Brasil
O que muda com a obra do Moegão no porto de Paranaguá?
O Moegão do Porto de Paranaguá caminha para a fase final de implantação como uma das principais apostas de infraestrutura logística do Paraná para ampliar a competitividade do corredor de exportação. Com 95% de avanço global e perspectiva de início de testes para o mês de maio, a estrutura pública começa a se aproximar da entrega física.
A entrada em operação plena, no entanto, ainda depende de uma questão externa ao canteiro principal: a conexão dos terminais privados ao novo sistema. A estrutura foi concebida para centralizar a descarga ferroviária no Porto de Paranaguá e reduzir um dos principais gargalos operacionais locais, que é a necessidade de múltiplas manobras dos trens, quebras de composição e acessos individualizados aos terminais portuários.
Quando operar cheio, o novo sistema permitirá descarregar simultaneamente até 180 vagões em três linhas independentes. O recebimento de cargas pelo modal ferroviário poderá passar de 15% para 50% do total que chega ao porto, alcançando até 24 milhões de toneladas.
Com investimentos da ordem de R$ 600 milhões, as obras começaram no início de 2024 e tinham previsão de conclusão para março deste ano. Mas o prazo chegou com o status atual do empreendimento marcado por uma contradição.
Enquanto o ativo central está próximo da conclusão, a malha de conexões que permitirá ao sistema funcionar em escala ainda avança em ritmos distintos entre os operadores – os grãos (soja, milho e farelo) serão enviados por esteiras diretamente para os 11 terminais interligados ao Corredor de Exportação Leste.
Do ponto de vista de infraestrutura, isso significa que Paranaguá deverá inaugurar primeiro a “espinha dorsal” do sistema para, só depois, consolidar a capilaridade operacional necessária para capturar todo o ganho de eficiência previsto. A obra pública, portanto, tende a chegar antes da maturação completa dos investimentos privados complementares.
Dentre os terminais a serem conectados, apenas o da Cotriguaçu iniciou as obras, há cerca de um mês, com previsão de conclusão para outubro deste ano. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, conta que há empreendimentos em contratação, outros em licenciamento ou em fase de projeto, mas a integração total ainda levará tempo.
“Nossa expectativa é que a totalidade dos terminais operacionais esteja integrada em um horizonte de 12 a 14 meses, contados de março de 2026”, adianta. Algo que, segundo Garcia, já estava precificado. Ele lembra que, quando a viabilidade do Moegão foi confirmada, o passo seguinte foi consultar os representantes dos terminais.
“Em absolutamente nada adiantaria a gente construir uma obra desse porte se os terminais dissessem que não iriam interligar. Então nós os procuramos depois de um estágio um pouco mais avançado de conceito – não de projeto, obviamente – e todos disseram: ‘nos interessa’”, recorda.
A partir daí, veio o reforço contratual nos casos em que era possível estabelecê-lo. Os contratos de arrendamento feitos a partir de 2025 (PAR 14, PAR 15 e PAR 25) amarraram a obrigatoriedade de conexão dos terminais ao Moegão a partir da conclusão da obra, conforme prazos e diretrizes definidos pela administração portuária – prazos, estes, firmados em um ano, segundo Garcia.
As áreas foram leiloadas em abril de 2025 e os contratos assinados entre agosto e setembro do mesmo ano. O PAR 14 foi arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading; o PAR 15 pela Cargill Brasil Participações e o 25, pelo consórcio ALDC, formado pela Amaggi e Louis Dreyfus Company.
Para os contratos mais antigos e entre retroportuários – terminais situados fora da zona primária do porto – a autoridade portuária afirma não dispor da mesma margem para impor a adaptação de forma unilateral. Ainda assim, Garcia sustenta que o porto detém instrumentos operacionais para reordenar o uso das linhas quando o sistema entrar em funcionamento, inclusive restringindo manobras fora do novo modelo.
E aposta que a entrada em operação do Moegão tende a produzir um efeito econômico sobre o frete ferroviário. Por se tratar de uma estrutura mais eficiente, a concessionária poderá oferecer valores mais vantajosos para cargas direcionadas ao novo sistema. “Um fator de mercado que nos ajuda a incentivar a conexão direta dos terminais”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná.
Cotriguaçu antecipa conexão com o Moegão justificando visão estratégica
O gerente do terminal portuário da Cotriguaçu e delegado da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) no Paraná, Rodrigo Buffara, classifica o projeto do Moegão como uma mudança estrutural na lógica de recepção ferroviária do corredor de exportação – e, por isso, a empresa preferiu antecipar os investimentos na conexão.
A empresa opera no porto desde a década de 1970 e aparece como um dos casos mais avançados na resposta privada ao novo ativo público. Buffara afirma que a empresa iniciou a obra de interligação ao eixo do Moegão há cerca de um mês, com investimento de aproximadamente R$ 45 milhões.
O modal rodoviário se aproxima do limite do que a cidade consegue absorver.
“Há alguns (terminais) avançados em orçamento e contratação, mas a obra (sendo executada) somente nós neste momento. Todos, porém, estão vendo de forma estratégica, a questão é o tempo empresarial de cada um. Empresas que abriram orçamento mais antecipado, outras esperando um pouco mais”, relata.
Para ele, a grande vantagem do modelo é substituir um arranjo historicamente fragmentado por uma moega única, de grande escala e maior grau tecnológico, apta a elevar produtividade e melhorar a fluidez da operação. Na avaliação do executivo, a expansão da capacidade ferroviária tornou-se praticamente obrigatória porque o modal rodoviário se aproxima do limite do que a cidade consegue absorver.
Além disso, a empresa não quer perder mercado. “Cada vez mais a competição entre portos está acirrada. Se nós não avançamos, as cargas se direcionam para outros portos.”
Agenda ferroviária em aberto versus Moegão
Mesmo sem todas as conexões concluídas, a avaliação da autoridade portuária é de que a nova estrutura já produzirá ganhos marginais importantes. Garcia afirma que o Moegão foi projetado para suportar até 24 milhões de toneladas, ante um volume muito inferior hoje movimentado por ferrovia na região (cerca de 5 milhões).
Segundo ele, quando o porto iniciou as conversas com a Rumo Logística – concessionária que opera a Malha Sul, ferrovia que leva os trens até o local – ficou claro que, mesmo dentro da lógica operacional de hoje, ainda sem visualizar expansão, é possível operar em potencial máximo. Isso porque o que impede que a participação ferroviária em Paranaguá seja maior não é a ferrovia em si, mas a descarga.
“A Serra do Mar tem uma capacidade de quase 40 milhões de toneladas, de acordo com a concessionária ferroviária. A ineficiência está no tempo que os trens precisam (para descarregar), por fazer muitas manobras”, explica o diretor-presidente da Portos do Paraná.
Quando a conversa em torno do Moegão começou, em meados de 2020, faltavam sete anos para o fim da concessão – o contrato com a Rumo vence em fevereiro de 2027. Agora, faltando menos de um ano, o compasso tende a ser de espera por parte da concessionária para que eventuais investimentos ocorram na operação.
À época, mesmo sabendo que os prazos seriam apertados e das indefinições sempre envolvidas em processos de final de concessão, o porto não quis esperar. “Eles (a concessionária) nos mostraram que nosso principal gargalo eram os terminais graneleiros interligados ao nosso corredor de exportação. Uns têm desvios ferroviários excelentes, outros, ruins, e outros nem têm desvios ferroviários”, lembra.
A antecipação valia a pena, na visão da Portos do Paraná, por melhorar o gargalo atual e já projetar a descarga ferroviária das próximas décadas. A obra foi então desenhada para dialogar com a futura reorganização da malha ferroviária paranaense, especialmente no contexto do vencimento da concessão da Malha Sul e das discussões sobre a Ferroeste – a ferrovia sob alçada do estado está em compasso de espera para ir a leilão.
Mas Garcia afirma que o porto não poderia esperar a definição completa dessas concessões para só então atacar o problema. Por isso a estratégia foi resolver primeiro a ineficiência local para que Paranaguá não se transforme no elo fraco quando a capacidade ferroviária externa for ampliada.
“Não adianta ter uma ferrovia de primeiro mundo se o porto não responder. Olhando as próximas duas, três décadas, que vão certamente agregar muito em capacidade ferroviária, o porto não vai ser o gargalo”, justifica.
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Moegão também será concessionado
O desafio, agora, é fazer coincidir três calendários diferentes: o da obra pública, praticamente concluída; o dos terminais, ainda em compasso desigual; e o da nova agenda ferroviária do Paraná, que segue em aberto.
Os dois primeiros espera-se resolver antes. O presidente da Portos do Paraná afirma ter solicitado o cronograma de implantação das conexões a todos os terminais envolvidos e, com eles em mãos, ter a previsão do escalonamento das obras – seguindo a prerrogativa de ter tudo pronto dentro de 12 até 14 meses, o que alcançaria maio do ano que vem.
Enquanto isso, nos bastidores afirma-se que a Rumo tem intenção de pedir a prorrogação do contrato de concessão da Malha Sul, ao passo que o governo federal sustenta que uma nova licitação ocorrerá. A reportagem da Gazeta do Povo questionou a empresa quanto a essa intenção e perguntou como se prepara para viabilizar o uso do Moegão, independentemente do caminho tomado – uma vez que a estrutura permitiria extrair mais da atual operação.
Em nota, a Rumo informa apenas que está em diálogo com o governo federal. “O projeto do Moegão do Porto de Paranaguá, quando concluído, deverá trazer mais fluidez, agilidade e eficiência à operação ferroviária no porto, além de reduzir conflitos com o modal rodoviário. Sobre a Malha Sul, a empresa informa que segue em diálogo com o Ministério dos Transportes e que eventuais encaminhamentos e impactos relacionados ao término da concessão estão no âmbito do Governo Federal. A companhia acrescenta ainda que avalia continuamente as oportunidades da carteira de concessões com base em critérios de viabilidade técnica, regulatória e econômica”, diz a nota, na íntegra.
Paralelamente, há um quarto fator: a previsão de colocar o próprio Moegão sob concessão privada. O modelo está sendo ainda desenhado, uma vez que trata-se de um tipo de ativo que opera em lógica diferente dos que existem até hoje no Brasil.
“Temos o desafio de modelar algo atrativo ao mercado que não crie qualquer sobressalto econômico para os usuários e mantenha a utilização da ferrovia sempre incentivada”, antecipa o presidente da Portos do Paraná. Por conta disso, ele promete “para breve” a realização de consulta pública sobre o tema.
A reportagem da Gazeta do Povo procurou ainda outras empresas, como a Louis Dreyfus, Cargill e Coamo, para comentarem as conexões de seus terminais ao Moegão. As duas primeiras preferiram não se manifestar sobre o tema. Não houve retorno da Coamo.
Brasil
Rússia engana brasileiros para lutarem na Ucrânia, diz relatório
A ONG Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira (10) o relatório de uma investigação que apontou que brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades estão sendo enganados pela Rússia com falsas promessas de emprego para que lutem na guerra na Ucrânia.
A organização informou que sua investigação foi baseada em entrevistas com cidadãos do Brasil, Colômbia, Cuba, Egito, Serra Leoa, Sri Lanka, Somália e África do Sul, realizadas em dois campos de prisioneiros de guerra na Ucrânia entre 2024 e 2026.
Outra fonte da apuração foram conversas com cidadãos estrangeiros que atualmente servem nas forças russas, familiares, advogados, ativistas de direitos humanos e jornalistas.
“Indivíduos do Brasil, Colômbia, Serra Leoa, Somália, África do Sul e Sri Lanka, recrutados fora da Rússia, relataram ter recebido falsas promessas de empregos civis nas áreas de segurança, logística, construção, TI [tecnologia da informação] e outros setores — muitas vezes com garantias de altos salários e acesso acelerado à cidadania russa —, apenas para serem induzidos de forma fraudulenta a ingressar nas forças armadas logo após sua chegada”, informou a Anistia Internacional.
A ONG citou o relato de um cidadão brasileiro identificado como Pedro, profissional de TI. Ele contou que foi recrutado para as forças armadas russas após assinar o que acreditava ser um contrato para um emprego bem remunerado na área de tecnologia na Rússia.
Pedro relatou que pediu ao seu comandante para sair, mas recebeu a seguinte resposta: “Se você tentar escapar, ou vai para a cadeia ou nós o mataremos”.
O relatório destacou que recrutas do Brasil e do Sri Lanka afirmaram que tiveram seus passaportes e celulares confiscados durante o treinamento ou antes de serem enviados para a linha de frente.
“A pesquisa da Anistia Internacional demonstra como as forças armadas da Rússia estão reforçando suas fileiras com cidadãos estrangeiros economicamente vulneráveis e utilizando-os como bucha de canhão na guerra de agressão contra a Ucrânia. O nível de exploração e coerção envolvido levou-nos a concluir que, em muitos casos, isso configura tráfico de pessoas, conforme definido pelo Protocolo de Palermo da ONU”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da ONG.
A Rússia não se pronunciou ainda sobre o relatório da Anistia Internacional, mas em ocasiões anteriores negou acusações de que cidadãos estrangeiros que servem nas suas forças armadas foram enganados para serem recrutados.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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