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Por que facções brasileiras escolheram a Bolívia como base?

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Lideranças do Comando Vermelho e do PCC estão migrando para a Bolívia para gerenciar crimes transnacionais. Operações recentes em Santa Cruz de La Sierra revelam que o país vizinho virou a base estratégica dessas facções devido à facilidade de corrupção e circulação de drogas e armas.

Quais grupos criminosos estão atuando na Bolívia?

As duas maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), estabeleceram estruturas sólidas no país vizinho. Eles utilizam o território boliviano como esconderijo para seus líderes foragidos e como centro de comando para operações de tráfico de drogas e armas que abastecem estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Por que os criminosos preferem a Bolívia ao Paraguai?

Historicamente, o Paraguai era o esconderijo favorito. No entanto, houve uma migração para a Bolívia devido à maior facilidade em subornar autoridades locais e à simplicidade de obter documentos falsos para viver sem serem incomodados. Além disso, a Bolívia é um dos maiores produtores de cocaína do mundo, o que coloca os chefes das facções diretamente na fonte do produto que comercializam.

Como as facções se organizam em solo boliviano?

O Comando Vermelho, por exemplo, possui uma hierarquia bem definida com um ‘Conselho Final’ que toma decisões estratégicas. Recentemente, criminosos conhecidos como ‘Zeus’ e ‘Bronix’ foram identificados como gestores das ações do grupo em cidades como Santa Cruz de La Sierra e Trinidad. Já integrantes do PCC foram flagrados atuando até na segurança pessoal de grandes narcotraficantes internacionais.

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O que a polícia encontrou nos esconderijos recentes?

Em batidas policiais em chácaras de luxo, foram apreendidos arsenais de guerra, incluindo dezenas de fuzis, carabinas e pistolas. Além das armas, as autoridades localizaram grandes quantias em dólares, drogas, veículos e, curiosamente, fardamentos da própria polícia boliviana, o que reforça a suspeita de infiltração dos criminosos nas instituições locais.

O que está sendo feito para combater esse avanço?

Existe um fortalecimento na cooperação internacional. O Brasil passou a chefiar uma força-tarefa da Interpol na América do Sul, com sede em Buenos Aires. Essa iniciativa permite que policiais da região cruzem dados financeiros, biometria e registros de apreensões em tempo real, resultando em um aumento no número de prisões de líderes brasileiros que se acreditavam seguros fora do país.

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Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Brasil

Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses

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A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.

Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?

O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.

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Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?

Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.

Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?

As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.

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