Brasil
Janja chama SC de “estado dominado pelo bolsonarismo”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez neste sábado (19) o primeiro ato de campanha em Santa Catarina. O evento ocorreu na Praça Tancredo Neves, no centro da capital catarinense, com a presença de candidatos aliados às eleições de 2026 no estado.
Santa Catarina foi o estado que deu a Jair Bolsonaro (PL) a segunda maior votação proporcional do país no segundo turno de 2022, com 75,9% dos votos válidos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No discurso, a primeira-dama Janja afirmou que pessoas “foram embora de Santa Catarina por não conseguirem viver num estado dominado pelo bolsonarismo”.
Janja disse ainda que a suposta saída de apoiadores do governo Lula é “uma atitude compreensível porque para muitos e muitas é adoecer viver em um ambiente tão hostil principalmente para nós, mulheres”.
O ato marcou o início de uma investida da campanha de Lula sobre o eleitorado catarinense nas duas semanas finais antes do primeiro turno.
Janja orienta apoiadores a dialogar com idosos e indecisos
Durante a fala, Janja fez um apelo para que aliados busquem votos de indecisos, jovens que votam pela primeira vez e idosos. Impostos, jornada de trabalho e a escala 6×1 foram os temas indicados como porta de entrada para a conversa com o eleitorado.
“Não é para chegar brigando (…). Pergunte: o senhor concorda que quem ganha mais tem que pagar mais impostos? Conversa com os jovens que vão votar pela primeira vez (…). Mostra que a família Bolsonaro é contra a escala 6×1”, afirmou.
“Temos duas semanas para trabalhar para a vitória, mas com diálogo. É muito importante, é conversando com gente que está indecisa e que está desanimada, principalmente os idosos”, disse Janja aos militantes.
A primeira-dama também fez um apelo às mulheres. “Aqui temos mulheres que resistem e fazem a revolução. Sabemos que tem pessoas que já votaram no bolsonarismo, mas foram se dando conta que eles que nunca foram a favor do país e pelo Brasil”, complementou.
Brasil
Corretores imobiliários viram marca pessoal em Santa Catarina
Quem faz o trajeto do centro de Balneário Camboriú (SC) em direção à Praia Brava, em Itajaí, pela primeira vez, percebe um detalhe na paisagem um pouco incomum se comparado a outros grandes centros de investimento imobiliário: rostos de corretores de imóveis dividem espaço com fachadas de edifícios e apartamentos de frente para o mar em outdoors instalados em avenidas e acessos da região.
Nas redes sociais, os mesmos profissionais se transformaram em verdadeiros influencers digitais, mostrando empreendimentos em vídeos capazes de decidir uma compra antes mesmo de uma visita ao imóvel.
A cidade de Balneário Camboriú tinha 4.663 corretores e 599 empresas imobiliárias registrados no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC) em 2025. Em todo o estado, eram 48.371 profissionais e 10.544 empresas, segundo o conselho.
No país, o Sistema Cofeci-Creci reunia cerca de 650 mil corretores e 74 mil empresas imobiliárias no mesmo ano. Em 2026, o número passou de 700 mil, segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). O conselho atribui a transformação do setor a mudanças na prospecção, na abordagem, na angariação e na venda de imóveis.
Nesse mercado, com milhares de corretores e produtos que podem ser ofertados por diferentes profissionais, parte da disputa se deslocou para o nome de quem faz a venda. Guilherme Pilger e Bruno Cassola, dois corretores que atuam no mercado catarinense, seguiram caminhos diferentes para transformar a própria imagem em ativo de negócio.
Um deles chegou à cidade em 2020 e ocupou outdoors para ser conhecido. O outro concluiu, depois de quase duas décadas de carreira, que seu nome convertia mais negócios do que a marca da própria imobiliária.
Essa nova vitrine comercial explorada por ambos mistura publicidade de rua, conteúdo digital, relacionamento e uma disputa por confiança em negociações de alto valor. Como esse modelo se consolidou no litoral catarinense e os limites que ele impõe à profissão são questões que ajudam a explicar a transformação em curso.
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Como corretores de imóveis transformam a própria imagem em marca
Pilger começou a produzir vídeos imobiliários em 2016, quando ainda morava em Sapiranga (RS). Ele conta que enxergou no meio digital uma oportunidade para apresentar imóveis e, ao mesmo tempo, se tornar reconhecido por quem acompanhava os conteúdos.
“Os vídeos imobiliários, além de aproximarem o cliente e ajudarem a vender os imóveis, me trouxeram mais visibilidade, mais autoridade”, conta. Quando se mudou para Balneário Camboriú, em 2020, Pilger decidiu repetir a estratégia em escala maior.
Ele instalou 20 outdoors entre a cidade e a Praia Brava, incluindo pontos nas rotas de entrada de visitantes que chegavam do Rio Grande do Sul e do Paraná. O corretor também produziu conteúdo profissional de 20 imóveis de alto padrão. De cada um, produziu um vídeo longo para o YouTube, uma versão para reels e um carrossel de fotos para o Instagram.
A intenção era que quem o visse em um painel pudesse encontrar, depois, uma sequência de conteúdos ligados a imóveis de alto valor. “As pessoas me viam nos outdoors, pesquisavam meu nome no Google e me encontravam nas redes sociais como um corretor de alto padrão”, conta.
Hoje um dos nomes mais relevantes na corretagem do estado catarinense, Pilger soma pouco mais de 500 mil inscritos em todas as suas redes sociais (Youtube, Instagram e Tiktok) e diz ter em torno de 3 a 4 milhões de visualizações mensais. Ele revela que os contatos mais qualificados chegam pelo YouTube, “depois que a pessoa acompanha mais de um vídeo, busca contato pelo WhatsApp”. Já os outdoors têm maior efeito entre proprietários que pretendem colocar imóvel à venda.
Cassola construiu sua marca por outro caminho. Ele entrou no setor em 2007, trabalhou em incorporadoras consolidadas no mercado da região, como FG e Embraed e, depois, decidiu montar uma operação que lhe permitisse comercializar imóveis de diferentes empresas e atender clientes também na revenda. Há cerca de três anos, o corretor decidiu criar um novo site com o próprio nome e diz ter percebido com a mudança para marca pessoal que passou “a ter mais vendas do que a marca institucional”.
“Quando uma pessoa vê repetidamente o nome, o rosto e o posicionamento de um corretor em determinado território, essa marca começa a gerar familiaridade”, explica a especialista em marketing e branding Thaisa Vieira, professora da Uniavan. Ela diz que a presença do corretor na comunicação não substitui os demais canais, mas acrescenta uma camada de familiaridade à relação comercial. Para Vieira, é justamente isso que pode contribuir para a confiança quando vem acompanhada de conteúdo consistente e conhecimento de mercado.
Por que o outdoor ainda vale no mercado imobiliário
Bruno Cassola acredita que a publicidade exterior, como o outdoor, ganha importância na região justamente porque muitos profissionais trabalham com ofertas semelhantes. O comprador pode escolher com quem falar antes mesmo de decidir qual apartamento visitar.
“Se aqui todos têm, basicamente, os mesmos imóveis, por que a pessoa vai me escolher e não outro? Porque me acompanha, vê meu outdoor e me reconhece”, diz. Segundo ele, o formato também é a melhor escolha para alcançar quem chegou há pouco tempo à cidade e ainda não conhece os corretores locais.
A lógica ajuda a explicar por que o rosto do profissional, e não a imagem do empreendimento, aparece nos painéis. Cassola diz que o outdoor produz impacto e funciona como parte de um conjunto de ações que inclui presença em portais imobiliários, site, tráfego pago, redes sociais e relacionamento presencial. “Acredito que o melhor resultado vem do mix”, ressalta.
Vice-presidente de Comunicação e Marketing do Secovi (órgão que reúne empresas do setor imobiliário) de Florianópolis e Tubarão, Luiz Fernando Pasin afirma que o outdoor ainda tem peso na formação da imagem de quem anuncia. A propaganda aproxima a função dos painéis a da lógica das placas instaladas em imóveis: na avaliação dele, ambas ajudam a tornar o profissional reconhecível por pessoas que circulam na região.
“Se a placa, que seria muito mais arcaica, ainda funciona, o outdoor também forma marca”, aponta Pasin. “As pessoas gostam de saber com quem estão lidando.”
A função do painel, porém, não termina na rua. Diretor comercial, de marketing e experiência do cliente da FG Empreendimentos, Alex Brito acredita que, em Balneário Camboriú, o impacto pode começar na mídia exterior e continuar quando o potencial comprador pesquisa a marca, o empreendimento ou o corretor no celular.
Para ele, medir o outdoor apenas pelo contato direto deixa de fora sua função de presença e familiaridade. É nessa passagem entre rua e tela que o outdoor ganha um papel diferente do anúncio imobiliário tradicional: em vez de levar o comprador apenas a um imóvel, pode levá-lo primeiro a um nome.
O limite da marca pessoal para os corretores de Santa Catarina
Pasin afirma que a construção de marca pessoal pelo corretor é uma tendência nacional e não exclusiva do mercado de alto padrão. Para ele, o profissional atua como uma espécie de empresário individual, que pode trabalhar de forma independente ou se alinhar a uma imobiliária por parcerias.
“O corretor é um empresário, ele funciona como uma empresa própria. Então, ter uma marca própria é importante”, acrescenta ele. Na avaliação do dirigente do Secovi, corretores conseguem competir com imobiliárias porque ocupam um espaço de relacionamento pessoal que empresas nem sempre conseguem reproduzir.
“As imobiliárias acabaram deixando um espaço no mercado, que é justamente o do contato olho no olho, de não ser só uma marca. Nas redes sociais, as pessoas se conectam com pessoas”, aponta.
Pilger diz ter vivido essa autonomia no início de sua operação na cidade. Sem os benefícios de uma imobiliária, trabalhando em home office, afirma que não precisou de uma grande estrutura física para fechar vendas de alto valor.
O escritório veio depois, segundo ele, para reforçar o relacionamento presencial. “Primeiro fiz com que a minha marca se tornasse conhecida. A partir disso, consegui acessos e informações privilegiadas”, afirma.
Mas o modelo tem um limite prático, reconhecido pelo próprio Pasin. “Às vezes, se o corretor está sozinho, ele vai ter que praticamente começar uma imobiliária com a marca dele”, diz, explicando que este profissional precisa acumular produção de conteúdo, prospecção, captação de imóveis, atendimento, cadastro, gestão administrativa e negociação.
Sócia da Imobiliária Felicità, Bruna Eleutério concorda com esse ponto. Ela conta que o trabalho com o próprio nome, quando investiu em vídeos na internet, melhorou seus resultados, mas era sustentado pela estrutura da empresa onde trabalhava.
Hoje, replica a receita na própria imobiliária, que reúne carteira de imóveis, três unidades físicas, profissionais dedicados exclusivamente para cadastro de imóveis, apoio administrativo e acesso a informações sobre lançamentos e condições comerciais. Além disso, especialista em fotografia, vídeo e marketing disponível aos corretores para incentivar que trabalhem o próprio nome como marca pessoal.
Ela pontua que “um corretor autônomo não consegue ter essa estrutura com facilidade”, o que, em sua opinião, acaba dificultando para um profissional em começo de carreira. “Ele teria de ser seu próprio jurídico, financeiro, fotógrafo, cadastrar o imóvel no site e fazer tudo. É quase impossível.”
Pasin acredita que a associação entre corretor e imobiliária amplia, e não reduz, o potencial de ambos. “Quando a imobiliária oferece estrutura para o corretor e ele pode se concentrar naquilo em que é bom, o potencial se expande”, afirma.
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Seguidores não bastam para vender imóveis de alto padrão
Na construção dessa tendência apontada por Pasin, a transformação do corretor imobiliário em marca pessoal não elimina a diferença entre alcance e credibilidade.
Cassola acredita que a exposição digital não permite ao consumidor saber, isoladamente, se o corretor é um bom negociador. Para ele, a comunicação precisa ser acompanhada de conhecimento técnico e de responsabilidade sobre as expectativas criadas.
Para a FG Empreendimentos, “o número de seguidores não determina a escolha de parceiros comerciais”. O indispensável para a empresa, afirma Brito, é conhecimento de mercado, qualidade de atendimento, postura comercial, transparência e capacidade de representar corretamente os empreendimentos.
“Para imóveis de alto padrão, dez relacionamentos efetivamente qualificados podem valer mais comercialmente do que centenas de milhares de visualizações”, acrescenta Brito.
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Ex-vereador de SP acusado de ligação com o PCC se entrega
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), após mais de 24 horas como alvo de um mandado de prisão temporária.
Mais cedo, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) encontraram uma passagem entre dois imóveis em Sorocaba, no interior paulista, durante as buscas pelo político.
Leite se apresentou na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, acompanhado de um advogado.
A prisão faz parte da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17) para investigar a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
Polícia encontra passagem entre imóveis
Durante as buscas por Milton Leite em Sorocaba, os agentes encontraram uma passagem que ligava dois imóveis. Um deles pertence ao ex-vereador; o outro, segundo as autoridades, estaria ligado a um assessor.
A polícia também apreendeu cerca de R$ 280 mil e US$ 89 mil em espécie, que estavam em uma mala.
O valor em dólares correspondia a aproximadamente R$ 458 mil na cotação informada nesta sexta-feira. As autoridades ainda não divulgaram a origem do dinheiro.
O delegado Fabrício Intelizano, da Dise de Mogi das Cruzes, afirmou que a polícia vai investigar a possibilidade de algum vazamento ter alertado os investigados sobre a operação.
Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, dez haviam sido cumpridos até a tarde desta sexta-feira.
Outras cinco pessoas continuavam foragidas, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Investigação apura suposta ligação com empresas de ônibus
A Operação Vectura Corrupta investiga a suspeita de atuação do PCC no transporte público de São Paulo.
A ação representa um desdobramento da Operação Dercúrio, realizada em agosto de 2024 para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
A decisão judicial que autorizou a prisão temporária de Milton Leite cita menções ao ex-vereador como suposto responsável pela operação de empresas investigadas.
O documento também registra declarações de policiais militares segundo as quais Leite seria o “dono de fato” da Transwolff.
A empresa de transporte foi alvo da Operação Fim da Linha, do MP-SP, em 2024, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A Prefeitura de São Paulo cancelou o contrato com a companhia. A Transwolff nega qualquer ligação com a facção.
A defesa da empresa também nega que Milton Leite tenha participação na Transwolff.
Segundo os advogados, o ex-vereador nunca teve participação societária, não atuou na gestão e não deu ordens a funcionários da companhia.
Ex-vereador presidiu Câmara por seis anos
Milton Leite exerceu sete mandatos consecutivos como vereador de São Paulo e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou o Legislativo no fim de 2024, após 28 anos de atuação política.
Mesmo sem mandato, Leite continuou ativo na política paulistana e participou da campanha eleitoral dos filhos, Alexandre Leite e Milton Leite Filho, candidatos nas eleições de 2026.
Brasil
Quem é Milton Leite, um dos políticos mais influentes de SP agora foragido
O ex-vereador Milton Leite foi, nesta quinta-feira (17), alvo de um mandado de prisão da Justiça de São Paulo. Ele não foi encontrado pela polícia em sua residência.
Milton Leite disse que não fugiu, que está em uma viagem e que se apresentará em até 24 horas. Também negou as acusações de um suposto vínculo com um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio das empresas de ônibus de São Paulo, de que é acusado por denúncia do Ministério Público.
Em depoimentos no Tribunal de Justiça Militar, policiais militares apontaram o político como “dono de fato” de uma das concessionárias de ônibus que teve o contrato cancelado por acusação de lavagem de dinheiro para o PCC.
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações”, disse por nota o político.
As investigações apontam que mais da metade das empresas do setor estaria comprometida.
Trajetória
Presidente do União Brasil de São Paulo, Milton Leite é um dos políticos locais de maior tradição. Aos 70 anos, construiu sua base eleitoral principalmente no Grajaú e arredores da Zona Sul. Os bairros da região, considerada humilde, é onde ele exerce grande influência. É natural de Piraporinha.
Leite ocupou o cargo de vereador por mais de 27 anos, entre 1997 e 2024. Naquele último ano, quando a infiltração do PCC passou a ser investigada, decidiu não disputar novas eleições, mas ainda foi cabo eleitoral do prefeito Ricardo Nunes.
Em junho de 2025, recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). A honraria foi concedida por “preservação de mananciais, desenvolvimento urbano e habitação, com foco em regiões da periferia paulistana, sobretudo na zona sul da Capital”, diz o texto da Alesp. A reportagem descreve seu caminho: “da periferia ao poder”.
Na ocasião, Leite afirmou que um político deve procurar “não dar a palavra”, mas honrar se a der. “Procure não dar a palavra, mas se der, honre e faça valer a sua palavra”, disse.
Origem no PCB
Milton começou na política em 1990. Quando jovem, filiou-se ao PCB e, posteriormente, ao MDB, o partido pelo qual cumpriu seus mandatos iniciais. Em 2008, migrou para o DEM, partido que mais tarde daria origem ao atual União Brasil.
Sua primeira eleição para a Câmara Municipal ocorreu em 1996, sendo reeleito por seis vezes consecutivas (2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020). Em 2016 e 2020, foi o segundo vereador mais votado de São Paulo, alcançando 132.716 votos neste último pleito.
Leite presidiu a Câmara Municipal em diversos períodos: 2017–2018/2019, esta, na gestão de João Doria, do PSDB, e de 2021 a 2024 (nas gestões Bruno [PSDB] Covas e Ricardo Nunes [MDB]).
Durante seus mandatos no Legislativo, exerceu interinamente o cargo de prefeito de São Paulo por cerca de 100 dias, tornando-se o vereador que mais tempo ocupou o Executivo nessa condição.
Além disso, foi articulador decisivo nas campanhas de Doria (2016) e Nunes.
Em 2024, depois de anunciar que não disputaria novo mandato e que se “aposentaria” da vida pública eletiva, manteve sua influência: seguiu presidindo o diretório estadual do União Brasil e a Federação União Progressista em São Paulo, além de ter indicado sucessores na presidência da Câmara, como Ricardo Teixeira, e apoiado candidatos em seu reduto na Zona Sul.
Família e “dinastia” política
Milton Leite consolidou uma estrutura familiar e de aliados no Legislativo:
Milton Leite Filho, o “Miltinho”: deputado estadual desde 2007 e candidato neste ano.
Alexandre Leite: deputado federal e ex-secretário de Relações Institucionais da Prefeitura na gestão Ricardo Nunes.
Em 2024, apoiou a eleição de afilhados políticos para a Câmara Municipal, como Silvinho e Silvão Leite (que usam o sobrenome politicamente, sem laço de consanguinidade) e a Pastora Sandra Alves.
Outras atividades e influência
- Carnaval: mantém controle e forte ligação com a escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, do Grajaú, da qual é presidente de honra. A agremiação teve ascensão rápida, vencendo divisões de acesso e alcançando o Grupo Especial.
- Futebol: concorreu à vice-presidência do Corinthians em 2023, sendo derrotado, e fundou o Esporte Clube Terceiro Milênio SAF, voltado para categorias de base no Grajaú.
- Empresas e homenagens: É sócio de empresas de construção, como a Neumax.
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