Brasil
Via Mar em Santa Catarina terá velocidade máxima de 120km/h
O governo de Santa Catarina definiu em 120 km/h a velocidade máxima da rodovia Via Mar, cuja licitação está prevista para este semestre, após adiamento no ano passado. O novo traçado rodoviário é projetado para alcançar uma extensão de 145 quilômetros, com investimento estimado entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões.
A primeira rodovia estadual de Santa Catarina com essa velocidade vai ligar Joinville à Grande Florianópolis. O traçado cria uma ligação paralela ao trecho da BR-101 no litoral norte catarinense, um dos principais pontos de retenção do fluxo logístico. “Essa é a nossa Via Mar, uma estrada de três pistas em cada sentido”, projeta o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
A viagem entre Joinville e a capital Florianópolis, em horários convencionais, pode ultrapassar três horas. Pelo novo trajeto, os motoristas poderão concluir o percurso em cerca de 1h12, de acordo com o governo do estado.
A BR-101 registra congestionamentos frequentes no litoral norte. Em situações mais graves, acidentes com bloqueio de pista já provocaram filas de até 24 quilômetros e paradas de até cinco horas, segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pela pista.
Em cenários extremos, o congestionamento pode ultrapassar 40 quilômetros e alcançar cidades como Navegantes e Itapema. “A velocidade de 120 km/h contrasta a atual ligação do norte do estado com a capital. A BR-101 é uma vergonha”, declarou Jorginho Mello.
Governo de SC vai custear o início da obra da Via Mar
A etapa inicial da obra rodoviária tem custo previsto de R$ 1 bilhão e contará com recursos do governo de Santa Catarina. Após essa fase, a ideia é que uma empresa assuma a concessão por meio de parceria público-privada (PPP) para execução dos demais trechos do projeto.
Segundo Jorginho Mello, a empresa vencedora da PPP devolverá ao estado os valores investidos na primeira etapa. Para viabilizar o projeto, a concessionária instalará praças de pedágio ao longo da rodovia.
A Via Mar cortará cidades do interior próximas ao litoral, como Guaramirim, Massaranduba, São João do Itaperiú, Luiz Alves, Navegantes e Itajaí. O traçado também impactará municípios litorâneos, como Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) defende o projeto da Via Mar e cobra agilidade na implementação, diante da crescente demanda por infraestrutura no litoral. “A falta de rodovias não pode frear o desenvolvimento do estado. Precisamos de soluções para para atender os novos terminais portuários, o aumento do turismo e o crescimento da população do litoral, já que vão demandar uma capacidade rodoviária ainda maior”, defende o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.
Obra da Via Mar será executada em quatro lotes e trecho remanescente
O lote 1 do projeto da Via Mar, entre Joinville e Guaramirim, com 26,85 quilômetros, ligará a BR-101, em Joinville, à BR-280, em Guaramirim. A proposta inclui quatro pontes e dois viadutos, com execução direta pelo governo estadual. O valor estimado para este trecho é de cerca de R$ 2,2 milhões.
O lote 2 ligará Guaramirim a São João do Itaperiú, com 21,09 quilômetros entre a BR-280 e a SC-415, com passagem por Massaranduba. O trecho terá duas pontes e um viaduto. Para este lote, o valor estimado é de R$ 2 milhões.
Já o lote 3 conectará São João do Itaperiú a Navegantes, com 16,77 quilômetros entre a SC-415 e a SC-414, entre Luiz Alves e Navegantes. O projeto prevê duas pontes e oito contenções. O orçamento para a obra no lote 3 é de mais R$ 2,2 milhões.
O lote 4 fica entre Navegantes e Itajaí, com 25,78 quilômetros até a SC-486. A obra incluirá quatro viadutos, quatro pontes e três contenções. O valor para o lote 4 é de mais de R$ 3,1 milhões.
O trecho remanescente terá 54,72 quilômetros e fica entre Itajaí e a Grande Florianópolis. O trecho terá quatro pontes, quatro viadutos e três contenções. A ligação seguirá até o Contorno Viário da Grande Florianópolis.
Brasil
Rússia engana brasileiros para lutarem na Ucrânia, diz relatório
A ONG Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira (10) o relatório de uma investigação que apontou que brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades estão sendo enganados pela Rússia com falsas promessas de emprego para que lutem na guerra na Ucrânia.
A organização informou que sua investigação foi baseada em entrevistas com cidadãos do Brasil, Colômbia, Cuba, Egito, Serra Leoa, Sri Lanka, Somália e África do Sul, realizadas em dois campos de prisioneiros de guerra na Ucrânia entre 2024 e 2026.
Outra fonte da apuração foram conversas com cidadãos estrangeiros que atualmente servem nas forças russas, familiares, advogados, ativistas de direitos humanos e jornalistas.
“Indivíduos do Brasil, Colômbia, Serra Leoa, Somália, África do Sul e Sri Lanka, recrutados fora da Rússia, relataram ter recebido falsas promessas de empregos civis nas áreas de segurança, logística, construção, TI [tecnologia da informação] e outros setores — muitas vezes com garantias de altos salários e acesso acelerado à cidadania russa —, apenas para serem induzidos de forma fraudulenta a ingressar nas forças armadas logo após sua chegada”, informou a Anistia Internacional.
A ONG citou o relato de um cidadão brasileiro identificado como Pedro, profissional de TI. Ele contou que foi recrutado para as forças armadas russas após assinar o que acreditava ser um contrato para um emprego bem remunerado na área de tecnologia na Rússia.
Pedro relatou que pediu ao seu comandante para sair, mas recebeu a seguinte resposta: “Se você tentar escapar, ou vai para a cadeia ou nós o mataremos”.
O relatório destacou que recrutas do Brasil e do Sri Lanka afirmaram que tiveram seus passaportes e celulares confiscados durante o treinamento ou antes de serem enviados para a linha de frente.
“A pesquisa da Anistia Internacional demonstra como as forças armadas da Rússia estão reforçando suas fileiras com cidadãos estrangeiros economicamente vulneráveis e utilizando-os como bucha de canhão na guerra de agressão contra a Ucrânia. O nível de exploração e coerção envolvido levou-nos a concluir que, em muitos casos, isso configura tráfico de pessoas, conforme definido pelo Protocolo de Palermo da ONU”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da ONG.
A Rússia não se pronunciou ainda sobre o relatório da Anistia Internacional, mas em ocasiões anteriores negou acusações de que cidadãos estrangeiros que servem nas suas forças armadas foram enganados para serem recrutados.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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