Brasil
Produtores de MG miram em exportação de avocado
O abacate, fruta dos quintais das avós que só aparecia adoçado ou em vitaminas, pode ser o novo ouro da produção nacional. O Brasil abriu 2026 com expectativa de forte avanço nas exportações da fruta, tendo como polos produtores os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Enquanto São Paulo produziu 161.454 toneladas da fruta em 10.356 hectares, conforme base do IBGE de 2024, Minas chegou a 135.624 toneladas em 8.053 hectares. Em terceiro aparece o Paraná, com 32.320 toneladas de abacate em 1.839 hectares.
O resultado reforçou o peso da fruticultura em um mercado que agora busca ampliar presença no exterior. Para este ano, a perspectiva é de um crescimento ainda mais expressivo.
A projeção no setor é de cerca de 60 mil toneladas a mais para a safra, com 40 mil a 45 mil toneladas destinadas à exportação, segundo a Associação Abacates do Brasil. No ano anterior, a produção brasileira destinou cerca de 25 mil toneladas para o exterior.
Adilson Penariol, presidente da associação Abacates do Brasil e produtor de avocado, é otimista e acredita no potencial dos pomares brasileiros. “Na primavera de 2025 o Brasil teve um clima muito favorável para o abacate. E novas áreas estão começando a entrar em produção”, diz ele.
Em Minas, estado que tem mais de 12 mil hectares dedicados à fruta, a perspectiva é animadora. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, em terras mineiras a produção de abacate está concentrada em cinco regiões. O Alto Paranaíba liderou em 2024, com 57.440 toneladas, o equivalente a 42,35% da produção estadual.
Em seguida, vieram o Sul de Minas, com 47.798 toneladas (35,24%); o Triângulo Mineiro, com 7.549 toneladas (5,57%), a Zona da Mata, com 6.434 toneladas (4,74%), e a Região Central, com 5.230 toneladas (3,86%). No recorte municipal, os maiores produtores foram:
- Rio Paranaíba, com 22.140 toneladas (16,32% da produção estadual);
- Sacramento, com 12.075 toneladas (8,90%);
- Carmo da Cachoeira, com 11.550 toneladas (8,52%);
- Três Corações, com 9.900 toneladas (7,30%);
- Campos Altos, com 4.940 toneladas (3,64%).
Os números reforçam a posição de destaque do estado em um momento em que o mercado internacional mostra mais interesse por frutas frescas e mais exigência em qualidade e regularidade de oferta.
Avocado tipo Hass é único voltado para exportação; tropicais ficam no mercado interno
De todas as variedades da fruta que são produzidas em Minas Gerais (Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e Hass), só o tipo Hass, mais conhecido como avocado, é direcionado para exportação, enquanto as outras, chamadas de “tropicais”, são totalmente absorvidas pelo mercado interno.
A explicação está nas características que diferenciam esse tipo de abacate: o tamanho menor e a casca mais grossa do Hass fazem com que a maturação completa seja ainda mais lenta, além de deixá-lo mais resistente. Assim, a fruta aguenta o período de transporte em contêineres até seu destino.
O coordenador técnico de fruticultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Deny Sanábio, reitera que existe uma demanda internacional pelo tipo específico da fruta. “Quem está pensando em exportação já vai direto para o Hass, que é o único que tem demanda. Os outros abacates são grandes, o que vai na contramão de tendência de mercado. Principalmente fora do Brasil, a tendência é por frutas pequenas”, comenta ele.
Famílias menores e o acréscimo de pessoas que vivem sozinhas reforçam a busca por pequenas porções, acrescenta o técnico. A maturação lenta, segundo Sanábio, é outra característica do abacate que atrai novos produtores.
“O abacate é uma fruta climatérica. Quer dizer que o fruto continua o processo de maturação após a retirada da planta. Diferente do que acontece com a tangerina, que se colher verde, ela vai ficar verde; se estiver ácida, vai ficar ácida. Isso é uma vantagem muito boa porque o produtor pode colher, transportar para onde ele vai ser comercializado, e vai ficar na gôndola por um tempo maior”, compara.
Outro aspecto relevante é o sabor. O avocado tem um percentual de gordura maior, e sabor mais intenso, que combina com receitas salgadas, forma que é mais consumida na maioria dos países da América Latina.
Plantio em altitude acima de 1,5 mil metros em Minas estende safra e diferencia produto
O início da produção comercial de abacates no Brasil tem início, há 30 anos, no norte do Paraná e na região central de São Paulo. Aos poucos, migrantes dessas regiões foram para São Gotardo (MG), levando a produção dos tipos tropicais do abacate.
As fazendas eram pequenas e, geralmente, as famílias mantinham o mercado bastante fechado. Adilson Penariol, que foi executivo de multinacionais no setor da agroindústria, conta que se aprofundou na cultura do abacate a partir de 2020, quando foi convidado para ser diretor-executivo das operações de um grupo chileno que estava iniciando a produção de abacate no sul de Minas.
“Eu tinha uma visão de que o abacate você ganha do teu vizinho. E eu falava: ‘ninguém compra abacate’. Quando recebi o convite para ser o presidente desse grupo aqui no Brasil é que eu fui começar a olhar um pouquinho mais esse mercado, principalmente do Hass”, conta.
Com o cargo, passou a estudar e percebeu que havia um mercado inexplorado. “O mercado mundial era gigantesco e eu não fazia ideia. O Brasil desconhecia”.
Com a experiência em Poços de Caldas, Penariol percebeu a oportunidade de investir. Em 2022, com um grupo de investidores que tinha interesse no ramo, montou uma empresa com objetivo de plantar em altitudes maiores e escolheu a Serra da Mantiqueira, um ambiente muito diferente das regiões onde se plantava a fruta, que são mais baixas (entre 500 e 600 metros de altitude) e com uma primavera mais seca e quente.
“Em São Gotardo, que é 1 mil metros, 900 metros, já é um clima um pouco mais ameno, tem noites mais frescas. No interior de São Paulo, tem dia quente e noite quente, e isso começou a afetar a produção. E aí que surgiu a ideia. Eu chamei esses investidores e falei: ‘e se a gente for mais alto ainda? For a 1,5 mil, 1,6 mil metros e conseguir produzir em julho, agosto, setembro?’”, conta Penariol, explicando a intenção de estender a safra do avocado, que vai de fevereiro a outubro.
Para o produtor, Minas tem diversos atrativos para o mercado: muitas áreas acima dos mil metros, bom solo, e boa logística — e nisso a região sul do estado se destaca. “Minas Gerais é onde está o grande foco de crescimento, está recebendo cada vez mais investidores porque tem essa possibilidade, tem uma logística boa, está perto dos grandes centros consumidores. A região que está às margens da (rodovia) Fernão Dias está crescendo bastante por causa da logística”, afirma.
Penariol aponta ainda que a região da Serra da Canastra também tem crescido, em razão do ótimo clima e altitude, mas ainda tem uma logística pouco atraente.
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Mercado externo exige preparo e qualificação
No comércio exterior, o estado mineiro também avançou. Em 2025, Minas Gerais registrou US$ 12,8 milhões em exportações de abacate e 7 mil toneladas embarcadas, melhor resultado da série recente. Na comparação com 2024, houve crescimento de 135% em valor e de 160% em volume.
Os principais destinos do abacate mineiro foram os Países Baixos e a Argentina, dentro de um universo de oito mercados compradores. No estado, destacaram-se como principais municípios exportadores Rio Paranaíba, São Gotardo e Ibiá.
Entre as iniciativas públicas voltadas à fruticultura, o estado conta com o “Certifica Minas Frutas”, coordenado pelo governo estadual. O programa estabelece padrões de boas práticas agrícolas, rastreabilidade e sustentabilidade na produção.
Reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a certificação contribui para que os produtores atendam às exigências sanitárias, ambientais e de qualidade cobradas por mercados internacionais. Na prática, o mecanismo fortalece a competitividade da fruticultura mineira, agrega valor ao produto e amplia as possibilidades de inserção em cadeias de exportação.
Países Baixos e Argentina são principais destinos do avocado de Minas Gerais.
Outra frente informada pelo governo é o “Agroexporta”, iniciativa voltada ao estímulo da cultura exportadora no agronegócio mineiro. O programa atua com ações de orientação, articulação institucional e apoio à promoção comercial, aproximando produtores e agroindústrias das oportunidades no mercado externo.
Para Penariol, antes de investir no abacate, especialmente o Hass, o produtor precisa definir muito bem o local do pomar, o período de colheita e a estratégia comercial. Para ele, especialmente os pequenos produtores, que têm até 70 hectares para cultivo, precisam estar atentos a esses fatores.
“Eu acredito que um produtor de pequeno e médio porte tem que estar alinhado numa cadeia de ponta a ponta. Tem que pensar o seguinte: ‘para onde eu vou mandar essa fruta? Onde eu vou plantar, o clima é bom, ameno? Qual é a janela de colheita e o que eu vou fazer com essa fruta?’”, detalha.
O produtor ainda reforça que esse é um mercado em que os produtores precisam estar organizados e entrar apenas pela moda pode transformar sonho em pesadelo. “Um ponto muito importante sobre o setor é buscar informações e pessoas que conheçam o assunto. No abacate tropical, se um produtor quiser plantar uns pés no sítio dele, vai ter comprador local, não precisa ter certificações de qualidade. Com o avocado tem que ter a certificação, vai ter que ter um parceiro (para comercializar). Então, é preciso buscar ajuda”.
Brasil
Rússia engana brasileiros para lutarem na Ucrânia, diz relatório
A ONG Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira (10) o relatório de uma investigação que apontou que brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades estão sendo enganados pela Rússia com falsas promessas de emprego para que lutem na guerra na Ucrânia.
A organização informou que sua investigação foi baseada em entrevistas com cidadãos do Brasil, Colômbia, Cuba, Egito, Serra Leoa, Sri Lanka, Somália e África do Sul, realizadas em dois campos de prisioneiros de guerra na Ucrânia entre 2024 e 2026.
Outra fonte da apuração foram conversas com cidadãos estrangeiros que atualmente servem nas forças russas, familiares, advogados, ativistas de direitos humanos e jornalistas.
“Indivíduos do Brasil, Colômbia, Serra Leoa, Somália, África do Sul e Sri Lanka, recrutados fora da Rússia, relataram ter recebido falsas promessas de empregos civis nas áreas de segurança, logística, construção, TI [tecnologia da informação] e outros setores — muitas vezes com garantias de altos salários e acesso acelerado à cidadania russa —, apenas para serem induzidos de forma fraudulenta a ingressar nas forças armadas logo após sua chegada”, informou a Anistia Internacional.
A ONG citou o relato de um cidadão brasileiro identificado como Pedro, profissional de TI. Ele contou que foi recrutado para as forças armadas russas após assinar o que acreditava ser um contrato para um emprego bem remunerado na área de tecnologia na Rússia.
Pedro relatou que pediu ao seu comandante para sair, mas recebeu a seguinte resposta: “Se você tentar escapar, ou vai para a cadeia ou nós o mataremos”.
O relatório destacou que recrutas do Brasil e do Sri Lanka afirmaram que tiveram seus passaportes e celulares confiscados durante o treinamento ou antes de serem enviados para a linha de frente.
“A pesquisa da Anistia Internacional demonstra como as forças armadas da Rússia estão reforçando suas fileiras com cidadãos estrangeiros economicamente vulneráveis e utilizando-os como bucha de canhão na guerra de agressão contra a Ucrânia. O nível de exploração e coerção envolvido levou-nos a concluir que, em muitos casos, isso configura tráfico de pessoas, conforme definido pelo Protocolo de Palermo da ONU”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da ONG.
A Rússia não se pronunciou ainda sobre o relatório da Anistia Internacional, mas em ocasiões anteriores negou acusações de que cidadãos estrangeiros que servem nas suas forças armadas foram enganados para serem recrutados.
Brasil
4 feriados restantes em 2026 caem perto do fim de semana
O calendário de 2026 ainda reserva cinco feriados nacionais até o fim do ano. Depois do feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro, as próximas datas são Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Dia da Consciência Negra e Natal.
Para quem já pensa em viagens, descanso ou simplesmente em aproveitar alguns dias longe do trabalho, há boas oportunidades pela frente. Quatro das cinco datas restantes cairão coladas ao fim de semana e poderão formar períodos de três dias de folga, sem necessidade de emendar um dia útil.
A exceção é o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, que será celebrado em um domingo. Já outubro, novembro e dezembro concentram as oportunidades de descanso no último trimestre do ano.
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Quais feriados ainda restam em 2026?
O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, uma segunda-feira. A data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também é tradicionalmente associada ao Dia das Crianças.
Assim, quem não trabalha aos sábados e domingos terá um período de três dias de descanso, de sábado (10) a segunda-feira (12). A mesma situação se repetirá em 2 de novembro, Dia de Finados, que também cairá em uma segunda-feira.
Em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a folga virá na sexta-feira, formando outro fim de semana prolongado. A data passou a ser feriado nacional em 2023, após a sanção da Lei 14.759.
Por fim, o Natal, em 25 de dezembro, também será celebrado em uma sexta-feira. Com isso, o último feriado nacional de 2026 formará mais um período de três dias de descanso.
A única data que não deverá proporcionar uma folga adicional é 15 de novembro. O feriado da Proclamação da República cairá em um domingo.
Veja como ficam os cinco feriados nacionais restantes:
- 12 de outubro, segunda-feira: Nossa Senhora Aparecida;
- 2 de novembro, segunda-feira: Finados;
- 15 de novembro, domingo: Proclamação da República;
- 20 de novembro, sexta-feira: Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
- 25 de dezembro, sexta-feira: Natal.
Feriadões de 2026: veja as próximas datas e entenda quem tem direito à folga
Na prática, quatro dos cinco feriados nacionais restantes podem render fins de semana de três dias para quem normalmente folga aos sábados e domingos.
O primeiro será o de Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Em seguida, Finados permitirá outro período prolongado no início de novembro. Poucas semanas depois, o Dia da Consciência Negra cairá em uma sexta-feira.
O último feriadão do ano será o Natal, que também ocorrerá em uma sexta-feira. Como a data fica próxima ao Ano-Novo, algumas empresas e órgãos públicos podem adotar recessos ou expedientes diferenciados. Entretanto, essas medidas não devem ser confundidas com os feriados nacionais previstos em lei.
Além disso, há datas classificadas como ponto facultativo no calendário da administração pública federal. Em 28 de outubro, por exemplo, é celebrado o Dia do Servidor Público federal. Já 24 e 31 de dezembro, vésperas de Natal e Ano-Novo, respectivamente, terão ponto facultativo após determinado horário para os órgãos federais.
O ponto facultativo, porém, não significa automaticamente folga para todos os trabalhadores. No setor privado, cabe ao empregador definir o funcionamento, salvo quando houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
A regra é diferente para os órgãos públicos, que seguem os calendários administrativos estabelecidos por cada esfera de governo.
Também é importante lembrar que feriado nacional não significa que todas as atividades necessariamente parem. Serviços essenciais e setores autorizados a funcionar podem manter as operações, seguindo as regras trabalhistas aplicáveis.
Brasil
Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão há oito meses
A Polícia Federal acionou o apoio da Interpol para tentar localizar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses no Maranhão. A investigação, que se concentra na zona rural de Bacabal, ganha agora ferramentas de monitoramento global e cooperação internacional em 197 países para verificar pistas sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde janeiro de 2026.
Como a Interpol vai participar das buscas pelas crianças?
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas que permitem o cruzamento de dados em escala global. Na prática, isso significa que o caso passa a contar com o Yellow Notice, um alerta internacional usado especificamente para localizar pessoas desaparecidas, com foco em menores de idade. Esse recurso é fundamental caso surjam indícios de que os irmãos tenham saído do território brasileiro, facilitando o compartilhamento imediato de informações com autoridades de 197 países e auxiliando em um eventual processo de repatriação das vítimas.
Quais são as principais hipóteses para o desaparecimento dos irmãos?
Desde o sumiço em 4 de janeiro, diversas linhas de investigação foram traçadas pelas forças de segurança do Maranhão. Inicialmente, as buscas por terra, água e ar focaram na possibilidade de os irmãos terem se perdido na mata densa da região quilombola de São Sebastião dos Pretos. Entretanto, a defesa da família também levantou a suspeita de tráfico humano, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Como o processo corre sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre novas pistas ou provas não são divulgados para preservar o andamento das investigações.
Como ocorreu o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal?
As crianças, de 6 e 4 anos, desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola onde viviam, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Na ocasião, eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que também sumiu, mas foi encontrado três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e desorientado, não conseguindo fornecer informações claras sobre o que aconteceu com os primos. Desde então, mobilizações massivas envolvendo drones, cães farejadores e centenas de voluntários foram realizadas na região, mas o paradeiro dos irmãos permanece um mistério absoluto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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