Brasil
as lições de PR e SC para o governo Lula
Paraná e Santa Catarina consolidam-se como referências de equilíbrio fiscal e eficiência administrativa em 2026. Enquanto o governo federal enfrenta sucessivos déficits e aumento da dívida, esses estados do Sul colhem resultados positivos com controle rígido de gastos e alta capacidade de investimento.
Qual é a situação financeira atual do Paraná?
O Paraná ostenta a maior disponibilidade de caixa livre do Brasil, superando os R$ 10 bilhões. Com a terceira menor dívida líquida do país, o estado conseguiu fechar o último ano com 93% do orçamento executado e mantém a nota máxima de capacidade de pagamento (Capag A+) do Tesouro Nacional. Esse equilíbrio permite investir em áreas prioritárias, como infraestrutura, saúde e educação, sem depender de programas federais de renegociação de dívidas.
Como Santa Catarina pretende economizar bilhões em sua administração?
O governo catarinense estabeleceu metas claras para aumentar a eficiência: a revisão de despesas administrativas e da folha de pagamento projeta uma economia de R$ 2,2 bilhões por ano. Além disso, o estado foca na recuperação de receitas e no combate à sonegação, com potencial de arrecadar mais R$ 2,1 bilhões anuais. O foco é substituir o conceito de ‘gastar menos’ pelo de ‘gastar melhor’, focando em resultados para a população.
O que é a ‘inteligência financeira’ mencionada na gestão paranaense?
O conceito baseia-se na centralização de recursos e no controle rigoroso do custeio da máquina pública. Uma das medidas principais foi a implantação da Conta Única do Tesouro, que reduziu centenas de contas bancárias para apenas algumas unidades estratégicas. Essa mudança aumentou o poder de negociação do governo e gerou bilhões em rendimentos financeiros, garantindo autonomia fiscal e previsibilidade para obras e serviços.
Como a saúde econômica reflete na vida dos cidadãos desses estados?
Os dois estados apresentam as menores taxas de desemprego do país: 3,2% no Paraná e 2,3% em Santa Catarina, números que indicam uma situação próxima ao pleno emprego. A solidez das contas públicas atrai investimentos privados, fortalece o agronegócio e a indústria automotiva, além de melhorar a segurança pública — quesito no qual Santa Catarina desponta como o estado mais seguro da federação.
Qual é a principal crítica feita pelos gestores estaduais ao governo federal?
A crítica central recai sobre o desequilíbrio fiscal da União, que opera com déficits recorrentes, e sobre a distribuição de recursos do pacto federativo. Em Santa Catarina, aponta-se que de cada R$ 100 enviados a Brasília, apenas cerca de R$ 10 retornam ao estado. Diante disso, a estratégia regional tem sido evitar o aumento de impostos e focar na desburocratização e no estímulo ao empreendedorismo para ampliar a arrecadação.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.