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Fóssil revela nova “ave do terror” que viveu na Bahia

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Um osso encontrado em uma caverna da Chapada Diamantina, na Bahia, levou pesquisadores brasileiros à identificação de uma espécie inédita de “ave do terror”, grupo de predadores que dominou o topo da cadeia alimentar da América do Sul por milhões de anos. A descoberta indica que esses animais viveram no Brasil até aproximadamente 25 mil anos atrás.

O fóssil foi localizado na Toca dos Ossos, caverna no município baiano de Ourolândia. O material consiste em um fragmento incompleto do tibiotarso, osso localizado abaixo do fêmur nas aves. Mesmo com a preservação limitada, os pesquisadores conseguiram identificar características anatômicas suficientes para descrever um novo gênero e espécie.

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O animal recebeu o nome científico Eschatornis aterradora. O estudo foi publicado no periódico científico Papers in Palaeontology e reúne pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Pesquisas em Ciências da Terra, na Argentina.

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Nome da espécie faz referência às “últimas aves do terror”

O nome Eschatornis deriva do grego e significa “última ave”, referência ao desaparecimento do grupo, no fim do Pleistoceno, época geológica popularmente conhecida como a Era do Gelo, que ocorreu entre 2,5 milhões e 11,7 mil anos atrás. Já o termo aterradora faz alusão direta ao apelido popular das aves predadoras.

“O fóssil pertence à família Phorusrhacidae, conhecida como a família das aves do terror. Eram aves predadoras de grande porte, carnívoras, que ocupavam o topo da cadeia alimentar. Por causa do tamanho e dos hábitos predatórios, elas ficaram conhecidas popularmente dessa forma”, explicou o biólogo Victor Hugo Machado, que liderou o estudo.

De acordo com o pesquisador, algumas dessas aves chegavam a quase três metros de altura e podiam ultrapassar 300 quilos, como espécies encontradas na Argentina. Já a nova espécie brasileira apresentava porte bem menor. As estimativas apontam peso de até seis quilos e altura entre 70 e 90 centímetros. As parentes vivas mais próximas dessas espécies hoje são as seriemas.

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Vários ângulos do fóssil encontrado na Bahia, que confirma a nova espécie da ave do terror. (Foto: Rodrigo Parisi Dutra/PUC Minas Gerais)

Descoberta desafia teoria sobre extinção dos superpredadores

Segundo o biólogo, a descoberta muda parte do entendimento sobre a extinção dessas aves predadoras. “Essa descoberta mostra que as aves do terror sobreviveram até o final do Pleistoceno. A principal importância do estudo é justamente essa extensão cronológica da família até um período muito mais recente do que se imaginava anteriormente”, afirmou.

O pesquisador explicou que já existiam registros semelhantes em outros países da América do Sul, mas sem o mesmo grau de segurança alcançado agora.

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“Há alguns achados no Uruguai, mas eles não dão tanta certeza quanto esse trabalho trouxe agora. Com a datação por radiocarbono, conseguimos levantar informações mais seguras e entender melhor quando esse animal viveu e em que ambiente ele estava inserido”, disse Machado.

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Estudo reconstrói cenário da Bahia há 25 mil anos

A análise também permitiu reconstruir parte do cenário ambiental da Bahia pré-histórica. Segundo o biólogo, a região apresentava condições diferentes das atuais.

“O ambiente onde esse animal viveu era um ambiente mais seco, com áreas de savana e também muitos arbustos. Isso ajuda a construir um paleoambiente que a gente não observa mais na região atualmente. É uma das informações importantes que esse fóssil consegue trazer”, apontou Machado.

Os pesquisadores acreditam que o porte reduzido da Eschatornis aterradora pode ter ajudado na sobrevivência da espécie até períodos mais recentes. “Uma das possibilidades é que essa espécie não competia diretamente com grandes carnívoros, como os ursos, os felinos e os canídeos que existiam na América do Sul. Isso pode ter permitido que ela sobrevivesse mais recentemente do que outras espécies da família”, analisou.

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4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana

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O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.

Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.

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A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.