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As tecnologias apresentadas em feira do agro em Santa Catarina

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Nos pavilhões do Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), a projeção de R$ 1 bilhão em negócios para a Mercoagro 2026 não se sustenta apenas na venda de grandes máquinas de processamento ou plantas frigoríficas. O volume financeiro, que consolida a feira como uma das maiores do setor na América Latina, encontra suporte em um espaço de densidade técnica elevada, que é novidade desta edição.

O “Salão de Inovação” reúne 20 startups com estandes próprios entre esta terça (17) e a próxima sexta-feira (20). No portfólio estão soluções que buscam resolver gargalos operacionais, sanitários e energéticos, evitando prejuízos ao setor.

De acordo com a gerente regional do Sebrae-SC, Marieli Aline Musskopf, a ideia é criar uma conexão direta entre quem detém o problema, que é a grande indústria, e quem desenvolve a solução, no caso do empreendedor de base tecnológica. “É uma conexão estratégica entre tecnologia, mercado e competitividade, que contribui para a modernização e o crescimento sustentável do setor”.

As empresas selecionadas atuam em diferentes frentes da cadeia produtiva, com soluções que envolvem rastreabilidade, eficiência energética, biossegurança, automação industrial, inteligência artificial, gestão estratégica e sustentabilidade (veja lista abaixo).

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Visão computacional para identificar frangos vivos após o abate

Um dos pontos críticos da indústria de aves ocorre logo no início da linha de abate. O frango que chega vivo à etapa de escaldagem no tanque de água quente para remoção de penas pode gerar uma infração do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Quando detectada, a irregularidade pode levar à paralisação total da planta até que a causa seja identificada e corrigida.

É neste gargalo que atua a Dimo Soluções em Tecnologia, de Chapecó, com o projeto Active Chicken. A ideia, que nasceu em uma pesquisa de mestrado de Marcos Antônio Moretto, hoje diretor-executivo da empresa e professor da Unochapecó, utiliza visão computacional e inteligência artificial para monitorar a linha pós-abate em tempo real.

O sistema opera de forma autônoma e offline, identificando aves que não foram devidamente sangradas antes de entrarem nos tanques. Os testes realizados em unidades da JBS em Itapiranga (SC) apontaram uma assertividade de 90%, segundo Moretto.

O desafio técnico atual reside no refinamento dos algoritmos para eliminar o que os desenvolvedores chamam de “falso positivo”. Isso quer dizer que, em alguns casos, espasmos musculares pós-morte das aves levaram o sistema a identificar movimento onde não há vida.

O empreendedor por trás da empresa, que até o momento operou com recursos próprios, busca a Mercoagro como vitrine para atrair parceiros comerciais que viabilizem a entrada definitiva no mercado. “O network gerado na feira vai ser fundamental para mostrarmos que a visão computacional pode atuar em outros segmentos dentro do frigorífico”, explicou Moretto.

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Startup que transforma granja em central de dados já captou R$ 4,5 milhões

Se na linha de abate o foco é a imagem, no campo o foco se desloca para o dado invisível. A PecSmart, startup com sede em Florianópolis e atuação nacional, apresenta um portfólio que transforma a granja em uma central de dados. A empresa, que já captou aproximadamente R$ 4,5 milhões entre fundos privados e subvenções econômicas, monitora cerca de 200 lotes de suínos e mais de 400 silos de ração em todo o país.

O monitoramento zootécnico da startup utiliza bioacústica para identificar problemas respiratórios em suínos através do som da tosse dos animais. Com isso, antecipa surtos de doenças antes que os sinais clínicos sejam visíveis ao olho humano.

Complementarmente, sensores de visão computacional fazem o controle de peso e a contagem dos animais sem a necessidade de manejo físico, reduzindo o estresse. No armazenamento, o sistema SmartFeed monitora o estoque de ração em tempo real, evitando interrupções no ciclo de engorda. Para Diego Jacob Kurtz, sócio-fundador da PecSmart, a Mercoagro é estratégica por estar no coração do polo produtivo catarinense.

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Tratores 100% elétricos eliminam ruído e emissão em aviários e galpões fechados

A tendência global de descarbonização e os critérios de ESG (ambiental, social e governança) vão ser representados na Mercoagro através da YAK Tratores, de Joinville. A empresa, que recebeu cerca de R$ 20 milhões em investimentos, aposta na eletrificação total de equipamentos de movimentação de carga e tratores agrícolas de baixa potência.

Diferente dos tratores movidos a combustão, as máquinas elétricas eliminam a emissão local de gases e reduzem drasticamente o ruído. No contexto da proteína animal, essa tecnologia resolve um problema de bem-estar: o uso de tratores a diesel dentro de aviários ou galpões fechados gera estresse térmico e acústico nas aves, além de comprometer a qualidade do ar para os trabalhadores.

Trator elétrico da YAK (Joinville) será apresentado na Mercoagro.Maquinário elétrico para uso no campo oferece vantagens como menor custo operacional, menos manutenção e redução de emissões. (Foto: YAK Tratores/Divulgação)

João André Ozório, fundador e diretor-executivo da YAK, destaca que o custo total de operação (TCO) é o principal argumento de venda para o produtor. “Motores elétricos possuem menos componentes sujeitos a desgaste, o que reduz a necessidade de manutenção. Além disso, o custo da energia tende a ser mais estável e menor do que o do diesel”, afirma.

A aplicação em ambientes sensíveis, como estufas e pavilhões de processamento, abre um nicho onde o motor a combustão tornou-se um entrave técnico e ambiental.

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Chapecó tem nove entre as 20 startups na feira internacional

Das 20 startups selecionadas para a Mercoagro, nove são de Chapecó, com maturação no Pollen Parque Científico e Tecnológico, em parceria com a Unochapecó e o Sebrae-SC. As demais vêm de outros polos catarinenses, como Joinville e Florianópolis, e até de outros estados, como Paraná e Rio Grande do Sul. Além da diversidade de origem e diferentes realidades, a gerente regional do Sebrae-SC chama a atenção para a variedade de soluções para atender toda a cadeia produtiva.

Em segurança alimentar, a gaúcha DUO Phage Dx apresenta diagnósticos microbiológicos baseados em bacteriófagos para detecção rápida de patógenos como Salmonella e Listeria. Já a Myozone foca na desinfecção por ozônio para reduzir a carga microbiana sem o uso de resíduos químicos.

Exemplos de bioeconomia e sustentabilidade vêm da EEnex Food Ingredients e a Energia Boa. A primeira trabalha na extração de proteínas funcionais de subprodutos que antes seriam descartados, agregando valor à carcaça e reduzindo o impacto ambiental. Por outro lado, a A Energia Boa traz a automação para biodigestores, transformando dejetos em biogás e energia limpa.

Em relação a rastreabilidade e governança, o destaque é para a 4bases, que digitaliza a validação socioambiental de produtores rurais, propiciando que a carne processada venha de propriedades em conformidade com as leis fiscais e ambientais. Um requisito obrigatório para a exportação para o mercado europeu.

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O mapa das startups no Salão da Inovação da Mercoagro 2026

A Mercoagro 2026 reúne mais de 230 expositores, que representam cerca de 650 marcas. A expectativa é que 25 mil pessoas passem pelo Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves até a próxima sexta-feira (20).

O caráter global do evento é reforçado pela participação de marcas internacionais e pelo interesse de compradores de diversos países, reafirmando o Brasil como um polo de referência em tecnologia frigorífica e segurança alimentar.

Para startups em estágio inicial, é a chance de falar com diretores de grandes players. Para as consolidadas, é o momento de validar novas funcionalidades diante do feedback direto de quem opera as plantas industriais. Para facilitar a classificação no espaço da Mercoagro, as empresas podem ser agrupadas em cinco eixos fundamentais que integram a cadeia produtiva:

1. Indústria 4.0 e automação de fábrica – soluções que utilizam sensores, visão computacional e IoT para monitorar o “coração” do processamento em tempo real.

  • Dimo (Chapecó-SC): inteligência artificial para identificação automática de frangos na linha de abate.
  • Bit Energy (Jaraguá do Sul-SC): monitoramento inteligente e preditivo de sistemas de refrigeração industrial.
  • Dashzoom (Chapecó-SC): dashboards analíticos para controle de indicadores de desempenho (OEE).
  • Triefe (Joinville-SC): sensores ópticos de alta precisão para controle de processos líquidos.
  • Guia Lean (Chapecó-SC): digitalização de auditorias e processos baseados em Lean Manufacturing.

2. Sustentabilidade, bioeconomia e energia (ESG) – inovações voltadas para a descarbonização, eficiência energética e aproveitamento integral de resíduos.

  • YAK Tratores (Joinville-SC): tratores 100% elétricos projetados para operação silenciosa e zero emissão.
  • Eenex Food Ingredients (Chapecó-SC): geração de proteínas funcionais a partir de subprodutos da cadeia frigorífica.
  • Energia Boa (Chapecó-SC): sistema inteligente para automação de biodigestores e produção de biogás.
  • XGraphene (Chapecó-SC): aplicações industriais de grafeno em revestimentos e embalagens de alta resistência.
  • Cenion (Chapecó-SC): baterias de íons de lítio para otimização de equipamentos de movimentação de carga.

3. Segurança alimentar e biosseguridade – tecnologias que propiciam o controle microbiológico e a integridade física das unidades produtivas.

  • DUO Phage Dx (Porto Alegre-RS): diagnóstico microbiológico ultrarrápido para detecção de Salmonella e Listeria.
  • Myozone (Jaguariúna-SP): equipamentos de ozonização para desinfecção de ambientes e superfícies sem resíduos químicos.
  • Colbrantec / SMG Tec (Chapecó-SC): Sistema automatizado de monitoramento e bloqueio de vazamentos de gás GLP.

4. Rastreabilidade, dados e gestão – a camada de inteligência que conecta o campo, a indústria e as exigências do mercado externo.

  • PecSmart (Florianópolis-SC): monitoramento zootécnico e de estoques de ração via IoT e bioacústica.
  • 4bases (Curitiba-PR): plataforma para validação de documentação socioambiental e fundiária de produtores.
  • Grafos Tech (Joinville-SC): algoritmos de alta performance para gestão e otimização logística de transporte.
  • Mentor Tecnologia (Chapecó-SC): integração de planejamento estratégico e execução operacional orientada por dados.
  • Registro Digital (Chapecó/SC): monitoramento de vulnerabilidades digitais e proteção de dados estratégicos.

5. Mercado e ecossistema de inovação – ferramentas para potencializar as vendas e a cultura de inovação aberta nas empresas.

  • Hub89 (Chapecó-SC): software de gestão para estruturação de programas de inovação corporativa.
  • Redrive (Chapecó-SC): plataforma de CRM e automação comercial potencializada por inteligência artificial.

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Tarcísio sanciona pacote para educação que inclui hino nacional em escolas

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O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou, nesta terça-feira (17), quatro leis voltadas para a educação estadual. Os projetos tratam da obrigatoriedade da execução do hino nacional nas escolas, da instituição de um perímetro de proteção escolar, da criação de um programa de combate à pedofilia e exploração sexual e da amamentação em creches.

O hino nacional, agora, precisa ser executado ao menos uma vez por semana, preferencialmente às sextas-feiras, nas escolas públicas e privadas de todo o estado, sempre antes das aulas. O projeto foi apresentado pelos deputados estaduais Lucas Bove (PL), Tomé Abduch (Republicanos), Gil Diniz (PL), Major Mecca (PL) e Dirceu Dalben (Cidadania). A norma complementa a obrigatoriedade do hasteamento da bandeira do Brasil nas mesmas instituições de ensino. O hino deve ser cantado.

Já a proposta da deputada Graciela (PL), agora transformada em lei, diz respeito apenas às escolas públicas estaduais. A norma fixa em 100 metros o chamado “perímetro de proteção escolar”. Neste perímetro, seriam executadas “ações de prevenção”. O texto, porém, não cria obrigações de patrulhamento ou medidas específicas, citando apenas que as “ações de prevenção” combaterão a venda de substâncias proibidas a crianças e adolescentes e “outros tipos de ameaças diversas que possam afetar a segurança da comunidade escolar”.

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A lei que autoriza a criação do  Programa de Combate aos Crimes de Pedofilia e Exploração Sexual Infantil nas escolas estaduais foi proposta pelos deputados estaduais Paulo Mansur (PL) e Gil Diniz (PL). Além da autorização para as despesas, o governo tem também o aval para capacitar profissionais, criar uma rede de apoio para suporte às vítimas, celebrar parcerias com o Ministério Público e o Judiciário, promover campanhas educativas e implementar protocolos de proteção.

Tarcísio também sancionou um projeto de 13 deputadas de esquerda que obriga as creches estaduais a terem salas de amamentação ou aleitamento. Além da disponibilização de espaços, a lei obriga os servidores das creches a orientarem as mães, após a realização de cursos sobre técnicas de amamentação e manejo do leite materno.



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Fósseis revelam que Paraná foi mar há 400 milhões de anos

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Vestígios de um antigo mar que cobria parte do território paranaense há cerca de 400 milhões de anos estão entre as descobertas reunidas no novo acervo de fósseis da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). As amostras foram coletadas durante um trabalho de salvamento paleontológico realizado ao longo das obras de uma linha de transmissão de energia que atravessa regiões dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro.

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Cerca de 2,6 mil amostras foram resgatadas durante nove meses de acompanhamento das escavações. O material reúne fósseis formados entre aproximadamente 400 milhões e 280 milhões de anos atrás, período em que a área que hoje corresponde ao interior do Paraná passou por profundas transformações ambientais.

Segundo o paleontólogo Henrique Zimmermann, responsável pela coordenação do salvamento, os fósseis ajudam a confirmar interpretações científicas sobre o passado geológico da região. Os registros mais antigos indicam um ambiente predominantemente marinho, habitado por organismos que viviam no fundo do mar.

“Os fósseis mais antigos dessa fase são animais marinhos de vários tipos. Já os fósseis mais recentes mostram seres que tinham mais afinidade com água doce, o que indica que o ambiente foi gradativamente mudando de marinho para água salobra”, explica.

Entre os organismos encontrados estão principalmente invertebrados marinhos, como animais com concha, além de restos de peixes e vestígios de vegetais. Muitos pertencem a grupos que já desapareceram ao longo da história da Terra.

Para o pesquisador, o conjunto encontrado permite reconstruir um retrato de um ecossistema que existiu milhões de anos antes da presença humana no planeta. “Esse conjunto todo é um retrato de um ecossistema muito interessante que se perdeu no passado”, afirma.

Outro aspecto considerado relevante pelos pesquisadores é o fato de o trabalho ter revelado novos pontos fossilíferos ainda pouco conhecidos pela ciência. As escavações ocorreram ao longo de uma extensa faixa que inclui municípios como Ponta Grossa, Tibagi, Ventania, Ibaiti e Ribeirão do Pinhal.

Segundo Zimmermann, a grande quantidade de fósseis encontrada ao longo do trajeto confirma a riqueza paleontológica da região. “Em praticamente todas as torres que foram escavadas pela obra nós encontramos fósseis. Eles são extremamente comuns na região”, diz.

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Escavações revelam fósseis antes que rochas sejam cobertas por obras de infraestrutura

O trabalho de salvamento paleontológico acontece paralelamente ao avanço das obras de infraestrutura. À medida que as escavações são abertas no solo ou na rocha para instalação das estruturas, equipes especializadas acompanham o processo para identificar e coletar possíveis fósseis antes que eles sejam destruídos.

De acordo com Zimmermann, essa atuação exige rapidez e coordenação com as equipes da obra. Muitas vezes, as cavidades abertas na rocha permanecem expostas por pouco tempo antes de serem preenchidas. “É comum que uma cava aberta na rocha seja concretada poucos dias depois. Por isso precisamos agir rapidamente para coletar os fósseis antes que o concreto chegue”, explica.

O número total de organismos preservados é muito maior do que as cerca de 2,6 mil amostras contendo fósseis encontradas, já que uma única amostra pode concentrar centenas de registros fossilizados. “Imagine a quantidade de material científico que seria perdida se esse acompanhamento não acontecesse durante as obras”, afirma o paleontólogo. Segundo ele, o material coletado pode abastecer estudos por gerações de pesquisadores.

A abundância de fósseis encontrados na região dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro ajuda cientistas a compreender como antigos ambientes marinhos deram lugar a paisagens atuais.A abundância de fósseis encontrados na região dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro ajuda cientistas a compreender como antigos ambientes marinhos deram lugar a paisagens atuais. (Foto: Divulgação/Nasor Paleontologia e Geologia )

Novo acervo de fósseis da UEPG amplia conhecimento sobre vida antiga no Paraná

Os fósseis coletados passarão a integrar as coleções científicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde serão catalogados e estudados por pesquisadores e estudantes. O conjunto reforça a importância da região dos Campos Gerais como uma das áreas mais ricas em registros paleontológicos do país.

Para os cientistas, a abundância de fósseis é fundamental para compreender melhor espécies antigas. A análise de diversos exemplares de um mesmo organismo permite identificar variações, características anatômicas e padrões de preservação.

Além disso, os pesquisadores destacam que o potencial de descobertas no Paraná está longe de ser esgotado. As formações rochosas fossilíferas da região se estendem por centenas de quilômetros, muitas vezes em áreas ainda pouco exploradas pela ciência.

“Por mais que tenhamos coletado muito material, ainda estamos apenas arranhando a superfície. As rochas fossilíferas da região possuem centenas de quilômetros de extensão”, afirma Zimmermann.

Apesar da riqueza fossilífera, muitos desses vestígios passam despercebidos pela população. Isso acontece porque a maioria dos fósseis não se parece com os grandes ossos ou esqueletos frequentemente associados a dinossauros.

Segundo o paleontólogo, grande parte deles mede menos de dois milímetros e exige treinamento especializado para ser reconhecida. “A maior parte dos fósseis é muito pequena. Muitas pessoas passam a vida inteira pisando neles sem perceber que estão ali”, diz.

Caso alguém encontre um possível fóssil, a recomendação é não retirar o material do local. A orientação é procurar universidades, museus ou centros de pesquisa para que especialistas possam fazer a coleta adequada. No Brasil, a retirada de fósseis sem autorização do governo federal é proibida, já que esses vestígios são considerados patrimônio científico e pertencem à União.



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Deputado do PT vira réu por calúnia e difamação no Paraná

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O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) se tornou réu por calúnia, difamação e injúria qualificada por discriminação de gênero. A decisão foi do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), por 15 votos a 5.

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A queixa-crime foi proposta pela diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos. O motivo foram declarações de Freitas no ano passado, nas quais ele teria insinuado que a nomeação da diretora ao cargo teria ocorrido em razão de suposta “amizade íntima” com autoridade da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, especialmente o secretário pela pasta, Hudson Teixeira.

“O diretor do Deppen [Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná] removeu o corregedor que não queria trabalhar. E daí, das sombras, veio quem de fato tinha o poder, o secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, que logo substituiu o diretor do Deppen, colocando em seu lugar uma amiga íntima dele, a Ananda Chalegre. E essa amiga dele, o que fez? Como primeira medida, investigou? Não. Ela reconduziu ao cargo de corredor David Inácio, justamente aquele que não queria elucidar o caso”, acusou Freitas.

Na decisão, o colegiado afastou a alegação de imunidade parlamentar, entendendo que as declarações atribuídas ao deputado extrapolam os limites do exercício da atividade legislativa. “Conforme os desembargadores, as manifestações não se restringiram ao debate parlamentar, tendo sido amplamente divulgadas e reiteradas nas redes sociais do próprio parlamentar”, apontou o TJ-PR.

O Órgão Especial também reconheceu a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instrumento adotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para análise de casos que envolvam possíveis práticas de violência ou discriminação contra mulheres.

Em nota, o deputado afirmou que as “declarações proferidas estritamente no exercício do dever constitucional de fiscalização parlamentar” e que “as críticas à gestão do Deppen e da Secretaria de Segurança Pública inserem-se em um contexto de denúncias graves sobre corrupção, avanço de milícias e irregularidades no sistema prisional paranaense, que o mandato busca combater.”

Além disso, a defesa de Renato Freitas sustenta que “o parlamentar baseou-se em documentos oficiais para questionar a lisura de nomeações e a conduta de gestores, sem qualquer viés de discriminação de gênero ou intuito de ofensa pessoal.”



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