ela começou a ter convulsões frequentes.

“Os dias e as noites são em cima de um colchão na sala, porque ela não consegue mais andar. Ela tem convulsões, desmaios e baixa oxigenação. Não sei como o corpo dela está reagindo ainda. Vejo [minha filha] definhar na minha frente sem poder fazer nada”, lamenta Adriana.

Allicia frequenta hospitais na capital para acompanhamento — Foto: Arquivo Pessoal

Allicia frequenta hospitais na capital para acompanhamento — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe relata que mora em uma casa pequena e a menina precisa ficar em um colchão no chão. Ela sente dificuldades para dormir e acorda muitas vezes sem respirar, precisando da ajuda da mãe e de cuidados durante todo o dia. Ela precisa de cadeira de rodas, mas para conseguir andar com o equipamento ele precisa estar adaptado para o corpo dela e ter algumas exigências, como a parte de apoio aos pés mais elevada.

Para comprar a cadeira, que custa mais de R$ 3 mil, a família de Allicia começou uma corrente nas redes sociais para divulgar ações e contar a história da menina. Por meio das redes sociais dos parentes, os doadores podem entrar em contato. “Antes precisávamos de uma cadeira de banho também, mas um empresário viu a história e adequou a dela, mudando tudo. Já foi uma grande ajuda”, comenta a mãe da jovem.

Dedicada integralmente à filha, Adriana conta que apenas o marido trabalha, e mesmo assim há dificuldades para bancar os medicamentos e viagens à hospitais. “Queria muito uma cama hospitalar, um cômodo maior para que minha filha ficasse confortável. O bem estar dela é o que mais queremos”, completa.

Adriana e Allicia são moradoras de Guarujá, no litoral de São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

Adriana e Allicia são moradoras de Guarujá, no litoral de São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

Síndrome de Prader-Willi

A neuropediatra Márcia Fernandes Cascardi, que acompanha Allicia há três anos, diz que o diagnóstico da síndrome de Prader-Willi é raro. Ela explica que acomete uma em cada 10 mil pessoas. A médica esclarece que a doença causa fome compulsiva, propensão a obesidade e gera diversos problemas para a saúde do paciente.

“A pessoa é capaz de abrir a geladeira e comer a comida gelada, comer coisas que não fazem bem para a alimentação”. Ela diz que o caso de Allicia é severo, devido ao peso que a jovem tem. Ela diz que, por não ter cura, são feitos tratamentos para as doenças que ela desenvolveu por conta da síndrome, como a arritmia.

“A circulação também fica afetada. Ela fica com o pé roxo e o corpo gelado. Por conta disso ela corre riscos também”. A médica explica que eles buscam maneiras de minimizar os danos causados pela doença e proporcionar mais qualidade de vida. “Encaminhei [o caso] para uma junta do Ambulatório de Obesidade, com médicos especializados para avaliar as possibilidades de uma cirurgia para a Allicia”, finaliza a médica.

Allicia foi diagnosticada ainda na infância — Foto: Arquivo Pessoal

Allicia foi diagnosticada ainda na infância — Foto: Arquivo Pessoal

A médica nutróloga Vanessa Miramoto, de 37 anos, explica que logo após o nascimento há alguns indícios, como fraqueza e dificuldade para mamar, que indicam a doença. “Problemas de estatura geram uma fraqueza, e por conta disso [a criança] demora para andar, tem mais desequilíbrio, algumas fragilidades”, explica Vanessa. A propensão para obesidade acontece por uma alteração hormonal, e o sobrepeso pode causar outras doenças, como no caso de Allicia.

“Há uma região do cérebro que provoca uma alteração hormonal que faz com que a criança tenha fome excessiva. Junta a fome e aumenta o risco de obesidade da síndrome e, por isso, começam a surgir outros problemas como hipertensão, diabetes, ou no caso da jovem, deslocamento”, explicou a médica. Vanessa reitera que não há cura, apenas tratamentos que podem minimizar os problemas causados pela síndrome.

Allicia faz acompanhamento em um hospital na capital paulista — Foto: Arquivo Pessoal

Allicia faz acompanhamento em um hospital na capital paulista — Foto: Arquivo Pessoal

Via G1.com

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AGU cria grupo para recuperar dinheiro das vítimas de fraude no INSS

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Grupo será formado por oito advogados públicos

Foto:© Wesley Mcallister/AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) criou nesta quarta-feira (23) um grupo especial para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida foi tomada após a deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

O grupo será formado por oito advogados públicos que vão atuar para propor medidas judiciais e administrativas para obter a reparação dos valores descontados e os danos causados contra o INSS.

Os profissionais também devem propor medidas de prevenção e enfrentamento de situações de fraudes contra a seguridade social.

De acordo com o advogado-geral da União, Jorge Messias, a AGU vai atuar para garantir a renda dos trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

“O Estado brasileiro, os aposentados e pensionistas foram lesados por esse esquema. Por isso, também vamos buscar a responsabilização das entidades que promoveram os descontos ilegais e recuperar cada centavo desviado”, afirma Messias.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi afastado pela Justiça em função das investigações da Operação Sem Desconto.

Fonte: Agência Brasil

 

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Pé-de-Meia Licenciaturas: autorizada segunda chamada

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Com o objetivo de incentivar a formação de futuros professores e fortalecer a qualidade do ensino no país, o Ministério da Educação (MEC) atualizou o cronograma do programa Pé-de-Meia Licenciaturas. A mudança foi oficializada por meio da retificação do Edital nº 1/2025, publicada na última sexta-feira (4) no Diário Oficial da União.

O programa, vinculado à iniciativa Mais Professores para o Brasil, oferece bolsas a estudantes de cursos de licenciatura aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), desde que tenham obtido nota igual ou superior a 650 pontos no Enem 2024.

Com a atualização, o pagamento das bolsas para os aprovados na primeira chamada está previsto para o quinto dia útil de maio. O resultado preliminar já foi divulgado e os candidatos podem interpor recursos entre os dias 5 e 9 de abril. O resultado final será publicado no dia 14.

A segunda chamada será aberta no próximo domingo (7), e poderão participar os candidatos elegíveis que não foram contemplados anteriormente. Para isso, é necessário fazer o cadastro de currículo e a pré-inscrição na plataforma Freire.

O processo exige que o estudante cadastre seu currículo, preencha os dados pessoais, acesse a aba do Pé-de-Meia Licenciaturas, aceite o termo de ciência e informe a matrícula na instituição de ensino superior. Quem ainda não tiver efetuado a matrícula pode seguir com o processo utilizando apenas o CPF.

Para os aprovados na segunda chamada, o pagamento da bolsa será feito até o quinto dia útil do mês seguinte ao cadastramento da instituição no Sistema de Pagamento de Bolsas (SCBA), gerido pela Capes.

O Pé-de-Meia Licenciaturas integra o programa Mais Professores para o Brasil, criado pelo Decreto nº 12.358/2025. A iniciativa prevê uma série de ações voltadas à valorização e formação de professores, incluindo a Bolsa Mais Professores, a Prova Nacional Docente, o Portal de Formação e parcerias com outras pastas e instituições públicas. A meta é alcançar 2,3 milhões de docentes em todo o território nacional.

Fonte: MEC

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Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

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Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

Imagem: © Ricardo Stuckert/PR

O governo federal lançou nesta quarta-feira (12) o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado a trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT).

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) que cria o sistema de crédito foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em até quatro meses, o texto precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para se transformar em lei federal e seguir valendo.

Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programa, que abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados.

O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país.

Na prática, o novo consignado entra em vigor no próximo dia 21 de março, por meio da página da Carteira de Trabalho Digital na internet e em aplicativos de celulares. A seguir, confira os principais pontos do sistema de crédito, que deve reduzir pela metade os juros cobrados no crédito pessoal.

Como acessar o crédito

Na primeira fase do programa, que entrará em vigor no dia 21 de março, o empregado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado deverá acessar a Carteira de Trabalho Digital. Nesta plataforma, ele vai solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo governo federal.

Entre os dados que ficarão acessíveis aos bancos estão nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o interessado receberá ofertas em até 24 horas, analisará a melhor opção e fará a contratação no canal do banco.

A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

Portabilidade do crédito

A portabilidade de crédito entre os bancos, para os clientes que desejem migrar para empréstimos mais baratos, poderá ser realizada a partir de 6 de junho. Em até 120 dias, quem já tem um consignado ativo poderá fazer a migração para a nova linha de crédito na mesma instituição financeira.

Redução de juros

A previsão é que as taxas de juros de crédito aos trabalhadores caiam de cerca de 103% ao ano para 40% ao ano, menos da metade do que é cobrado hoje em dia, em média. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.

Atualmente, o consignado do setor privado conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos. É bem inferior aos mais de R$ 600 bilhões disponíveis a servidores públicos e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Limites e garantias

Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.

Os limites do consignado para trabalhadores celetistas terão o teto de 35% do salário comprometido com parcelas do empréstimo e a possibilidade de usar 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS) para o pagamento dos débitos, em caso de desligamento do emprego.

Caso o saldo do empréstimo não seja quitado após o desligamento do emprego, a dívida fica vinculada à conta do eSocial e, quando o trabalhador estiver em um novo emprego CLT, a cobrança das parcelas volta a descontar diretamente em folha.

A Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo federal, foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema do Crédito do Trabalhador, que integra a carteira de trabalho digital, o FGTS Digital e o eSocial.

Fonte: Agência Brasil

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