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Caminhoneiros racham e grupos pretendem convocar atos contra disparada do diesel

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Grupos de caminhoneiros autônomos pretendem convocar atos pontuais em algumas regiões do país em protesto contra a disparada do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio. Embora não seja uma decisão uniforme, entidades reconhecem a existência de movimentos isolados de insatisfação com o aumento do combustível, entre outras pautas.

Um dos focos de mobilização ocorre na região do porto de Salvador, onde uma ala de caminhoneiros ameaça paralisar temporariamente atividades. O movimento conta com apoio da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), que afirma que a paralisação pode começar com duração de 24 horas e se estender por prazo indeterminado caso as reivindicações não sejam atendidas.

A insatisfação na região envolve, ainda, mudanças na regra de triagem de cargas no porto, que obrigará os motoristas a transportar o contêiner até o setor específico com 15 quilômetros a mais de trajeto, aumentando o tempo de espera para descarga.

“Os caminhoneiros não aguentam mais. Essa é a única alternativa que nós temos”, afirmou José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, segundo apuração do Estadão.

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Além da situação em Salvador, lideranças da associação citam outras demandas da categoria, como a definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o piso mínimo do frete, mudanças na política de preços dos combustíveis da Petrobras e o fim da cobrança de pedágio para caminhões com eixo suspenso quando estão sem carga.

“A categoria também questiona qual será a posição que o governo vai adotar diante de toda essa situação de preços absurdos do combustível, com o diesel já passando R$ 8 por litro na região”, disse.

Nesta quinta (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a isenção de impostos federais que incidem sobre o diesel, como PIS e Cofins, e cobrou governadores a reduzirem o ICMS. O petista também anunciou uma subvenção a produtores e um imposto de 12% sobre as exportações do combustível.

Categoria rachada

Outras entidades que representam caminhoneiros autônomos rejeitaram a convocação de uma greve nacional. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) afirma que uma paralisação ampla neste momento poderia causar prejuízos à economia e à população.

“Diante do cenário crítico no País, uma paralisação neste momento prejudicaria a sociedade. A categoria busca medidas junto ao governo federal para mitigar a crise econômica que atinge os caminhoneiros, afirmou Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, que preside a entidade.

O dirigente afirmou que a interrupção do transporte neste momento poderia provocar desabastecimento e ampliar a crise logística.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (Conftac) também negou que exista paralisação nacional em andamento. Em nota, a entidade afirmou que “não há qualquer indicativo de paralisação ou greve da categoria para hoje”.

A confederação reconheceu preocupação com a alta do combustível, mas afirmou que rumores sobre greve são especulações. A entidade diz manter o compromisso com diálogo e estabilidade no transporte de cargas.

Na região do Porto de Santos, representantes da categoria pretendem discutir o assunto na próxima segunda-feira (16), para avaliar o impacto do aumento do diesel e possíveis medidas para enfrentar a situação. Manifestações só devem ocorrer em último caso, segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos).



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Brasil

A impressionante história da cidade brasileira engolida pelo vento e pelo mar

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O litoral brasileiro abriga paisagens que parecem intocadas pelo tempo. No Ceará, porém, um lugar específico chama a atenção por contar uma história impressionante sobre a força da natureza: Tatajuba.

A ideia de uma cidade desaparecer sob dunas pode soar como roteiro de cinema. Mas foi exatamente isso que aconteceu com Tatajuba, um pequeno vilarejo localizado a cerca de 400 km de Fortaleza. Ao longo dos anos, casas, ruas e memórias foram sendo lentamente soterradas pelo avanço das areias e das águas, obrigando famílias inteiras a abandonar o lugar onde viveram por gerações.

Hoje, o que restou da antiga vila se tornou um símbolo de como a paisagem do litoral cearense pode mudar. E de como a natureza, silenciosamente, pode redesenhar o destino de uma comunidade inteira.

Onde fica Tatajuba e o que explica esse fenômeno?

Localizada no município de Camocim, município vizinho da badalada Jericoacoara, Tatajuba nasceu como um pequeno assentamento de pescadores.

O processo que a transformou em “Velha Tatajuba”, não aconteceu do dia para a noite, na verdade é resultado da dinâmica natural de regiões litorâneas no Nordeste brasileiro. Entre os principais fatores que explicam esse fenômeno estão:

  • Dunas Móveis: comuns no Nordeste, elas se deslocam constantemente conforme a direção e intensidade dos ventos;
  • Erosão costeira: o avanço do mar que altera a linha da costa ao longo dos anos;
  • Mudanças no regime de ventos e marés: pequenas alterações acumuladas que podem gerar grandes impactos;
  • Interferência humana indireta: ocupação irregular e alterações ambientais também influenciam o equilíbrio costeiro.

Tensão entre preservação ambiental e a vida humana

A história de Tatajuba também esbarra em questões burocráticas e sociais já que a região integra a área de influência do Parque Nacional de Jericoacoara – uma unidade de conservação federal que protege dunas, lagoas e ecossistemas costeiros.

Neste contexto, surge um debate complexo: como proteger o ecossistema das dunas sem expulsar as comunidades tradicionais que vivem ali há gerações?

Tatajuba, no Ceará.A história de Tatajuba também esbarra em questões burocráticas e sociais. (Foto: Wikimedia Commons )

De um lado, ambientalistas defendem a preservação de um dos cenários naturais mais sensíveis do país. De outro, moradores argumentam que a presença humana ali é histórica e faz parte da identidade do lugar.

É uma questão que envolve regularização fundiária, turismo, especulação imobiliária e o modelo de desenvolvimento adotado para o litoral cearense.

O que dizem os antigos moradores, que precisaram mudar para Nova Tatajuba?

Para quem viveu na antiga vila, o desaparecimento de Tatajuba não representou apenas uma mudança de lugar, mas a perda de parte da própria história.

Moradores relatam que, ao longo dos anos, viram a areia avançar lentamente sobre ruas e casas, até que permanecer ali se tornou impossível. Diante do avanço das dunas e do mar, as famílias acabaram deixando o vilarejo e se mudando para uma área mais segura, onde foi fundada a atual Nova Tatajuba, afastada da linha direta das dunas móveis.

Como Tatajuba é vista hoje?

Se antes era sinônimo de vila soterrada, hoje Tatajuba aparece em guias de viagem como um dos destinos favoritos para os amantes do kitesurf, graças aos ventos constantes que antes eram vistos apenas como vilões da história.

Tatajuba, no Ceará.Hoje, Tatajuba aparece em guias de viagem. (Foto: Wikimedia Commons )

O turismo na região mudou de perfil, focando em:

  • Experiências em dunas: passeios de buggy que respeitam a geografia local;
  • Hospedagem sustentável: pousadas que utilizam materiais nativos e energia limpa;
  • Gastronomia local: valorização do que o mar e a terra oferecem.

O local atrai quem busca desconectar da correria urbana e entender a dinâmica costeira de perto.

O que podemos aprender com a história de Tatajuba?

A história de Tatajuba funciona como um alerta. A principal lição deixada pelo vilarejo cearense é sobre adaptação.

Mais do que tentar vencer a força da natureza, a experiência de Tatajuba mostra a importância de compreender seus sinais e aprender a conviver com eles, buscando soluções que permitam a permanência das comunidades de forma mais segura e equilibrada.



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Brasil

Band promove debate entre governadores presidenciáveis do PSD

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Os governadores Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) vão participar de um debate com transmissão televisiva pelo programa Canal Livre, da BandTV, na noite deste domingo (15), às 22h. Segundo a divulgação, o trio se propõe a discutir propostas e o projeto presidencial do PSD.

Os três governadores são pré-candidatos à Presidência da República pela sigla, presidida nacionalmente por Gilberto Kassab, que promete anunciar o nome do escolhido até o final deste mês de março.

Membro mais antigo no partido entre esses os três presidenciáveis, Ratinho Junior foi eleito em 2018 pelo PSD e reeleito quatro anos depois. Segundo apuração da Gazeta do Povo, o governador paranaense seria o favorito de Kassab para a disputa pelo Palácio do Planalto, ao menos até o momento.

Nesta semana, Ratinho Junior recusou o convite do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial do filho do ex-presidente.

No último ano, Leite e Caiado chegaram ao partido com status de pré-candidatos, atendendo a convite de Kassab, que busca apresentar ao eleitor uma candidatura alternativa a Lula e ao herdeiro político da família Bolsonaro.

Em 2022, Leite foi pré-candidato à Presidência pelo PSDB e disputou a preferência dos tucanos com o então governador paulista João Doria. Ele chegou a participar de um debate nas prévias com Doria e com o ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio (hoje no Republicanos-AM).

Leite chegou ao PSD em março do ano passado, enquanto Caiado deve se filiar oficialmente ao partido em um evento no estado de Goiás no próximo fim de semana. O governador goiano aceitou o convite de Kassab pela falta de espaço que enfrentava na federação União Progressista, pela qual chegou a lançou pré-candidatura presidencial, mas não recebeu apoio da liderança dos partidos União Brasil e PP.

O debate na BandTV chega na sequência de uma maratona de eventos pela qual o trio participou no estado de São Paulo ao lado de Kassab. Entre eles, a filiação de deputados estaduais durante a janela partidária e um encontro com empresários na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A estratégia do PSD é fortalecer o protagonismo nacional do partido e avaliar qual dos governadores terá melhores condições de competir com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em outubro.



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Mendonça e Fux votam para manter Vorcaro preso

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Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta (13) para manter preso preventivamente o banqueiro Daniel Vorcaro por suspeita de tentativa de obstrução de Justiça no processo a que responde por supostas fraudes cometidas pelo seu liquidado Banco Master. O empresário foi detido na semana passada durante a terceira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e está abrigado na Penitenciária Federal de Brasília.

Mendonça é o relator da ação na Corte referente às investigações do Banco Master, e decidiu monocraticamente pela prisão de Vorcaro e mais três aliados durante a operação. Com isso, ele colocou a decisão para julgamento colegiado da Segunda Turma da Corte em plenário virtual, que começou nesta manhã e vai até o dia 20 se não houver um pedido de vista (mais tempo para análise) ou destaque para levar o caso ao plenário. Nesta modalidade, os ministros apenas depositam seus votos, muitas vezes sem apresentar justificativa.

Ainda faltam votar os ministros Gilmar Mendes, que preside o colegiado, e Kássio Nunes Marques. Já Dias Toffoli se declarou suspeito por foro íntimo e não participará do julgamento.

Como o colegiado está com apenas quatro integrantes com a suspeição de Toffoli, um eventual placar de empate pode beneficiar o banqueiro e soltá-lo da prisão. O regimento interno do STF prevê que uma decisão de empate deve ser favorável ao investigado.

VEJA TAMBÉM:

O que disse Mendonça no voto

Ao longo do voto de 53 páginas, Mendonça rebate as alegações da defesa sobre as mensagens analisadas que levaram à segunda prisão de Vorcaro, e que os fatos levantados pela Polícia Federal “robustecem ainda mais os elementos de convicção já devidamente verificados e apontados, à exaustão, na decisão ora submetida a referendo” (veja voto na íntegra).

“Diante da gravidade do teor do material já identificado, e dos riscos evidenciados a diversos bens jurídicos tutelados pela lei penal, não há como aguardar o encerramento de todas as diligências pendentes para adoção das medidas de natureza cautelar previstas pela legislação de regência, sob pena de se permitir a concretização e/ou o agravamento de lesões irreparáveis à integridade física de pessoas, à economia popular e ao sistema financeiro nacional”, completou.

O ministro citou, ainda, que as mensagens analisadas estavam apenas no primeiro celular apreendido, e que ainda há mais oito aparelhos a serem periciados.

Por outro lado, Mendonça suspendeu a ordem de prisão preventiva apenas ao homem apontado como operador do grupo de Vorcaro para suposta ameaça e coação de desafetos do empresário, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que se suicidou na prisão na semana passada.

“Voto pelo referendo à medida cautelar, excetuado apenas o comando destinado ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, porque veio a falecer, ocasionando a superveniente perda da eficácia da decisão, especificamente em relação à fração que recaía sobre si”, escreveu o ministro.

André Mendonça ainda ressaltou, em relação à suposta “milícia privada” de Vorcaro, de que “além da violência evidenciada, afastando qualquer interpretação de que se estaria diante de ‘mera ilação’, a caracterização da ‘Turma’ como verdadeira organização criminosa armada foi fartamente demonstrada pelas apurações policiais”

Fux seguiu na íntegra o voto de Mendonça e não fez ressalvas.

Obstrução de Justiça

Na semana passada, ao justificar a prisão do banqueiro, André Mendonça citou o alto risco de obstruir o andamento das investigações, ocultação de bens e o risco que testemunhas estariam correndo por sua “milícia privada”, que mensagens revelaram planos de intimidação inclusive com o uso de violência física.

“Existem forte indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações. […] Acaso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada”, escreveu Mendonça na ocasião.

Vorcaro foi preso, primeiramente, na Penitenciária 2 de Potim, no interior do estado de São Paulo e, posteriormente, transferido à Penitenciária Federal de Brasília por conta do risco de vida que poderia correr. No presídio de segurança máxima, onde também estão abrigados chefes de facções criminosas, André Mendonça concedeu o benefício de que as comunicações do empresário e seus advogados não sejam monitoradas pela autoridade.

Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez junto de outros três aliados que fariam parte de um grupo chamado de “A Turma”, em que o empresário emitia ordens para, entre outras determinações, ameaçar, intimidar e coagir testemunhas. Foram presos seu cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do grupo; um homem que seria o responsável por operacionalizar as ordens contra desafetos – Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como “Sicário” e que se suicidou na prisão na semana passada – e o ex-policial federal Marilson Roseno da Silva.

Também se descobriu que dois servidores do Banco Central foram cooptados por Vorcaro para lhe fornecer informações privilegiadas como uma espécie de consultoria informal mediante o pagamento de propina. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, atuavam em áreas responsáveis pela fiscalização e controle, e seriam responsáveis diretamente por medidas tomadas contra o Master. Eles não foram presos, mas afastados formalmente de suas funções na autoridade monetária.

Se apurou, ainda, que o grupo de Vorcaro tinha capacidade para invadir sistemas estatais sigilosos de segurança, como Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário, e até mesmo de organismos internacionais, como a Interpol.



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