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Shakira: esquema de segurança dará apoio a 2 milhões de pessoas no Rio
O governo do Estado preparou um amplo esquema de atendimento ao público, antes, durante e após o show da cantora Shakira, neste sábado (2), em Copacabana. A operação especial na orla, que deve receber pelo menos 2 milhões de pessoas, envolve forças estaduais e municipais (Polícia Militar (PM), Civil, Bombeiros e Guarda Municipal), que contam com estrutura especial para oferecer apoio efetivo aos fãs, em casos de identificação de qualquer tipo de irregularidade no bairro, incluindo delitos como furtos, assaltos e emergências médicas.
Policiais militares estarão posicionados em torres de observação ao longo do calçadão e da faixa de areia, ampliando o campo de visão e a capacidade de resposta das equipes. O monitoramento também conta com o apoio de uma base móvel da PM, que atua no acompanhamento em tempo real da movimentação do público. Já o Corpo de Bombeiros reforçou a presença de guarda-vidas em toda a extensão da orla do Leme e de Copacabana.
De acordo com a porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronal Cláudia Moraes, “em caso de qualquer tipo de problema, o cidadão procure imediatamente um ponto de apoio ou autoridade, porque a presença da polícia é massiva, bem visível e acessível em qualquer ponto do bairro, principalmente na orla”, afirmou.
Segundo Cláudia Moraes, o policiamento será ostensivo, com agentes posicionados em toda a extensão do evento, além de tendas de atendimento na faixa de areia e equipes móveis. Para registro de ocorrência, o público poderá se dirigir à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), que funcionará como central de flagrantes, ou à 13ª Delegacia de Polícia (Ipanema). Também estará disponível a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), que receberá bases temporárias de unidades especializadas da polícia.
A porta-voz da PM disse ainda que durante o evento, qualquer situação suspeita ou irregularidade poderá ser comunicada diretamente a agentes de segurança posicionados na área, em pontos de bloqueio ou nas tendas de apoio.
Para atendimentos emergenciais, o público poderá acionar os telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros. Equipes de saúde e salvamento estarão distribuídas ao longo da orla, com postos de guarda-vidas e grupos de intervenção rápida preparados para atendimento pré-hospitalar.
Prioridades
Casos de violência contra a mulher poderão ser registradas na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), enquanto situações envolvendo crianças e adolescentes serão atendidas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Já crimes de intolerância poderão ser direcionados à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI).
Haverá também um posto avançado do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE), com equipe voltada para agilizar o atendimento de possíveis ocorrências no próprio local do show.
A megaoperação garante água gelada gratuita para atender os fãs, devido ao forte calor no Rio.
Dicas práticas: a quem vai assistir o show da Shakira. Evite portar grandes quantias em dinheiro; use apenas transporte regular ou aplicativos regulamentados; e guarde documentos em local seguro (de preferência, cópias digitais).
Casos urgentes
– Ligue 190 (Polícia Militar);
– Acione o policial mais próximo ou procure uma das tendas de apoio da PM na orla;
– Em áreas de acesso, dirija-se a pontos de bloqueio e revistas com detectores de metal e reconhecimento facial:
– Lembre-se: drones e câmeras monitoram toda a região e denúncias rápidas ajudam na resposta imediata.
Pontos de apoio:
– 5 tendas de apoio na faixa de areia;
– 78 torres de observação espalhadas pela orla;
– Centro de comando móvel na Praça do Lido;
– Postos de guarda-vidas ao longo da praia;
– Equipes com quadriciclos e motos para atendimento rápido;
– Atendimento médico e emergências/Bombeiros;
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Brasil vence a terceira e lidera Sul-Americano feminino de vôlei
A seleção feminina de vôlei segue na liderança do Campeonato Sul-Americano da modalidade, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. Na noite desta quinta-feira (10), as brasileiras venceram a Colômbia por 3 sets a 0 na partida mais difícil do torneio até o momento. As parciais foram de 25/19, 25/18 e 36/34.
Com 28 pontos, Ana Cristina liderou mais uma vez o triunfo do Brasil. Foram 16 pontos apenas no terceiro set. As também ponteiras Laura Pascua (15 pontos) e Ana Olaya (14) foram as protagonistas da Colômbia, dando muito trabalho principalmente na última parcial, que durou 41 minutos – as demais não chegaram a meia hora cada uma.
A capitã e ponteira Gabi, com dez pontos, e a oposta Sabrina, com nove, também se destacaram pelo Brasil em um jogo que, apesar da vitória, teve muitos erros cometidos pelas brasileiras (86). Para comparação, nos triunfos sobre Venezuela, na última terça-feira (8), e Peru, na quarta-feira (9), foram 75 em cada partida.
O ponto negativo foi a saída de Rosamaria, no início do segundo set. A oposta sentiu o joelho direito após choque com a líbero Nyeme ao tentar defender um ataque. Ela deu lugar a Sabrina e foi atendida no vestiário e terá de passar por exames.
O Sul-Americano reúne seis seleções, que jogam entre si em fase única. Depois de cinco rodadas, o país com mais pontos fica com o título e se garante na Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. As brasileiras são as maiores vencedoras da competição, com 23 conquistas, sendo as últimas 15 consecutivas.
Sem nenhum set perdido até agora, o Brasil chegou a nove pontos (cada triunfo por 3 a 0 ou 3 a 1 vale três pontos). Segunda colocada, a Argentina também ganhou os três jogos que disputou, mas tem um ponto a menos que o Brasil.
Como o triunfo sobre a Colômbia foi decidido no quinto set (tie-break), as hermanas somaram apenas dois pontos. As colombianas fizeram um ponto, apesar do revés.
As brasileiras voltam a jogar neste sábado (12), às 13h30 (horário de Brasília), diante do Chile. No domingo (13), às 12h, a seleção dirigida por José Roberto Guimarães finaliza a participação contra a Argentina.
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Espanha lança programa para congelamento de óvulos das jogadoras
Federação Espanhola de Futebol anunciou um programa de apoio ao tratamento de fertilização de jogadoras e árbitras. A entidade irá subsidiar os cuidados para as mulheres no esporte possam ter mais liberdade sobre quando querem ter filhos.
O anúncio foi feito pela Federação em um evento que contou com a particpação das jogadoras da Seleção Olga Carmona e Patri Guijarro. A entidade firmou uma parceria com a clínica Tambre, que oferecerá tratamentos como fertilização in vitro e congelamento de óvulos.
A meio-campista Guijarro declarou que a iniciativa é uma alternativa para tornar mais justo o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
“No que diz respeito à possibilidade de ter uma carreira ao mesmo tempo em que se é mãe, medidas de equilíbrio entre vida profissional e pessoal estão sendo implementadas; sentimos que fomos ouvidas. É importante que as atletas sintam que não precisam escolher entre suas vidas profissionais e pessoais”, afirmou Guijarro.
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do Metrópoles
A RFEF ainda deixou claro que o objetivo não é desencorajar as jogadoras a terem filhos enquanto atuam no futebol, mas disponibilizar outra opção para que não precisem deixar de lado a chance da maternidade. A entidade garantiu custear integralmente os tratamentos.
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Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo
A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.
“O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem”, diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann
O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
“Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática”, avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).
Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).
Ganhos em escala
Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo.
“O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução”, pondera.
“O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro”, argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.
Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.
“Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades”, observa Jalman Lima.
Desigualdades educacionais
Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.
“Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de aproximadamente 20 pontos”, afirma.
O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.
“Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI”, reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .
Tecnologia em sala de aula
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.
A ocorrência, por exemplo, da chamada “leitura apressada”, que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.
Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. “O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento”.
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